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IGP-M negativo pela frente?

Antonyo Giannini e Rodrigo Natali Publicado em 21/07/2021
3 min
[RELATÓRIO GRATUITO] Novos números podem trazer desdobramentos no comportamento do Banco Central.

IGP-M negativo pela frente?

Dados vêm confirmando nossa visão de inflação.

 

Relatório Especial Inversa
Por Rodrigo Natali e Antonyo Giannini, CNPI 

Em 25 de junho, soltamos um relatório intitulado “A inflação chegou ao topo. Esta é a hora de comprar títulos de inflação” (leia aqui). Desde então, os títulos recomendados subiram 1,90% em menos de um mês e os números de inflação têm vindo consistentemente abaixo das expectativas.

Existem vários motivos para que a pressão inflacionária continue o processo de perda de força. O principal, é que a alta das taxas de juros não tem efeito imediato na economia. O consenso dos economistas é que demora cerca de 6 a 9 meses para surtir efeito, motivo pelo qual o Banco Central anunciou na sua última reunião que está olhando para o IPCA do ano que vem.

Se olharmos para os juros futuros mais longos, por exemplo, para a taxa para o final de 2026, era precificada em 6,00% em Agosto de 2020 e atingiu 9,00% em Março deste ano. Todo o efeito dessa alta, começou a ser sentida agora e continuará sendo ao longo do segundo semestre.

Outro fator foi a queda no câmbio, que não só cedeu dos patamares recordes do final de Março, como já se encontra em queda no ano de 2021. O mesmo pode ser dito para as commodities nos mercados internacionais, que se encontram praticamente no mesmo nível do final de mês de Abril.

Se olharmos até para o mercado de energia, onde estamos pagando a tarifa vermelha, o efeito dessa alta de preço ao consumidor - e próximo passo natural, uma vez que estamos com o preço mais alto - será uma redução. Podemos não saber quando, mas sabemos qual será a direção do próximo movimento.

Por último, vamos olhar a Taxa Selic, que começou a subir também em Março, de 2% para 4,25% hoje. Logo após a última reunião do Copom, a grande maioria dos bancos e fundos vieram a público mudar sua previsão de nível da taxa para o final do ano para 7,50%, nível ainda que não foi revisado para baixo.

Esse fenômeno de revisão veio ao mesmo tempo que os sinais que mostravam que uma inflação mais baixa começava a aparecer. Difícil de explicar o porquê desse movimento. Talvez uma reação ao discurso do Banco Central, mas o fato é que desde então o próprio mercado começou a mudar a sua precificação através dos ativos financeiros.
 
A precificação para a próxima reunião do Copom chegou a dar quase como consensual uma alta de 1,0%. Hoje, as apostas em 0,75% já estão em 58%. A taxa de inflação implícita nos títulos de inflação para 2023 chegou a 5,40% em meados de Maio, hoje nos encontramos em 5%.

Apenas como exemplo, o último IGP-10 veio em 0,18%, com seu IPA já negativo em -0,07% contra um número positivo de 2,64% no mês anterior. É surpreendente que o mercado ainda não tenha revisado sua previsão de juros para o final de ano para um patamar inferior. 

Ao final, todos os fatores positivos para a inflação ainda estão fazendo efeito e devem logo jogar o IGP-M para o campo negativo. Isso é uma mudança relevante uma vez que, menos de um mês atrás, a maioria dos players do mercado levantaram a bandeira vermelha exigindo uma postura ainda mais agressiva do BC, que nesse novo cenário, talvez não seja mais necessária.
 

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