Warm Up #132 - Ano de festa

Ivan Sant'Anna Publicado em 24/01/2019
3 min
Máxima atrás de Máxima

 

Nota do editor: Na edição de hoje, o Ivan revela qual é o segredo que está correndo entre os tubarões do mercado, diretamente da fonte, após mais um recorde da Bolsa. Confira todos os detalhes na parte PRO. E se você quer aproveitar esse momento de euforia, de máximas históricas do Ibovespa, sugiro que você acompanhe a nova minissérie O Acelerador de Ganhos, que mostra como é possível ter retornos de 300% em 12 meses. É só clicar aqui.  

Caro leitor,

Ontem, o índice Ibovespa fez nova máxima de todos os tempos, a décima vez que isso acontece neste início de ano, e de mandato presidencial.

Apesar da não garantia de uma reforma previdenciária ideal, do bear market que periga persistir na Bolsa de Valores de Nova York e da descoberta de mais estripulias do senador eleito Flávio Bolsonaro, nitidamente o mercado de ações brasileiro quer ir mais longe.

Se uma criança de cinco anos olhar o gráfico, vai dizer: “tá subindo!”  

Muitas ações estão trocando de mãos (tem investidor que simplesmente não resiste a uma realização de lucros) quando o mercado bambeia um pouco, mas a manada de touros é maior do que o bando de ursos. E vamos de máxima em cima de máxima. Quem ainda não entrou, se rói de inveja. 

Uma das razões que favorecem a renda variável no Brasil são os juros praticados lá fora.  

O Banco do Japão, por exemplo, fixou a taxa de referência em – 0,10% ao ano. Isso mesmo: Um décimo de um por cento, negativo. Por outro lado, os títulos de 10 anos do Tesouro japonês estão rendendo zero, se é que zero pode ser chamado de renda. 

Ao tomar tais medidas, a autoridade monetária do arquipélago quer que a inflação no país chegue ao patamar de dois por cento ao ano, número considerado por eles como o ideal para que a economia cresça.  

Reparem no detalhe: o banco central japonês não quer baixar a inflação para dois por cento. Quer subir para tal nível, coisa difícil para um brasileiro entender.  

Em 2018, o Índice de Preços ao Consumidor por lá foi de 0,98%, mais do que o dobro de 2017: 0,47%. Vejam que precisam dobrar novamente para atingir o objetivo.  

Digamos que, vitória das vitórias, o Banco do Japão consiga alcançar seu patamar inflacionário anual de dois por cento a partir de 2019. Isso significa, alcançada a meta, que um investidor que comprou agora um milhão de ienes (equivalentes a US$ 9.135,00) em papéis de 10 anos, com os tais zero por cento de “renda”, e a inflação de dois, terá perdido, em termos reais, ao final desse prazo de uma década, mais de 100 mil ienes.  

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Um abraço,

Ivan Sant'Anna.

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