Warm Up #96 - Comprar ou comprar

Ivan Sant'Anna Publicado em 13/11/2018
3 min
Novas máximas

Nota do editor: Nesta edição, o Ivan fala da perspectiva de alta para a Bolsa brasileira, em um cenário de juros baixos por tempo prolongado. Com a ascensão do mercado acionário, é ainda mais importante aprender as técnicas para se beneficiar desse momento e se preparar também para situações adversas, garantindo assim ganhos constantes. Os especialistas da Inversa se reuniram para contar para você como usar as técnicas adotadas pelos maiores investidores do mundo. Assista aqui aos dois primeiros vídeos da Semana da Riqueza Infinita e prepare-se para a terceira aula, que vai ao ar ainda hoje.


Caro leitor,

É comum se dizer que o mercado não erra. Eu mesmo vivo repetindo isso. Só que acho bom acrescentar mais algumas palavras ao axioma: “Não erra, mas às vezes se confunde”.

Pelo que está acontecendo no Brasil, é para a Bolsa subir e, no mínimo, roçar as máximas da semana passada. Senão vejamos:

Nos boletins Focus, divulgados todas as segundas-feiras pelo Banco Central antes da abertura dos mercados e refletindo a opinião dos principais analistas dos bancos, há meses que se prevê, para o final de 2018, uma taxa Selic de 6,5%. E nisso eles vão acertar. Mas para 2019 era quase consenso de que subiria ao longo do ano até 8%.

Agora, alguns economistas estão revendo suas posições, mantendo a Selic em 6,5% durante todo o ano que vem e postergando os 8% para 2020, embora eu considere meio adivinhação isso de projetar taxas para daqui a 25 meses num país volátil, para dizer o mínimo, como o nosso.

Se me coubesse fazer isso, eu diria na maior sem-cerimônia que a taxa Selic em 31 de dezembro de 2020 será algo entre 4% e 15%. E não apostaria até o meu último centavo nesse spread.

Mas, vamos lá, falando sério, com a Selic em 6,5% em dezembro de 2019 é para a Bolsa subir muito, atropelar os highs e o Ibovespa ir para 100.000, 150.000, 200.000 e lá vai fumaça. Agora quem está dando uma de relatório Mãe Dinah (oops, relatório Focus) sou eu.

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O que pode atrapalhar os planos do touro brasileiro é o urso americano. Se o Dow Jones, o S&P500 e o Nasdaq entrarem numa espiral descendente, a gente tem chances de ir junto. Teremos no máximo um “calf market”, expressão que acabo de inven

Para quem não está com o inglês muito afiado, lembro que “calf”quer dizer bezerro.

Como se sabe, a economia americana está superaquecida. O último dado de desemprego foi de 3,7%, o menor desde 1969. Equivale a pleno emprego.

As empresas de tecnologia dos EUA estão apresentando bons resultados em seus balanços, só que inferiores aos esperados. Evidentemente que, quanto mais alta está a Bolsa, mais lucro os investidores exigem das companhias, já que vêm pagando um preço maior pelas ações. 

Por outro lado, as obrigações de 10 anos do Tesouro (americano) estão rendendo 3,2% ao ano. contra uma inflação, medida pelo CPI (Consumers Price Index – Índice de Preços ao Consumidor), de 2,7%. Esse spread favorável não acontecia desde 2009.

Como tudo indica que em 2019 o FED vai aumentar as taxas de juros em pelo menos mais um por cento (alguns analistas acreditam em até mais), pode ser que a Bolsa de Nova York entre em um bear market prolongado.

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O mercado entrou novamente em um período de volatilidade alta. Nosso objetivo na calculadora: te entregar 12% ao mês operando apenas 2 ações. Dá uma olhada aqui e me diga o que acha. 

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