Warm Up #139 - O dia em que o mercado brochou

Ivan Sant'Anna Publicado em 07/02/2019
3 min
O que significa o tombo de ontem do Ibovespa? O Ivan Sant’Anna comenta sobre isso na newsletter de hoje e fala sobre como agir neste cenário

 

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Nota do editor: Na edição desta quinta-feira, o Ivan fala sobre os motivos que levaram ao tombo da Bolsa ontem e as perspectivas para o que está por vir. Na parte PRO, ele comenta sobre a postura ideal para agir no mercado daqui para frente. Clique aqui e tenha acesso ao conteúdo exclusivo para assinantes.

 

Caro leitor,

Desde o início do ano que o mercado brasileiro de ações não fazia outra coisa a não ser subir, quase sem tomar fôlego. Até anteontem, o ganho chegou a 13%, medido pelo Ibovespa.

Houve algumas exceções: uma pequena queda quando o affairFlávio Bolsonaro/Fabrício Queiroz tomou conta da mídia; outra maior após o rompimento da barragem do Feijão, em Brumadinho, esta segunda mais concentrada nos papéis da Vale.

Ontem a maré virou. O Ibovespa levou um tombaço. Na hora em que escrevo este artigo, o índice está nos lows do dia, com pinta de que só vai parar de cair quando soar o gongo de encerramento.

Não raro, um bull market sofre uma correção sem que se possa precisar o motivo.

"Ah, foi por causa do Brexit”, diz um analista. “Não, foi o Trump”,diverge outro. “Em minha opinião é essa guerra de egos entre Lorenzoni e Guedes”, intervém um terceiro.

Desta vez, as razões foram mais do que claras. É bom que o amigo leitor as estude (e estamos aqui para ajudá-lo), para que possa se posicionar em Bolsa nos próximos meses, que prometem muita volatilidade.

Até agora, o governo Bolsonaro pretendia reformar a Previdência tendo como base a PEC enviada à Câmara pelo antecessor, Michel Temer, PEC essa que já fora aprovada pela CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e podia ser votado pelo plenário a qualquer momento.

Só não foi por causa do já mais de mil vezes mencionado “Tem de manter isso aí, viu!”, frase que ficou marcada a ferro e fogo nas pedras das colunas da garagem do palácio do Jaburu e, o que é mais grave, gravada num dispositivo de escuta que Joesley Batista trazia escondido sob a roupa.

Como Paulo Guedes quer uma reforma previdenciária mais abrangente, que resolva o problema fiscal brasileiro por no mínimo dez anos, uma nova PEC será enviada ao Congresso Nacional. Que terá de passar novamente pelo crivo das comissões, principalmente o da CCJ.

“Desse modo a Casa (Câmara dos Deputados) não votará a reforma da Previdência nem no primeiro semestre deste ano”,avalia o deputado Arthur Lira do PP de Alagoas, raposa filho de raposa (o pai é senador).

Gostou dessa newsletter? Então me escreva contando a sua opinião no warmup@inversapub.com.

Um abraço,

Ivan Sant'Anna

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