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Estudo da Inversa revela: ação do Pão de Açúcar que já dobrou de valor em três meses ainda tem potencial para subir mais de 100%

Equipe Inversa , Antonyo Giannini e Flávio Conde Publicado em 17/06/2021
5 min
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Exclusivo!

 

Estudo da Inversa revela: ação do Pão de Açúcar que já dobrou de valor em três meses ainda tem potencial para subir mais de 100%

Por João Gabriel Abdouni, com contribuição de Flávio Conde, CNPI, e Antonyo Giannini, CNPI

 

Você certamente conhece o supermercado Pão de Açúcar. Afinal, o grupo é a segunda maior rede do Brasil.

Agora, com este estudo da Inversa, você vai entender o outro lado da companhia: os motivos das ações do Pão de Açúcar terem dobrado de valor em pouquíssimos meses, com potencial para subirem mais.

Vamos começar por uma mudança recente na empresa.

Há alguns meses, o grupo realizou a cisão da sua subsidiária Sendas, que é a dona do Assaí, o braço de “atacarejo” da companhia.

O mercado precificou bem o Assaí, que, de fato, vem crescendo.

Mas a desvalorizou o Pão de Açúcar (PCAR3), que chegou a bater em R$ 21,35 por ação.

Só para você ter uma ideia, atualmente os papéis PCAR3 estão sendo negociados por volta de R$ 39,20, o que representa uma alta de 85%.

Eis o começo da virada da empresa. E não deve parar por aí.

 

 

Perfil do grupo

O Grupo Pão de Açúcar tem três principais empresas:

1. o Supermercado Êxito: braço colombiano da operação;

2. a Rede de supermercados Pão de Açúcar;

3. 34% do e-commerce francês CNOVA.

A companhia tem 1.488 lojas (874 delas no Brasil e 614 na América do Sul, principalmente na Colômbia).

A grupo vem investindo no crescimento do e-commerce, e já registra um aumento de 137% entre o primeiro trimestre de 2020 e o mesmo período deste ano.

Recentemente, a empresa anunciou uma parceria com o Mercado Livre para acelerar a venda online e agilizar a distribuição de produtos.

 

 

Valor justo por ação

 

A empresa registra lucro de R$ 1,3 bilhão no acumulado dos últimos doze meses, descontando os efeitos não recorrentes.  O Pão de Açúcar tem um patrimônio contábil avaliado em R$ 14 bilhões, ou R$ 52 por ação.

A companhia registra um valor de mercado de R$ 11,2 bilhões, com desconto de 20% versus o patrimônio líquido contábil.

Em um método bastante conhecido, chamado Fórmula de Graham, as ações do Pão de Açúcar (PCAR3) podem valer R$ 75 por ação (ou 15 vezes o lucro, e 1,5 vez o valor do patrimônio). Isso representa uma possível valorização de mais 90%.

Recentemente, o grupo pagou dividendo de R$ 2,17 por ação, o que deixa o Pão de Açúcar com dividend yeld (ou dividendos) de 5,6%.

 

 

Atenção: existem outros valores escondidos nesta conta

 

O grupo Casino, que é o controlador do Pão de Açúcar, vai vender as ações da CNOVA na Bolsa da França. O Pão de Açúcar detém pouco mais de um terço do capital social da CNOVA. O valor de mercado da CNOVA é de 4 bilhões de euros, o equivalente a R$ 24,6 bilhões. Veja abaixo o gráfico que mostra o crescimento do valor de mercado da CNOVA - em euros:

Fonte: Google Finanças

A parte que compete ao Pão de Açúcar atualmente é negociada na bolsa francesa por cerca de R$ 8,3 bilhões. A questão é que este número não aparece nos balanços aqui no Brasil. Já a CNOVA é precificada dentro de PCAR3 a praticamente zero, uma vez que o mercado brasileiro não considera em sua análise a CNOVA.

O acordo pode gerar R$ 1,7 bilhão de caixa para o Pão de Açúcar, podendo ser convertido em dividendos de 16% do valor médio dos últimos dias. Já o grupo controlador na França está bastante endividado e pode querer os recursos para desalavancar sua operação, ou seja, pagar as dívidas que ele tem na França.

O Pão de Açúcar também tem R$ 3,7 bilhões em imóveis na Colômbia registrados em seu balanço contábil. Esses ativos podem ser vendidos em algum momento e o resultado da venda provavelmente serão distribuídos como dividendo.

 

 

Para os acionistas

 

O acionista do Pão de Açúcar tem perspectiva de 90% de valoração na ação, mais 16% de dividendo, investindo num negócio sólido, tradicional e com marca nacionalmente conhecida.

Neste sentido, mantemos o viés positivo do papel, com recomendação de compra.

 

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