Warm Up #156 - E o dólar?

José Castro Publicado em 08/03/2019
3 min
As turbulências políticas têm pressionado os mercados recentemente, levando a quedas no Ibovespa e a altas no dólar, que encostou em R$ 3,90. Veja nesta newsletter o que o José Castro pensa sobre a tendência para o câmbio

Nota do editor: Na edição de hoje, o José Castro fala sobre a recente volatilidade que fez com que o Ibovespa devolvesse parte dos ganhos do ano e que levou o dólar a encostar em R$ 3,90. Na parte PRO, ele fala sobre a tendência para a moeda norte-americana e comenta sobre possibilidade de investimento com a moeda para proteção. Clique aqui para liberar o acesso exclusivo a assinantes.

Caro leitor,

Os ruídos políticos, principalmente os receios quanto à habilidade de negociação do governo para aprovar a reforma da Previdência, têm pressionado o mercado financeiro e vão continuar provocando volatilidades até que o avanço nas discussões fique mais evidente.

Assim, vimos a tendência de alta no curto prazo do Ibovespa sendo ameaçada após o índice romper os 94 mil pontos ontem (07/03). Apesar disso, a tendência principal de alta segue inalterada, uma vez que mesmo com a recente correção, o índice ainda sobe algo em torno de 7% em 2019.

Vale lembrar que esse processo e correção já vem ocorrendo desde a semana passada, depois que o presidente Jair Bolsonaro afirmou estar disposto a negociar alguns pontos da reforma da Previdência, antes mesmo do início das discussões com o Congresso. Entre os pontos que o presidente se mostrou disposto a negociar estaria a redução da idade mínima de aposentadoria das mulheres para 60 anos, em vez de 62, conforme apresentado no projeto inicial.

O mercado não está gostando nem um pouco de diversas declarações do presidente e sua equipe. Claro que todos nós sabemos que a proposta de reforma da Previdência enviada para o Congresso passará por modificações. No entanto, o que mais incomoda é a falta de habilidade já demonstrada neste início do processo, pois ele mal começou e o governo já dá sinais de que cederá facilmente.

Assim, a Bolsa brasileira e o dólar sofrerão comportamentos peculiares e, em alguns momentos, vão fazer movimentos tímidos e sem muita expressão, à espera de fatos relevantes. Em outros, terão movimentos fortes, precificando cada nova notícia que vem dos cenários político e econômico e que podem trazer muita volatilidade.

Nesse cenário mais estressado e volátil, o dólar tende a ir para uma direção e a Bolsa, para outra.

É exatamente isso que está acontecendo agora. Na última semana a Bolsa brasileira caiu 3,19% e o dólar valorizou-se 1,26%. Apenas nessa semana mais curta pós-carnaval a moeda norte americana já sobe quase 3%, encostando nos R$3,90.

Por isso, é sempre importante ter seguros na sua carteira, como nos mostrou recentemente a última eleição no Brasil onde o dólar saiu de algo em torno de R$ 3,15 alcançando cotações acima dos R$ 4,20 em apenas três meses e o Ibovespa caiu em torno de 15%.

O dólar é um instrumento de diversificação e proteção (hedge) do patrimônio contra um cenário desfavorável. Não somente uma proteção para o seu portfólio de investimentos como também para os seus planos como uma viagem ao exterior.

Mas será que vale a pena comprar dólar agora? Leia abaixo para entender a tendência da moeda norte-americana e ver uma sugestão de proteção para este cenário.

Gostou dessa newsletter? Então me escreva contando a sua opinião no warmup@inversapub.com.

Um abraço,

José Castro

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