Tônica da Semana: E vai rolar a festa?

Willian Castro Alves Publicado em 18/03/2019
6 min
Tudo pronto para a festa dos 100 mil pontos? Mas não podemos esquecer dos riscos. Veja o que o William diz sobre o assunto nesta semana.

Nota do editor:Vamos comemorar os 100 mil pontos hoje? Veja na tônica desta semana o que o William vê como pontos positivos e como riscos ao viés positivo. Não deixe de enviar seus comentários para contato@inversapub.com.
O William é estrategista-chefe da Avenue Securities e possui 15 anos de experiência no mercado financeiro.

 

Hoje tem festa no gueto pode vim pode chegar…. 

Semana passada escrevi que o carnaval acabou e o ano começava. Pois é, mas hoje já vamos parar para comemorar porque acredito que chegaremos ao tão sonhado 100 mil pontos! Prepara a champa… rs

Estamos a apenas 0,87% dos 100k; Bolsas na Ásia fecharam em alta e mercado na Europa também em um tom mais animado. Então nós, o “povo do gueto” mandou avisar que vai rolar a festa!

CHURRASQUINHO PRA COMEMORAR? 

Semana passada tinha comentado que as declarações do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, acerca de um bom andamento das conversas com o governo iriam impulsionar o Ibovespa. De fato o fizeram.

Pois bem, nesse final de semana rolou um “churrasquinho entre amigos” que reforça minha percepção de que chegaremos ao fim da Odisséia dos 100 mil pontos, como comentei algumas semanas atrás.

Basicamente, o outcome desse foi um “pacto de governabilidade” entre as principais atuais lideranças do país.

O que eu penso: não se falou diretamente da Previdência, mas a leitura que o mercado fará é a de que a reforma da Previdência está mais perto e isso deve ajudar a bolsa a alcançar os 100 mil pontos. Simples assim. 

 

NÃO SOMOS UMA ILHA 
Festa no Gueto
Pode vir, pode chegar
Misturando o mundo inteiro
Vamos ver no que é que dá

Mas como sempre gosto de ressaltar, pontuar e chamar atenção, não somos uma ilha! Bolsa brasileira acumula alta de 12,8% no ano, uma excelente performance até aqui, mas não somos um caso isolado.

Misturando o mundo inteiro, chegamos no gráfico abaixo que compara IBOV (verde), S&P (preto), Stoxx 600 (azul) e o EEM de mercados emergentes (vermelho). E, na sequência, o VIX.

 

Estamos surfando uma certa calmaria e otimismo internacional que tem deixado o mercado bastante benevolente com as apostas em ativos de risco. O FED parece ter abandonado a ideia de aumentar juros; a China lançou mais pacotes de estímulos e se mostra disposta a “whatever it takes” para crescer; até na Europa o BCE anunciou recentemente uma nova rodada de crédito barato a quem necessita.

 

UM CONTRASTE QUE ME INCOMODA

Vai lá pra ver a tribo se balançar
O chão da terra tremer
Mãe preta de lá mandou chamar
Avisou, avisou, avisou, avisou

Se por um lado temos um mercado curtindo esse momento aparentemente tranquilo, me preocupa muito olhar para dados econômicos e ver que as coisas estão, na verdade, se deteriorando!

Gráfico abaixo da Oxford Economics visa ser um “preditor de recessão nos EUA”. Ele mostra que a desaceleração por lá tem feito aumentar as chances de alguma recessão lá pela frente.

Na Europa, alguns países como a Itália já se encontram em recessão. Não por acaso, como bloco econômico também, esse já tem sido um trending topic da Bloomberg:

E, no Brasil, o que tivemos recentemente? Um dado a meu ver horroroso de produção industrial o qual já tem feito muita gente ajustar suas estimativas de crescimento do ano, inclusive para abaixo dos 2%!

 

Já fiz um post macro semana passada comentando os principais temas que guiam os mercados, confere: Samba enredo macro de 2019

Mas o resumo aqui é: me parece haver um certo descompasso entre o mundo real da economia e o dos mercados. Me preocupa pensar que “o chão da terra pode tremer” a qualquer momento.

 

DÓLAR – CHAMA O MEIRELLES

Contrastando com esse tom otimista e mais em linha com esses receios dos descompassos macro, temos a figura do nosso ilustre ex-ministro Henrique Meirelles, que sugere a compra de dólares. Conselho interessante dessa raposa do mercado (foi publicado esse finde na coluna do Lauro Jardim):

 

 

O que penso: se tu quer dar um “all in” no Brasil, simplesmente ignore isso. Mas, nesse caso, torça para que dê tudo certo... Previdência aprovada, Brasil voltando a crescer e tudo mais. Caso contrário me parece um conselho sábio de um macaco velho de mercado, então respeito. Inclusive já tinha comentado aqui que abaixo dos R$ 3,70 vale montar posição sim. Hedge bom nesses níveis a meu ver.

 

APETITE SEGUE FORTE

Tem gente de toda cor
Tem raça de toda fé

Mas uma coisa, é bom lembrar e nos ajuda a começar a semana otimista. Apesar dos descompassos, o mundo segue interessado em investimentos em mercados emergentes. E, mais que isso, o Brasil segue como um mercado ao qual os investidores mantem um elevado apetite (fonte: Daily shot):

 
VAMOS FALAR SOBRE A BETTINA

Imagino que você já saiba do que se trata, mas se não sabe, dê um Google que facilmente encontrará. Trata-se de mais uma propaganda da Empiricus que objetiva como sempre vender algum edição ou assinatura. Apesar das críticas os caras conseguiram! Viraram trending topics master nos últimos dias! Palmas para eles! E pra quem acha que estou aqui para criticar, errou.

Bettina me lembrou algo básico, mas que as vezes esquecemos… Para chegar a R$ 1 milhão, não há milagre, você tem que economizar e fazer aportes regulares! Eu sei que a propaganda pode sugerir algo diferente, mas o fato real e concreto é que ela não usou apenas os seus 1 mil reais para chegar ao milhão…


Tento sempre ter um approach positivo das coisas e nesse caso é: é possível você chegar ao seu primeiro milhão com paciência, aportes regulares, e investimento de longo prazo.

 

Estou aqui para te ajudar no que for possível nessa jornada. Não tenho a beleza da Bettina, mas divido semanalmente minha seleção de investimento e meus insights. E tudo DE GRAÇA! Então não vamos perder tempo com mimimi. Deixem a Bettina ser linda e feliz com o milhão dela e vamos em busca do nosso!  
 

Mais sobre o case na reportagem do Gustavo Kahil, no Money Times
 

Era isso.

Abraços,

William

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