Warm Up #142 - Boas notícias, de lá e de cá

Ivan Sant'Anna Publicado em 13/02/2019
3 min
Os ventos são favoráveis, mas a retomada é lenta e não seguirá uma linha reta. Veja os comentários do Ivan Sant’Anna sobre as expectativas para a Bolsa.

 

 

Nota do editor: Na Warm Up de hoje, o Ivan fala sobre sua visão para o rumo do mercado, apontando os sinais positivos que vêm de fora. Essas indicações favoráveis também surgem com a expectativa de estreias na Bolsa, como a notícia de hoje da coluna Broadcast, de que o banco Votorantim prepara seu IPO. Aqui na Inversa, você pode acompanhar os lançamentos de ações que acontecerão para avaliar as melhores opções para aproveitar essa tempestade de dinheiro que está por vir.

 

Caro leitor,

Da máxima histórica do Ibovespa, 98.589 pontos, alcançada no dia 4 deste mês, até a mínima de anteontem, 93.736, o mercado de ações caiu 4.853 pontos, ou seja 4,92%, anulando mais de um terço dos ganhos de 2019.
 
Nesse processo de correção, que os traders que se mantiveram comprados chamam de “saudável realização de lucros”, os “mãos fracas” caíram fora. O cara fica calculando suas perdas a cada dia e acaba desistindo.

“Essa tal de Bolsa de Valores não é para mim. Vou voltar para a velha e confiável caderneta de poupança” – não raro os, repito, “mãos fracas” cometem esse erro de largar a renda variável e, quem sabe por birra, voltar para o pior investimento de renda fixa que existe.

Pois bem, tudo indica (e no mercado de ações nada pode ser considerado como certo, pois existem imponderáveis como Brumadinho) que a Bolsa vai retomar seu curso para o Norte, agora com mais cautela e esfíncteres travados. Quem comprou nos highs, e segurou a peteca na queda, sofreu um bocado.

“Será que foi fogo de palha?”, nessas horas é difícil o cara não pensar assim, quando a alta dá um inesperado cavalo de pau.

Voltando a falar da recuperação do mercado, as duas primeiras boas notícias estão vindo de fora.

Após Donald Trump ter prometido construir um muro na fronteira com o México, ao preço de 5,7 bilhões de dólares, custeado pelos mexicanos, não só deixou de lado essa fanfarrice dos vizinhos do sul pagarem a barreira como viu republicanos e democratas chegarem a um acordo através do qual destinarão “apenas” US$ 1,4 bilhão para a obra.

Dos 3.145 quilômetros da divisa entre os dois países, somente 88 serão murados. Barak Obama fez muito mais do que isso, sem estardalhaço.

A outra novidade vinda do exterior é que chineses e americanos estão se aproximando de um acordo na guerra comercial que vêm travando.

“Não desejo que a China tenha dificuldades no comércio”, disse textualmente o presidente americano anteontem.

Para os intérpretes do “trumpês”, a mensagem é mais do que clara: Donald está abandonando suas promessas de campanha, agora visando a (cada vez mais difícil) reeleição em novembro de 2020.

No cenário interno, a boa noticia é que o presidente Jair Bolsonaro vai ter alta e regressará a Brasília, onde começará a discutir com Paulo Guedes e com o secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, os detalhes da proposta de reforma da Previdência.

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Um abraço,

Ivan Sant'Anna

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