Warm Up #62 - Os dois gumes de Bolsonaro

Ivan Sant'Anna Publicado em 11/09/2018
7 min
Bem nos pontos corridos, mal nos mata-matas

Caro leitor,

A pesquisa Datafolha divulgada ontem à noite mostrou que o candidato Jair Bolsonaro é o grande favorito no primeiro turno das eleições presidenciais, mas também deixou claro que sua situação é muito ruim nos playoffs, independentemente do adversário.

Com toda a exposição alcançada na mídia pelo atentado de Juiz de Fora, Bolsonaro subiu míseros dois pontos, de 22 para 24 por cento, da última pesquisa para cá. Por outro lado, Ciro Gomes, favorito para ficar com o segundo lugar no turno do dia 7 de outubro, ganhou três, saindo de 10 para 13 por cento.

Em uma simulação de segundo turno entre Ciro e Jair, o cearense ganha de lavada: 45 a 35 por cento. Como se só isso já não fosse uma notícia boa para o ex-governador do Ceará, percebe-se que a candidatura de Marina Silva está se esfarinhando.

Mesmo com os votos brancos e nulos caindo de 22 por cento para 15, Marina perdeu cinco pontos de uma pesquisa para outra. Tinha 16. Agora está com 11 por cento.

Quem mais cresceu foi Fernando Haddad. Tinha 4 por cento e agora tem 9. Só que nove é muito pouco, principalmente se levarmos em consideração que faltam apenas 27 dias para o primeiro turno. E sabe-se lá se Lula vai dar força ao Haddad. Lula só dá força a Lula. Antonio Palocci que o diga.


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Sei que os órgãos de pesquisa de opinião pública são obrigados a se manter neutros, mas alguns dados exibidos pelo Datafolha são inúteis. Estou me referindo às hipóteses de segundo turno entre Marina e Alckmin, Ciro e Marina, Marina e Haddad.

A não ser que o quadro de saúde de Jair Bolsonaro se agrave, tirando-o das eleições, ele vai estar no segundo turno. Vai estar lá para perder. Isso fica bem claro nos percentuais de rejeição: Bolsonaro, 43 por cento; Marina, 29 por cento; Alckmin, 24 por cento; Haddad, 22 por cento; e Ciro, 20 por cento.

Pois é... Apenas 20 por cento dos eleitores não votam em Ciro Gomes em hipótese alguma, menos do que a metade dos que não apertam o botão verde para Bolsonaro.

Tudo bem, a eleição não é hoje nem amanhã. Um pouco de água (um pouco, eu escrevi) ainda vai correr por baixo da ponte.

Pode ser que haja um novo esfaqueamento, que um avião caia tendo a bordo um candidato, que se descubra um escândalo de proporções cabralianas, eduardianas ou geddelianas envolvendo outro. Aí as coisas poderão mudar.

Aproveito para repetir um trecho de minha crônica Mercado de um fundamento só, publicada na edição de 28 de agosto deste ano:

“Postos esses argumentos, no dia de hoje acho que o próximo presidente do Brasil será o adversário de Bolsonaro no 2º turno.”


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Um abraço,

Ivan Sant'Anna

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