Warm Up #123 - Monstros sagrados

Ivan Sant'Anna Publicado em 09/01/2019
3 min
Além da Previdência

Caro leitor,

Embora o mercado de ações continue encontrando dificuldades para fazer novas máximas, devido às incertezas a respeito da reforma da Previdência, notícias boas estão acontecendo no cenário político-econômico.

Só a presença de Bolsonaro e do ministro Paulo Guedes na posse dos presidentes do Banco do Brasil, da Caixa Econômica e do BNDES, respectivamente Rubem Novaes, Pedro Guimarães e Joaquim Levy, dá a dimensão da seriedade com que o novo governo encara essas instituições.

Durante as administrações Lula, Dilma e Temer, os presidentes dos bancos estatais eram escolhidos através do toma lá, dá cá partidário.

“Eu quero a presidência e a diretoria de finanças do BB”, exigia um senador do PMDB. “Em troca, a gente vota com o governo. Sem questionamentos.”

“Nosso negócio é a Caixa”, revelava um deputado do PR de Pernambuco. Em seu íntimo, pensava: “Vou encher a periferia de Recife de unidades do Minha Casa, Minha Vida. Garanto no mínimo mais três mandatos. Fora aquela comissão dos empreiteiros. Tô feito.”

BNDES. Para muitos, a joia da coroa, a cereja do bolo, o miolo do filé. Era a instituição que escolhia os “campeões nacionais”. Eike e Joesley Batista – nenhum parentesco – só para lembrar dois pezzonovanti do cenário de despudor que prevaleceu nos últimos anos.

Acho que esse panorama mudou. Os nomes técnicos escolhidos revelam isso.

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O BNDE (antigo nome antes da entrada do “S” de “Social”) foi fundado em 1952, durante o segundo período Vargas. Do terceiro ao sétimo mandato, a instituição foi presidida por notáveis: Glycon de Paiva, Lucas Lopes, Roberto Campos, Lúcio Meira e Faria Lima. Veio então, agora no governo João Goulart, Leocádio Antunes, um gaúcho de físico descomunal que os amigos chamavam de “Centauro” e os inimigos, de “Percentauro”.

Esse conheci pessoalmente, em 1962, por ocasião da fundação, em Montevidéu, da ALALC (Associação Latino-Americana de Livre Comércio), entidade que precedeu o Mercosul.

Aos 22 anos, eu fazia parte da delegação brasileira, representando Minas Gerais. À noite, sempre ia com Leocádio fazer uma fezinha na roleta do Cassino Carrasco, na capital uruguaia.

Saliente-se que o BNDE foi importante na criação das indústrias automobilística e siderúrgica. Mais tarde, já com o “S” na cauda, tornou-se uma instituição especializada em emprestar dinheiro, a taxas de juros reais negativas, para quem não precisava.

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O BB foi fundado em 12 de outubro de 1808, com a chegada de D. João VI e sua corte ao país. Trata-se hoje do segundo maior banco do Brasil, só perdendo para o Itaú.

Sua importância advém da capilaridade (5.450 agências) e do crédito agrícola.

Já a Caixa sempre se especializou em lidar com as classes C e D, gente que não tinha condições de abrir contas nos bancos, digamos, mais elitistas.

Na posse de seu novo presidente, Pedro Guimarães, o ministro Paulo Guedes salientou a importância do microcrédito.

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Um abraço,

Ivan Sant'Anna

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