Warm Up #281 - Trabalho de equipe

Ivan Sant'Anna Publicado em 21/11/2019
1 min
Um panorama da economia e da política, nacional e mundial, abordando temas que podem afetar o mercado.

Caro leitor,

Em todos os artigos que escrevo para a Inversa, ao final há um e-mail com um convite para os leitores deixarem sua opinião sobre o texto.

Tal como seria de se supor, alguns elogiam, outros criticam. Felizmente, o primeiro grupo é maior.

Uma coisa que me incomoda é quando alguém diz que gostou da newsletter, mas que sente falta de recomendações específicas de ações.

“Comprem Amalgamated a 12,00 com stop a 10,50 e objetivo 100,00 no prazo de um ano". É esse tipo de coisa que a pessoa está pedindo.

Desculpem-me se decepcionei alguns, mas sugestões pontuais de compras na B3 não são minha praia. Aliás, na Inversa, cada um se dedica à sua área de especialização, com eventuais avanços nos temas dos colegas, quando a convicção sobre determinado trade é profunda.

Se minha função fosse indicar ações, teria de analisar balanços, estudar gráficos e, se possível, conversar com os executivos das empresas.

Vou ser franco com você, caro amigo leitor. A última vez que fiz isso foi em 1971, portanto há quase meio século. Depois me dediquei a mercados de alto risco, não raro altíssimo, como futuros, opções, opções sobre futuros e venda de calls e puts para ganhar time value. Quase sempre nas bolsas de Chicago e Nova York. Alavancado ao extremo.

Fiquei rico várias vezes e por várias vezes perdi tudo.

Quando, em abril de 1995, troquei os números pelas letras, para escrever meu primeiro livro, "Os Mercadores da Noite", continuei acompanhando as cotações das bolsas através do site da Bloomberg, já que assinava uma coluna mensal, Bulls & Bears, na Resenha BM&F.

Na Inversa procuro dar ao leitor um panorama da economia e da política, nacional e mundial, abordando temas que podem afetar o mercado.

Relato também minhas maiores porradas, como a do ouro na Bolsa de Mercadorias de São Paulo, em 1986, e a da soja na Chicago Board of Trade, dois anos depois. Em ambas, minha rentabilidade foi infinita, já que o ajuste positivo do primeiro dia foi maior do que a margem de garantia.

Conto também as pauladas que levei, tal como aconteceu com o petróleo, na Nymex, em Nova York, em agosto de 1990, oportunidade na qual eu estava vendido e Saddam Hussein invadiu o Kuwait.

Enfim, entre outras coisas, tento dar aos caros leitores um panorama das situações que acontecem com um trader, para que ele ganhe experiência sem que, para isso, tenha de perder seu rico dinheirinho.

Há algum tempo, falei sobre a IPO da Aramco, estatal petrolífera da Arábia Saudita, que fará uma oferta pública de 2 a 5% de suas ações. Escrevi isso para que o leitor vá se preparando para a ocasião, já que pode ser um dos grandes negócios do século.

O que faz da Aramco a cereja do bolo da atividade petrolífera mundial é o fato de que ela extrai petróleo pelo custo de até 3 dólares o barril. Isso a torna imbatível na concorrência.

Com taxas de juros próximas de zero, os mercados se tornaram muito mais seletivos. Indicações específicas são importantes.

Mas é preciso saber por onde estivemos, onde estamos e para onde estamos indo. É o que procuro fazer nas minhas newsletters. Quero alargar o horizonte de meus leitores e complementar o trabalho de meus colegas especialistas.

Isso se chama trabalho de equipe. Diversas visões, um objetivo: seu bolso.

Ivan Sant'Anna

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