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Ficção em três atos: Ato 3 – O Delírio do General

Neste terceiro capítulo, Hamilton Mourão é o presidente eleito em 2022. Todos os votos dos antipetistas migraram para o general. Nem em seus maiores delírios ele podia ter imaginado tal coisa...

Relatórios Inversa

3º Ato – O Delírio do General

Por Ivan Sant’Anna

 

 

Caro(a) leitor(a),

Esta é a terceira de três ficções que estou escrevendo, todas tendo como tema as eleições presidenciais de 2022 no Brasil.

Qualquer semelhança com fatos reais, coisa que só saberemos daqui a um ano e meio, será uma absurda coincidência. Por isso, caro amigo leitor, é bom guardar meu texto.

Nunca se sabe.

Desde que começou a defender algumas posições políticas, não exatamente antagônicas às do presidente Jair Bolsonaro, mas não tão alinhadas como queria o comandante supremo e seus filhos, o vice-presidente, general de Exército (4 estrelas) Hamilton Mourão, vivia numa espécie de limbo.

O presidente da República mal o convidava para as reuniões ministeriais, como quase sempre foi praxe no Brasil, muito menos para convescotes de fim de semana no palácio da Alvorada, nos quais, segundo diziam as más línguas, rolava até churrasco de carne de Kobe.

Mordido pela mosca azul, Mourão fez seus planos. Como sabia que Bolsonaro escolheria outro vice para sua chapa em 2022, pensou em se candidatar a senador pelo estado do Rio de Janeiro.

O problema é que só haveria uma vaga em disputa e seria difícil consegui-la.

Enquanto isso, um grupo de grandes empresários e banqueiros de São Paulo se afligia com a possibilidade de um segundo turno Lula/Bolsonaro.

A rejeição ao primeiro vinha desde 1989, quando Collor venceu o sindicalista. Já o capitão Jair fez de tudo para que os brasileiros, pobres e ricos, o rejeitassem.

Era preciso encontrar uma terceira via.

Jair Bolsonaro, copiando seu ídolo Donald Trump, já tuitara diversas vezes afirmando que não passaria o cargo ao seu sucessor.

Só que esse autogolpe não se faz sozinho. É preciso ter apoio das FFAA.

A não ser, é claro, que o vencedor fosse general, principalmente de quatro estrelas, principalmente um que já fora presidente do Clube Militar, eleito por unanimidade por seus camaradas.

Nos últimos meses de 2021 e durante todo o ano de 2022, a popularidade de Jair Bolsonaro não fez outra coisa a não ser cair.

Resultado: nas eleições de outubro, não conseguiu nem ir para o segundo turno.

Lula obteve 45% dos votos válidos. Bolsonaro, Ciro Gomes, Eduardo Leite, João Doria e Hamilton Mourão, cuja candidatura fora registrada aos 45 minutos do segundo tempo pelo PRTB, dividiram os restantes 55%.

Hamilton venceu seus adversários com apenas 18.000 votos a mais do que o segundo colocado.

Aí Lula se enrascou. Numa campanha bem urdida, foi esclarecido aos brasileiros que Bolsonaro não poderia refugar a eleição de um legítimo quatro estrelas.

Foi isso que fez com que todos os votos dos antipetistas, que não eram pouca coisa, migrassem para Hamilton Mourão.

Nem em seus maiores delírios, o general podia ter imaginado tal coisa. Nem ele nem ninguém. A não ser este ficcionista que vos escreve.

Afinal de contas, o teclado, a impressora e o papel aceitam tudo.

Um abraço,

Ivan Sant'Anna 

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