Warm Up #120 - O Ibovespa já fez a mínima de 2019

Ivan Sant'Anna Publicado em 03/01/2019
3 min
Quedas contidas

Nota do editor: Na edição desta quinta-feira, o Ivan explica seu otimismo com a Bolsa durante o governo que acaba de começar. Na parte PRO, ele faz sua sugestão para posicionamento no mercado acionário. Clique aqui para ver o que ele pensa sobre os investimentos em Bolsa este ano.

Caro leitor,

Isso mesmo, amigo leitor. Você não leu errado. Em minha opinião, o Ibovespa já fez a mínima deste ano ao ser cotado ontem, logo após a abertura, a 87.535,37, ligeira queda de 0,05% sobre o fechamento de sexta.

“Mas como, Ivan?”, talvez você esteja pensando que eu pirei, “como é que você tem a cara de pau de dizer, no dia 3 de janeiro, que o Ibovespa já assinalou o low do ano?”

Feeling, puro feeling, é só o que consigo responder. Feeling. Trata-se de algo que só senti umas dez vezes nesses 60 anos nos quais acompanhei os mercados. Dessas dez, acertei umas oito.

“Mas se acontecer alguma coisa, um novo atentado, algum tipo de tragédia, algo imprevisível?”, suponho que você insista na incredulidade.

Bem, se é imprevisível, ninguém pode prever. Só que minha bola de cristal, e confio muito nela, está me garantindo que ontem, desculpe-me a repetição,“o Ibovespa fez a mínima de 2019”.

Perscrutei o interior da esfera, que tem centenas de subdivisões.

Uma delas mostra diversos episódios ocorridos ao longo dos tempos que revelam que não é incomum um mercado, seja ele de ações, de commodities, de moedas ou de instrumentos financeiros, fazer sua máxima ou mínima no primeiro dia útil de um ciclo gregoriano, pontos esses que determinam a tendência para os doze meses à frente.

Não estou dizendo que em 2019 o mercado de ações não vai cair. Muito pelo contrário, vai sim. Talvez até hoje, numa correção normal da alta de ontem. E vai cair outras vezes.

Só que a bola de cristal afiança que nessas quedas o índice não vai romper o suporte de 87,535,87, mínima de ontem.

Na segunda-feira, dia 1º, assisti ao discurso de posse de Jair Bolsonaro no Congresso. Entre outras coisas, ele disse que:

“... o governo não gastará mais do que arrecada...”

“Realizaremos reformas estruturantes, que serão essenciais para a saúde financeira e sustentabilidade das contas públicas...”

(estimularemos) a competição, a produtividade e a eficiência sem o viés ideológico.”

“Tudo bem”, o amigo leitor talvez continue ressabiado, “todo presidente diz isso.”

Diz sim, concordo. Mas, junto a esse palavrório, vêm um monte de promessas de assistencialismo. E Jair Bolsonaro não fez nenhuma.

Deixemos o capitão de lado e vejamos o que disse o “Posto Ipiranga” em sua primeira fala oficial. Está gravada na bola de cristal.

“...o Brasil foi corrompido pelo excesso de gastos.”

“Nós vamos ter que fazer a reforma da Previdência.”

“...temos dez anos de crescimento sustentável pela frente.”

O pronunciamento de Paulo Guedes aconteceu na parte da tarde. Horas antes, tomara posse o ministro Sérgio Moro. Ele assegurou que tudo será feito dentro da lei e do respeito aos demais poderes.

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Um abraço,

Ivan Sant'Anna

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