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Bancos: Dividendos Recordes. A saga continua...

Antonyo Giannini Publicado em 06/08/2021
2 min
Havia uma expectativa muito grande de que os bancos divulgariam lucros recordes no segundo trimestre de 2021. Os lucros, de fato, vieram altos. Leia a análise de nossos especialistas.

 

Bancos: Dividendos Recordes. A saga continua...

Por Antonyo Giannini, CNPI

 

Havia uma expectativa muito grande de que os bancos divulgariam lucros recordes no segundo trimestre de 2021 e, consequentemente, isso traria uma forte distribuição de proventos.

O principal motivo para tal expectativa era de que o alto provisionamento feito ao longo do ano de 2020 devido à pandemia fosse reduzido, uma vez que os bancos, a partir do segundo semestre de 2021, terão que arcar com uma carga tributária maior sobre o lucro (CSLL).

Logo, reduzir o excesso de provisionamento ainda no primeiro semestre - com a alíquota sobre o CSLL ainda menor - faria sentido para garantir um lucro “extra” para os acionistas, que muito provavelmente seriam distribuidos como dividendos e/ou juros sobre o capital próprio.

Os lucros, de fato, vieram altos, confirmando as expectativas dos investidores.

O Itaú Unibanco (ITUB4) divulgou um lucro líquido de R$ 7,56 bilhões, após uma redução de 36% nas provisões vs. 2T20 (segundo trimestre de 2020); o Bradesco (BBDC4) apresentou um lucro de R$ 5,97 bilhões e uma queda de 61% nas provisões; e o Santander (SANB11) obteve um lucro de R$ 4,20 bilhões, com uma redução de 7,7% nas provisões em relação ao mesmo período do ano passado.

Fonte: RI das instituições | Elaboração: Inversa Publicações

A tabela acima mostra que o valor de proventos foi muito acima do esperado, principalmente para Bradesco e Santander, mesmo que a redução de provisões tenha ficado abaixo das expectativas.

A proposta de redução do Imposto de Renda para Pessoa Jurídica, apresentada na reforma tributária, pode ter reduzido a velocidade necessária para se reverter todo provisionamento.

Mas mesmo que o cenário tenha ganhado esse fator adicional, isso não impede que uma forte distribuição de proventos ocorra nos próximos trimestres. As provisões devem seguir o fluxo normal até a redução do IRPJ a partir de 2022, quando será mais interessante para os bancos revisarem suas projeções.

Confira aqui o relatório sobre bancos publicado pela Inversa no dia 21 de junho para mais informações.

Um abraço,

Antonyo Giannini, CNPI

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