O morde e assopra da B3

Publicado em 06/01/2020
2 min
Ao mesmo tempo em que zerou taxas, B3 criou outras para incidir sobre dividendos e juros sobre capital próprio

Olá, caro leitor!

O excesso de taxas e impostos no Brasil é algo que, sem dúvidas, precisa ser repensado.

Por isso, sempre fico empolgada quando alguma empresa revê sua política e decide fazer algo para estimular o desenvolvimento econômico do país.

Foi o que achei que a B3 estava fazendo quando escrevi aqui sobre a decisão dela de zerar a taxa mensal – que hoje chega a cerca de R$ 110 ao ano – para o pequeno investidor de varejo e reduzir em cerca de 10% a tarifa cobrada na negociação de ações para as pessoas físicas em geral.

Boa notícia para todos nós, investidores...

Até que a B3, sem mais nem menos, também anunciou que vai cobrar uma taxa de 0,12% sobre o processamento de proventos financeiros – dividendos e juros sobre capital próprio.

Enquanto estava lendo o comunicado, já recebi várias mensagens dos meus amigos:

“Ká, que história é essa de mais taxa?”
“Que absurdo a decisão da B3!”

Concordei com todos eles!

E respondi:

“pelo jeito, a B3 resolveu fazer valer a frase ‘morde e assopra’”.

Mas, se não concordei com a atitude da B3, já que todos nós aqui trabalhamos pela democratização e disseminação da cultura de investimentos no Brasil, fiquei feliz por ver a iniciativa dos investidores.

Foi criado um abaixo-assinado online para que a B3 reconsidere sua decisão. Até agora, mais de 17 mil pessoas já assinaram.

Parece pouco?

Depende! 

Se levarmos em consideração que até dias atrás menos de um milhão de brasileiros estava na Bolsa, esse abaixo-assinado já é um grande exemplo!

Bons investimentos!

Um abraço, 
Kátia

 

 

 

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