Pai Rico Pai Pobre Daily #2 - Esta é a lição financeira nº1 para mudar sua vida

Robert Kiyosaki Publicado em 19/09/2020
7 min
Essa compreensão básica é o que me levou de falido a rico em 10 anos… Bom versus mau assume um novo significado…

Nota da Publisher: com muita alegria, anuncio a chegada de Robert Kiyosaki, o Pai Rico Pai Pobre, ao time de especialistas da Inversa. A partir de agora, vamos dividir com você o brilhantismo de um dos maiores gurus financeiros da atualidade. Fique abaixo com mais um texto do Robert.

Caro leitor,

Eu uso dívidas com a maior frequência possível para adquirir ativos. Na realidade, essa estratégia é difícil, mas não impossível. Levei muito tempo para obter o crédito dos bancos como investidor imobiliário para poder fazer isso.

Minha dívida pessoal hoje é de centenas de milhões de dólares, mas é o tipo de dívida que faz com que você seja mais rico, não mais pobre. É o tipo que coloca dinheiro no bolso todo mês por meio do fluxo de caixa.

Posso ouvir alguns de vocês dizendo: “Centenas de milhões em dívidas! Você teve sorte. Algum dia você vai perder tudo”.

Isso é totalmente verdade. Eu poderia. É por isso que levo a educação financeira a sério.

Eu só uso empréstimos para comprar ativos.

Esse é o segredo da minha estratégia…

Gastar o dinheiro emprestado em consumo — férias, joias ou sapatos comprados com cartões de crédito — é analfabetismo financeiro. As parcelas de seu carro, a hipoteca de sua casa, tudo sai de seu próprio bolso. Estes são passivos. Esse não é o tipo de dívida que estou sugerindo que você acumule.

Quando uso a dívida a meu favor — basicamente criando dinheiro isento de impostos — para investir em imóveis, isso aumenta meu fluxo de caixa. Não só evito impostos sobre minha dívida como também pago pouco ou nenhum imposto sobre a renda dessa dívida. Eu ganho mais, mas pago menos em impostos.

“Meu banco é meu melhor parceiro”, meu pai rico costumava dizer. “Ele me empresta 90% do dinheiro e eu controlo 100% da propriedade, 100% dos lucros e 100% dos benefícios fiscais. Tudo o que tenho a fazer é encontrar ótimos investimentos.”
 

Aprenda com meus erros…

A razão pela qual eu não preciso de um emprego, a razão pela qual eu não estou contando com a previdência social… Eu aprendi a usar dívidas.

Minha dedicação contínua à educação financeira é o que me fez tão bem-sucedido. Estudei, depois coloquei em prática o que aprendi. Não estou dizendo que nunca perdi dinheiro. Sempre houve altos e baixos. As lições que aprendi com meus erros foram as mais valiosas.

Meu pai verdadeiro veio do mundo dos acadêmicos, um mundo onde os erros são percebidos como ruins e devem ser evitados. No mundo da educação, quanto mais erros uma pessoa comente, menos inteligente essa pessoa é.

Meu pai rico veio das ruas. Ele tinha uma visão diferente dos erros. Para ele, os erros eram oportunidades para aprender alguma coisa, cada novo erro aumentava seu nível de experiência. Para o pai rico, quanto mais erros uma pessoa comete, mais essa pessoa aprendeu. Ele costumava dizer: “Há um pouco de magia escondida em cada erro. Quanto mais erros eu cometi e aproveitei para aprender, mais mágica eu tenho na vida”.

Quando Kim e eu desenvolvemos o CASHFLOW, o jogo de tabuleiro, ele acabou sendo o único jogo de tabuleiro que ensina os jogadores a usarem a dívida para ficarem ricos, a usar a dívida para produzir renda. Como na vida real, se você abusar da dívida no jogo, você logo vai falir. A boa notícia é que, embora eu tenha perdido dinheiro, no jogo você  pode falir usando dinheiro fictício e dívidas simuladas. A lição não lhe custará nada além de seu tempo.

A crise que estamos enfrentando

Como eu já disse antes, a crise econômica global é uma crise de liderança e uma crise de educação. Ambas são mais necessárias do que nunca.

Muitas pessoas acreditam que nosso problema é a dívida. O problema não é dívida… é a falta de educação financeira. Se nossos líderes fossem mais instruídos, saberiam como usar a dívida para tornar a nação mais rica, não mais pobre.

Hoje, acredito que estamos passando pela maior crise financeira da história mundial, uma crise muito maior do que a Grande Depressão de 1929. Receio que essa crise da educação não termine bem. Se a história mais uma vez se repete, podemos estar nos encaminhando para um colapso financeiro, do tipo que os analfabetos financeiros não conseguirão superar.

É por isso que a educação que aumenta sua inteligência financeira é crucial.
 

Veja aqui como se preparar

A maioria dos “especialistas” financeiros diria que sou louco quando digo para “combater a dívida com dívidas”. Eles dirão que meu conselho é errado. Eu serei a primeira pessoa a concordar — se o conselho for para alguém que não entende de dinheiro.

Mas peço que você dê uma olhada no mundo das finanças. Wall Street é capaz de assumir sua dívida e transformá-la em seu ativo. É isso que as pessoas financeiramente inteligentes fazem, é por isso que ficam cada vez mais ricas.

Infelizmente, a maioria contrai uma pequena dívida sobrecarregada de passivos e a transforma em muito mais dívidas. Isso se aplica ainda mais a pessoas pobres e a quem usa cartões de crédito para passivos. Mas o problema não é o cartão de crédito — é a falta de conhecimento financeiro.

Na raiz dessa falta de conhecimento está o nosso sistema escolar e seu currículo arcaico, que está fora de sintonia com a forma como as pessoas vivem.

Claramente, aconselhar as pessoas a cortar seus cartões de crédito não resolverá o problema da dívida excessiva com cartão. Uma tesoura não tornará ninguém financeiramente mais inteligente, mas um pouco de educação financeira pode ajudar.

Grande abraço,

Robert Kiyosaki
Original de 13 de julho de 2020

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