Warm Up #100 - 28º aniversário

José Castro e Ivan Sant'Anna Publicado em 22/11/2018
4 min
Determinação

Nota do editor: ATENÇÃO! A Black Week Inversa está quase chegando ao fim. Então, antes de ler esta Warm Up - na qual o Ivan fala sobre determinação no mercado financeiro, enquanto na parte PRO o José Castro comenta sobre uma ação com potencial de ganhos no novo governo - clique aqui para ver as ofertas especiais para adquirir nossas séries. Você terá um desconto excepcional para que possa ganhar muito com o conteúdo da Inversa de sua escolha. Aproveite!

Caro leitor,

Ontem, quarta-feira, completei 28 anos sem fumar. Parei no dia 21 de novembro de 1990, após ter tragado aqueles deliciosos venenos desde 1953, quando era um menino de 13.

Peguei a época em que se fumava em quase todos os lugares. Nos táxis, nos escritórios, nos ônibus, nos aviões, nos restaurantes e até nas saunas.

Quer conferir? Basta entrar no Now ou no Netflix e assistir a um filme ambientado nos anos de 1950 e 1960. Verá que os protagonistas da fita não só fumam como fumam o tempo todo.

Em Um fio de esperança (The High and the Mighty, 1954), clássico dos cinéfilos amantes de aviação, que narra um voo dramático entre Honolulu e São Francisco, um dos personagens, o terceiro piloto, Hobie Wheeler, interpretado por William Campbell, não só fuma no cockpit como faz gracinhas com o cigarro, engolindo e recuperando-o sem apagar a brasa. Gracinha essa que aprendi a fazer.

Mas vejam o que fiz para abandonar o vício do fumo.

No início do ano de 1990, ao subir a rampa do Maracanã, tive de parar no meio do caminho para pegar fôlego. Foi quando decidi largar os cigarros.

No dia seguinte abri, aleatoriamente, uma página no final de minha agenda. Caiu no dia 21 de novembro, uma quarta-feira.

Eu fumava três maços diariamente. Às vezes quatro, se saísse à noite. Pois bem, quando a data marcada se aproximou, passei a fumar cinco e até seis maços por dia, acendendo cada um na guimba (bituca) do anterior.

Chegou a data fatal e estava simplesmente enojado de cigarro.

Nas semanas que se seguiram, não deixei que o diabo me atentasse. Parei de tomar café e não fui a nenhuma balada.

Ao longo desses 28 anos, só fumei três cigarros: o primeiro, logo após ter parado, num dia que minha mulher saiu de casa à noite para uma festa e, já de madrugada, não tinha chegado (ainda não havia celulares); o segundo quando passei o dia escrevendo um trecho de Os mercadores da noite e, no encerramento do trabalho, quando a máquina me perguntou “Deseja salvar as alterações?”, respondi que não. Desci à rua, comprei três maços e um isqueiro. Mas só fumei um cigarro.

A terceira ocasião nem vale: foi num botequim quando dei uma de exibicionista e mostrei como o piloto de Um fio de esperançafazia seu truque. Para a demonstração, nem precisei tragar a fumaça.

Hoje em dia, se um médico avisar que tenho apenas dois ou três meses de vida, nem pensarei em voltar ao cigarro. Mas, tão logo sair do consultório, vou comprar e mamar inteirinha uma lata de leite Moça.

Nesta altura, o leitor deve estar pensando:

“Divertido, esse Ivan. Mas que diabos tem a relação dele com os cigarros e o espírito dessa coluna que é dar dicas sobre o mercado?”

Tudo a ver.

A principal característica que um trader que quer ganhar dinheiro tem de ter é a disciplina. A mesma disciplina que tive para parar de fumar.

Tenha sempre stops em suas posições. Ao entrar num trade, parta do princípio de que sua decisão pode estar equivocada. Daí os stops.

Se o caro leitor é grafista, siga o gráfico. Se sua compra rompeu o suporte inferior do canal de alta, liquide a posição.

Defina seus objetivos claramente e os obedeça.

Um trader bem-sucedido é um mix de análise com disciplina.

Ah, antes que eu me esqueça. Se é fumante, pare. Mas não use a tática dos cinco maços por dia. Você pode não ter a mesma força de vontade e, pior, pode se habituar com o novo lote.

Gostou dessa newsletter? Então me escreva contando a sua opinião no warmup@inversapub.com.

Um abraço,

Ivan Sant'Anna

A ação para o novo governo, por José Castro

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