O inimigo agora é outro

Valter Outeiro Publicado em 24/04/2020
2 min
Demissão de Sergio Moro provoca nova crise política dentro do governo: o que fazer diante de tanta instabilidade?

“A grande inimiga da verdade frequentemente não é a mentira – deliberada, artificial e desonesta, mas sim o mito: persistente, persuasivo e irreal”.

A afirmação de John Fitzgerald Kennedy sintetiza a intempestividade do Executivo diante da crise política instalada no meio de outro caos infinitamente superior de saúde.

Desde a incipiência do novo governo, a lógica do inimigo prevalece: há algum mal a ser combalido, sempre, de forma contínua.

Uma semana atrás, você talvez tenha visto na televisão, Mandetta era a "bola da vez". Hoje, o inimigo foi outro: Sergio Moro e a independência institucional.

Para os mercados, descolamento total em relação ao mundo: o índice MSCI Emerging Markets operava há instantes com leve alta de 0,36%.

No momento em que escrevo, o Ibovespa despenca mais de 6%, em uma queda contínua que observamos ao longo desta sexta-feira, com o dólar acima dos R$ 5,70 e alta superior a 3%.

Na comparação, peso mexicano e lira turca e rand sul-africano apresentam movimentos mais sutis: desvalorizações locais de 1,3% e 0,6% das duas primeiras, e leve queda do dólar de 0,14% frente a última.  

Diante do maremoto, nosso especialista em mercados globais Marink Martins sugeriu uma alocação estratégica em sua série. Você pode ver aqui.

Despeço-me de você com a frase de outro presidente, Franklin Delano Roosevelt:

“O interesse próprio é o inimigo da afeição verdadeira”.

Um forte abraço,

Valter

 

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