Warm Up #190 - Quanto vale o ouro?

Ivan Sant'Anna Publicado em 14/05/2019
4 min
Se você acha que o ouro é o melhor ativo para se ter em tempos de crise, este texto do Ivan vai mudar seu conceito

Nota do editor: Se você estiver buscando retornos rápidos, que possam elevar seus ganhos de forma exponencial em até 815% em 1 hora e 894% em apenas 4 meses, recomendo seriamente que conheça aqui o Alpha 8.

 

Caro leitor,

Volta e meia um assinante me pergunta sobre o ouro como investimento. Minha resposta é peremptória: não gosto da aplicação.

Ouro só vale a pena em tempos de taxas de juros negativas. Isso aconteceu recentemente nos Estados Unidos, quando o FED manteve a rentabilidade dos títulos do Tesouro abaixo da inflação americana.

Esse período, com pequenas interrupções, durou de 2001 a 2011, época em que a cotação do ouro spot subiu de US$ 385,00 a onça troy para US$ 1.973,00, num bull market de respeito.

Depois, o mercado antecipou o início de um ciclo de alta dos juros, que acabou se materializando a partir de 2015 e prossegue até hoje.

Da conferência de Bretton Woods, em julho de 1944, quando o valor do ouro foi fixado em 35 dólares a onça (subindo mais tarde para US$ 38,00), até agosto de 1971, ano em que Richard Nixon pôs fim ao padrão ouro, simplesmente não houve mercado.

A partir da liberação, o ouro subiu vertiginosamente. Saiu de 38 para 850 dólares, cotação atingida em 1980, no início do Segundo Choque do Petróleo.

Veio, então, a política ultraconservadora de Paul Volcker à frente do FED, exterminando o surto inflacionário causado pelo choque anterior (1973). Na gestão Volcker, a taxa básica americana chegou a 20% (19,83).

Em 1966, quando estudava na NYU, conversei com Edmond Safra, dono do Republic Bank, em Nova York, numa entrevista agendada pela universidade.

Cinco anos antes da decisão de Nixon, Safra já a prognosticava. Ganhou tanto dinheiro aplicado em ouro que se tornou um dos homens mais ricos do mundo.

Após o período contracionista de Volcker, o preço do metal não fez outra coisa a não ser cair, até fazer um low de US$ 376,00 em 2001.

Teve então início o último bull market, acima citado, que levou a cotação a quase dois mil dólares. De lá para cá, manteve-se em um padrão historicamente alto, embora distante dos highs.

Caso a inflação brasileira continue baixa (até agora a economia não deu sinal de que vai reverter o marasmo), mesmo que a taxa Selic caia dos atuais 6,5% para 5,75%, movimento que já está sendo estimado por alguns bancos, não acredito em alta do ouro.

Se o caro amigo leitor está com medo de uma crise prolongada, acho melhor aplicar em dólares. Essa operação pode ser agressiva, através do mercado de dólar futuro, na BM&F, ou conservadora, por intermédio de um fundo cambial.

Ouro tem outra utilidade, mas suponho que não seja o seu caso. Refiro-me a concentrar valor alto em volume pequeno. Se quer saber mais a respeito, venha ao Rio e faça uma visita a um interno ilustre da penitenciária Bangu 8.

O moço é ex-governador do estado. Comprava joias e relógios de ouro aos quilos e deve conhecer a melhor maneira de fazer isso. Mas é preciso levar em conta que o custo dele era zero.

Desgraçadamente, não pode usufruir da riqueza que amealhou. Outro dia foi pego numa inspeção que o surpreendeu com 560 reais, bem acima do máximo permitido aos hóspedes do “estabelecimento”, que é de R$ 95,40. Foi parar na solitária.

Lá, no verão, um aparelho de ar-condicionado vale seu peso em ouro.

Para finalizar esta newsletter, digo que se você gosta da "arte" de ser trader e da ideia de dar grandes tacadas, ganhar muito dinheiro e perder muito pouco, tenho uma recomendação excepcional para você hoje: Alpha 8. Não preciso prolongar sobre o assunto, pois basta você ver o recado da criadora do Algoritmo aqui. Minha querida amiga Helena, trader e especialista no assunto, vai te mostrar como ela conseguiu mais 800% 3 vezes em apenas 4 meses.

Um abraço.

Ivan Sant’Anna 

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