Operação Cachorro Louco

Pedro Cerize Publicado em 08/05/2017
7 min
Enquanto todos olham para Síria e Coreia, tenho algo a dizer: a verdadeira guerra é outra. E você precisa saber do que estou falando. Há um homem por trás de tudo isso e ele poderá ser um gatilho para ganhar muito dinheiro, em uma oportunidade que ninguém mais vai revelar.

Olá, 

Você sabe aquela máxima “Mantenha os seus amigos perto e os seus inimigos mais ainda”? Pois bem... Ao contrário do que muitos pensam, ela também vale na hora de proteger sua seleção e multiplicar seu retorno no mercado, sobretudo em épocas de grande incerteza. 

E, neste momento, a verdadeira ameaça está passando despercebida. Há um real plano de guerra em curso. O que vou contar agora provavelmente não vai sair em outros lugares.  

Eu acompanho essa história há anos e sei que agora preciso contar o que está acontecendo. Existe um homem, um americano, que deve ser observado de perto. Muito perto. Os planos dele terão papel fundamental na trajetória de alguns dos principais investimentos no Brasil nos próximos meses. E vão impactar a sua vida. 

Este homem tem 66 anos e é a mente por trás da máquina militar do controverso presidente norte-americano, Donald Trump. Não por acaso, em pouco mais de 100 dias de Trump no poder, o mundo assiste às maiores tensões já registradas entre as grandes potências desde o fim da Guerra Fria, em 1991.  

Ao longo da história, já deixou de ser segredo que as maiores fortunas foram construídas a partir de grandes crises internacionais. Uma prova disso vem de uma máxima antiga do mercado: “Compre ao som dos canhões e venda ao som dos violinos”.  

Antes mesmo de os canhões darem o primeiro disparo, muitos já perderão dinheiro se não estiverem preparados – os movimentos serão muito repentinos. Desatentos e desprotegidos poderão quebrar. Agora, se você estiver bem posicionado, poderá se proteger com inteligência e, ao mesmo tempo, fazer uma verdadeira fortuna seguindo a máxima do mercado, tirando proveito dos gatilhos certos antes da maioria.  

Saber a hora certa de agir é fundamental. E por isso, neste momento, você precisa conhecer este homem, dono da mente militar de Trump. Provavelmente você nunca ouviu falar dele nos jornais e nas revistas brasileiras. Ele também é praticamente esquecido nas explicações das dezenas de especialistas diariamente nas bancadas dos telejornais.  

Isso porque todos estão olhando para o lado errado.  

Principalmente desde que os EUA ordenaram o ataque a uma base aérea síria, em abril, com 59 mísseis, em resposta a uma ofensiva com armas químicas. Ou desde que enviaram um sistema antimísseis para a Coreia do Sul para proteger o país contra um ataque nuclear do vizinho ao norte. Mas isso é apenas uma cortina de fumaça para o que realmente está por vir. 

Mas, afinal, quem é este homem? E como ele pode influenciar os seus investimentos? 

Cachorro Louco 

O seu nome é James Mattis. Ele é secretário de Defesa de Trump e o homem por trás das decisões militares mais importantes do mundo. Faz o tipo linha-dura e é conhecido como Mad Dog, ou Cachorro Louco, em português.  

A fama do general reformado da Marinha não vem por acaso. A sua postura firme e autoritária – para não dizer agressiva – com relação aos inimigos dos EUA é o seu cartão de visita. Mas para entender esse homem, você deve saber que ele não era simplesmente um general da Marinha, mas dos Fuzileiros Navais, uma força militar especial americana.  

Os fuzileiros são um grupo à parte nos Estados Unidos, com uma cultura particular. Se você já assistiu ao filme “Nascido para Matar”, do diretor Stanley Kubrick, sabe do que estou falando. Alguns descrevem essa força quase como um culto, cujo lema é “Semper Fi”, latim para “Sempre leal”.   

E esse grupo militar guarda um profundo rancor de um país específico, pois já o enfrenta indiretamente por mais de 30 anos, em uma guerra particular. Ao longo desse período, essa nação estrangeira deixou uma trilha de fuzileiros mortos em diversos países.

Tudo começou em 1983, quando um ataque terrorista de um grupo patrocinado pelo Irã bombardeou o alojamento dos fuzileiros em Beirute, no Líbano, durante guerra civil.

O resultado foram 220 fuzileiros mortos. A rusga só se exacerbou durante a Guerra do Iraque (2001-2003), quando o Irã patrocinou e armou milhares de militantes xiitas para combater as forças de ocupação americanas, matando mais centenas de fuzileiros.   

Em 2012, enquanto Mattis era chefe do Comando Central dos Estados Unidos, declarou que as três maiores ameaças que os norte-americanos enfrentavam eram o “Irã, o Irã e o Irã”.  

Por sua obsessão e visão de que deveria haver uma ação militar direta e imediata contra o país, o general foi destituído pelo ex-presidente Barack Obama, em 2013. No entanto, mesmo na aposentadoria ele continuou pregando o seu ódio...

Ao chegar ao poder, o presidente Trump trouxe Mattis de volta ao jogo, elevando-o ao poderoso cargo de Secretário de Defesa. E não por acaso. E em declarações recentes à imprensa, o Cachorro Louco reforçou sua posição de que Irã é o maior inimigo americano.

“Na época em que eu fiz o comentário sobre o Irã, eu era comandante do Comando Central dos EUA e o país (Irã) era o principal estado exportador de terrorismo e continua com esse comportamento até hoje”, disse a repórteres. 

Ou seja, enquanto o mundo olha para outros países, Mattis chegou a uma posição de poder começar uma guerra cujo alvo está há 30 anos na mira. Enfim, chegou a hora de acertar as contas com o Irã. 

Outro forte indicativo de que, além de vingança, está no prato a ser servido aos iranianos uma guerra econômica, é o fato de o secretário de Estado de Trump ser Rex Tillerson, ex-presidente da gigante petroleira ExxonMobil.  

Uma combinação perfeita para acerto de contas e interesses corporativos norte-americanos. Mas que podem ser seus, também.  

Petrobras e Bolsa na mira  

A partir de agora, a história começa a esquentar para nós, brasileiros. Estou dizendo isso porque uma campanha militar dos EUA, neste momento, teria impacto sobre praticamente todos os mercados do mundo, incluindo a Bolsa brasileira.  

Isso porque o som dos canhões reverberaria em papéis de setores estratégicos da economia nacional, como energia e mineração, dando fôlego a empresas até então em grandes dificuldades e a seus acionistas, com variações bruscas no curto prazo.  

Isso terá grande impacto na Petrobras, com possibilidade de altos ganhos para quem se posicionar corretamente. É isso mesmo: o Cachorro Louco, considerado o “deus” dos fuzileiros americanos, pode ser a salvação da Petrobras. Você vai entender exatamente como e quando isso vai acontecer em minhas newsletters. 

Por ora, é importante ter mente que uma guerra trará consequências diretas sobre os ativos de seus mais de 725 mil acionistas. E, claro, sobre cada um dos interessados em obter valorizações extraordinárias na Bolsa. Mesmo sem investir diretamente nos papéis da estatal.  

Vou continuar a acompanhar cada passo de Mattis e alertar você.  

Veja bem, com o grande peso que tem, a maior empresa brasileira também impactará o principal índice da Bolsa brasileira. Atualmente, a participação da Petrobras no indicador é de 5,2% só no papel preferencial. Sim, mesmo nas vacas magras é nada menos que a quarta maior. 

Mas é preciso saber a hora adequada de agir. E como fazer isso. Para capturar o valor provocado pelo ataque americano ao Irã – e, claro, também proteger seu capital – sugiro que você fique atento.

Pedro

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