AS MUDANÇAS NA PETROBRAS

[VÍDEO] Como as mudanças da Petrobras podem afetar seus investimentos? Que estratégias nossos analistas enxergam? Com Marcelo Cerize, Flávio Conde, Felipe Paletta e José Inácio.

Como as mudanças da Petrobras podem afetar seus investimentos? Que estratégias nossos analistas enxergam? Com Marcelo Cerize, Flávio Conde, Felipe Paletta e José Inácio.

Assista acima ou, se preferir, leia abaixo a transcrição:

 

Bom dia, amigos.

Meu nome é José Inácio Pilar, estamos aqui na Inversa, nesta segunda-feira (22 de fevereiro) que começa um pouco mais quente, né?

E para isso, nós temos alguns convidados especiais: o Flávio Conde, nosso especialista e head de Análise da Inversa, assim como o Felipe Paleta e o Marcelo Cerize, estão todos aqui.

Bom dia a todos. E um bom dia a você que está nos assistindo.

Bom, antes de começar, vamos falar um pouco sobre o que o investidor deve pensar antes de fazer seus primeiros movimentos. O que deve passar pela sua cabeça ao formar a sua visão de mercado em momentos como este.

Marcelo: Tá certo. Bom, hoje você amanheceu e passou o final de semana acordado, pensando em o que fazer com a carteira na segunda-feira, né? Eu falo já de cara, não faça nada que não teria feito na sexta-feira.

Os sinais de como a sua carteira deveria reagir nos próximos meses já estavam muito claros. O fato de o Governo, Bolsonaro, ter demitido o CEO da Petrobras, não é uma novidade; eu gostaria de deixar claro que, para mim, não foi nenhuma novidade, e acho que para a maioria de vocês não deveria ser se elaborou o seu processo de investimento de forma consciente.

Eu acho que o melhor jeito de agir, nesse caso, é sempre achar o motivo, o porquê de estar comprando uma companhia, e procurar nunca deixar um preço alvo para nada.

Se você comprou a Petrobras, o fez porque estava apostando em commodity, apostou na alta do petróleo; achava que o Governo ia ser mais liberal, não interferir nas companhias estatais como os governos anteriores, talvez. Qual o motivo real da sua compra?

E do mesmo jeito que procuramos investir dessa maneira, procuramos desinvestir da mesma forma. Se o seu motivo foi comprar a Petrobras foi porque ela estava barata, existia algum motivo para ela estar barata; basicamente, a interferência constante de todos os governos anteriores na companhia.

E você comprou, talvez, por achar que o governo atual não iria interferir na empresa. E, ao longo do tempo, fica cada vez mais claro que isso não é a realidade, por isso, não acredito que foi novidade. Se estava acompanhando a empresa, acompanhando o mercado, olhando para isso, você sabe que essa interferência não foi uma novidade.

Então, se mudou algo em sua perspectiva, se mudou o motivo pelo qual você investiu na empresa, deve mudar também, a sua tomada de decisão: desinvestir. Se você comprou por algum motivo e aquilo não aconteceu, você desinveste.

Então, eu acho que quando montamos uma carteira baseada no que queremos fazer, temos que olhar para o que realmente está acontecendo e o motivo pelo qual decidiu investir em determinado papel; se esse motivo não existe mais, você deve se desinvestir. A não ser que tenha outro motivo que faça você acreditar naquele investimento, mas a princípio é isso.

Paletta: Vou complementar o que o Marcelo falou: acho que um momento como este é muito sedutor, né? Especialmente se você trabalha com preço-alvo e quer tentar achatar ali o seu modelo, refazê-los para tentar encaixar à realidade, tudo isso dentro das suas premissas, enquanto, na verdade, você deveria gastar tempo analisando a realidade. Então, em linha com o que o Marcelo falou, muitos desses fatores que vimos na sexta-feira e no sábado já estavam, de certa forma, no preço da Petrobras. Claro que temos uma reação em um primeiro momento, mas é importante distinguir o que é ruído, para enxergar, de fato, as melhores oportunidades.

Conde: Só vou acrescentar mais um ponto: em primeiro lugar, em praticamente nenhuma das carteiras da Inversa, que são muitas, estávamos alocados em Petrobras; apenas uma, mas, mesmo assim, apenas 4,4%, porque víamos uma chance de a Petrobras subir, mas sempre tivemos em mente o risco governamental, por isso a sugestão de 4,4% de alocação, o que é muito pouco.

Agora, eu queria voltar um pouco para os fundamentos da Petrobras.

A maioria das pessoas, dos investidores, principalmente os que estão há mais tempo no mercado, tem ainda fresco na cabeça tudo que a Petrobras viveu entre 2014 e 2016, quando as ações chegaram a R$ 5,00.

As PN, hoje, estão na faixa dos R$ 22,00, não sei exatamente agora; caindo 20%. É um exagero essa queda pelo seguinte: naquela época, 2014, 2015 e 2016, a companhia gerava um EBTIDA entre dez e doze bilhões de reais.

No terceiro trimestre de 2019, gerou trinta e sete bilhões de EBTIDA, ajustado recorrente. Quer dizer, a companhia melhorou sua lucratividade, muito. Além disso, reduziu seu endividamento, que antes era cinco vezes o EBTIDA; hoje, a Petrobras tem um endividamento de 2,3 vezes, um valor relativamente baixo.

O resultado do quarto trimestre deve sair essa semana, e vem bem forte, com números bons. Olhando os fundamentos e os movimentos financeiros da companhia, os fundamentos são muito mais fortes do que naquela época. Então, não existe, no curto, prazo motivo para achar que vai virar, como foi em 2014, 2015 e 2016. O que ocorreu foi uma mudança na presidência, que deve ser sacramentada amanhã, 23, e o mercado teme que a política de preços da companhia, que permitiu aumentar a receita, aumentar EBTIDA, mude.

Não temos bola de cristal, mas eu não acredito que eles vão começar a baixar o preço da gasolina e do diesel para favorecer um grupo ou outro. Isso não está no radar de curto prazo.

Mas como o Marcelo colocou muito bem, a gente escolhe por triggers; na Inversa, escolhemos colocar um pouquinho, como eu falei. Sugerimos alocar 4,4% de uma das carteiras em outubro, quando as ações estavam R$19,70, porque acreditávamos que o petróleo, que na época estava em torno de US$ 47,00, fosse subir, e, de fato subiu.

Hoje, está na casa dos US$ 63,00. Com a política de preço na época, a Petrobras aumentaria receita e o EBTIDA; o lucro, então, também aumentaria. Esse foi o motivo que nos levou a colocar, mesmo assim, o papel em carteira, mas apenas uma e bem pouquinho.

Esse trigger agora está sob ameaça, vamos esperar um pouco a reação do provável presidente em relação ao preço. E para o investidor, normalmente, quando ele vende nessas datas de pânico, ele perde dinheiro.

Se você vende um ativo que teve uma grande notícia negativa logo no primeiro dia, quando, normalmente, temos um over reaction, ou seja, algo exagerado, pode perder dinheiro. Essa ação exagerada aconteceu durante vários episódios, não apenas envolvendo empresas estatais, mas empresas privadas também. Então não é um dia de fazer mudanças na carteira.

Inácio: Então, você está dizendo que as razões que fizeram as pessoas acharem o investimento nas ações da Petrobras interessante, na verdade, não foram embora, estão ameaçadas.

Conde: Eles estão ameaçados, mas tem uma chance muito grande de ir embora. Por exemplo, a companhia, só para lembrar, mudou sua gestão em 2016, quando entrou Pedro Parente, que fez um ótimo trabalho. Então, em janeiro de 2019, com o novo governo, foi apontado para a presidência da empresa Roberto Castello Branco, que, em minha opinião, estava fazendo um ótimo trabalho, diminuindo investimentos, focando em produção, principalmente em produção de baixo custo do pré-sal. E ele estava vendendo ativos não estratégicos. Vendeu uma parte da BR distribuidora no ano passado - e ia vender uma outra parte -, estava começando a vender as refinarias, pois algumas não interessavam mais à empresa etc. Então, a direção era muito boa, mas agora está em dúvida.

Inácio: E aí vem a pergunta: você falou da venda das refinarias. Isso não implica em uma desvalorização potencial do interesse dos investidores em comprar essas refinarias, se elas vão estar atreladas a um preço, digamos assim, coordenado artificialmente.

Conde: É provável, mas não é certo ainda. A chance é muito grande e estamos monitorando se o fundamento realmente mudou.

Inácio: Paletta, mesmo com todos esses triggers que o Conde mencionou, mesmo sendo um percentual pequeno, esse investimento não te seduziu. Por que você achava que, lá atrás, esses triggers não te encantaram tanto?

Paletta: Essa discussão é bem interessante, porque a Bolsa, de forma geral, é um grande exercício de custo de oportunidade, você enxergar que um investimento, em termos relativos, é mais interessante do que outros. Aqui na Inversa, de forma macro, temos uma cabeça muito positiva com cenário pró-commodity dos próximos anos, especialmente porque quando olhamos o próprio histórico brasileiro, é justamente o setor em que tivemos um ganho de produtividade nas últimas décadas, algo que não vemos na indústria. O que tem ficado claro também é nossa dependência com o exterior, inclusive neste momento em que temos um desencaixe entre a oferta e a demanda global. E isso está afetando, por exemplo, os índices de inflação que são mais ligados à moeda norte-americana, especialmente o IGP-M.

Dentro desse cenário, do panorama favorável para commodities que observamos para os próximos anos, entramos no cenário micro para discutir em quais commodities temos um cenário, ou uma visibilidade, um pouco melhor, para, então, pensarmos na utilidade e nas discussões em termos de longevidade para cada uma das commodities.

Quando olhamos precificação relativa na bolsa, encontramos oportunidades; por exemplo, VALE negociando o EV/EBTIDA, ou seja, qual é o valor da empresa em relação ao quanto ela gera de caixa operacional, em 3,5x para 2021, enquanto Petrobras, mesmo depois dessa queda de 20% hoje, está negociando a 4,5x, em um cenário bem diferente, em termos de desalavancagem, e até quando a gente pensa em um cenário de médio e longo prazo. O que é um gatilho, como o Marcelo falou aqui, quais são os gatilhos de cada uma das teses? Quando a gente pensa em petróleo, a matriz energética global está em constante transformação. Por exemplo, na última semana, a nevasca que teve nos Estados Unidos gerou um problema energético muito importante, e, com certeza, o posicionamento do Biden vai ser de fortalecer a discussão de renovação da matriz e a utilidade do petróleo, aos poucos, deve mudar, pra ser uma matriz cada vez mais energética do que necessariamente o uso que a gente atribui ao petróleo hoje em dia.

E ao contrário, quando pensamos em minério de ferro, pensamos, especialmente, em crescimento econômico global. Especialmente a China, que é o país que mais demanda a commodity.

A China se recuperou antes do mundo todo, especialmente porque sofreu muito menos do que o resto do mundo com a pandemia. E vemos esse cenário com uma perspectiva de médio e longo prazo, que deve ser sempre a perspectiva do investidor, até para não cair na tentação de se desfazer de uma tese em que você acredita só porque ela está caindo hoje. Um conceito que o investidor precisa entender muito bem é a diferença entre correlação e causalidade.

Não é porque a Petrobras está sofrendo com esse movimento que devemos esperar que a Vale deve sofrer da mesma forma, não justifica uma queda. É claro, Vale, hoje, está caindo 2%, enquanto Petrobrás está caindo 20%, mas em termos relativos, a gente tem que aproveitar esses momentos para entender o que é oportunidade e apostar no que a gente de fato acredita, a médio e longo prazo.

Inácio: Só um parêntesis: de vez em quando vocês podem observar que estamos nos olhando aqui, mas é porque estamos na mesma sala. O Conde está na minha frente está, Paletta ao lado. Fiquem à vontade para mandar perguntas aqui pelo YouTube.

Pessoal aqui no chat dizendo que a única coisa certa no “Neo World” se chama Bitcoin. Tem até um meme que a Helena comentou, que mostra a Petrobras caindo mais de 20%. Onde está o seu Deus agora?

Muito boa essa. Mas continuando aqui, até que ponto essa postura, essa possível interferência na Petrobras, se espalha para as outras estatais, que são muitas ainda, sob controle do governo?

Marcelo: Não se espalha apenas para as estatais, ela contamina todo o Brasil, porque à medida que a política é direcionada para um lado menos liberal na economia, os investidores começam a correlacionar outras coisas.

Por exemplo, hoje, o CDS está subindo bastante. CDS é o que mede o risco do Brasil. Se você pensa que o Governo hoje intervém na diretoria da Petrobras, tentando segurar o preço do combustível de maneira, vamos dizer, forçada, mas não direta, pode imaginar que pode também intervir nas elétricas.

Uma coisa contamina a outra. Se é um governo intervencionista, pode tentar interferir no controle de inflação, via preços; pode tentar interferir, em um caso muito grave entre o controle de câmbio, se o dólar subir demais. É isso que contamina todo o ambiente de investimentos. E é com foco nisso que você tem que tomar as decisões para que não seja pego de surpresa, porque a cada atitude que o governo vai tomando, você precisa analisar o que está sendo dito, os sinais daquilo que ele te diz, no meio de todos esses ruídos, é esse sinal que você tem que pegar, porque isso que é importante.

Então, o sinal da Petrobras é um sinal importante. Porque isso, no meio de muito ruído, é um sinal para onde pode ir a política do Brasil, inclusive o que vai ser. Nem sou contra, nem a favor, isso são sinais. Qual o sinal para o legislativo? Qual é o sinal? Vamos cumprir o teto de gastos ou não? Olhando para esse tipo de coisa, o que você acha que tende a se cumprir? Você acha que o Legislativo fica mais próximo de aprovar uma reforma?

Eu acho que, agora, temos que nos ater a esses aspectos mais profundos da notícia.

Inácio: É como se você chegasse em casa todo dia e visse uma rachadura nova no teto.  Você vê que cada dia tem uma rachadura diferente, são sinais de alerta, você quer ficar embaixo daquele teto, ou você vai reforçá-lo? Ou, na verdade, foi alguém que durante sua ausência na casa, pintou as rachaduras com canetinha para pregar uma peça em você? São coisas que podem acontecer, umas mais prováveis que outras.

Mas falando sobre esse cenário que o Marcelo levantou, mostrando que são sinais de alerta geral, como isso interfere na carteira de quem está assistindo a gente?

Conde: Então, em primeiro lugar, concordo com a análise do Marcelo e eu gostaria de colocar dois pontos negativos adicionais. Primeiro, num cenário normal, tudo isso que ele falou já seria negativo o suficiente, só que a gente ainda está em uma pandemia e a vacinação está lenta.

Então, que que significa vacinação lenta? Significa economia ainda devagar. O mercado tinha uma expectativa mais favorável em dezembro, no que diz respeito à vacinação. E agora, na minha opinião, a vacinação vai demorar mais tempo, vai preocupar, e a economia vai demorar para voltar a andar. Esse é o primeiro aspecto.

Segundo aspecto adicional, as bolsas na Europa e nos Estados Unidos estão caindo. E qual que é a grande preocupação dessas duas regiões tão importantes? As commodities não param de subir e a inflação começa a aumentar. E o que significa a inflação começar a aumentar na Europa e nos Estados Unidos? Significa um aumento na probabilidade de os bancos centrais das duas regiões terem que aumentar os juros, e, provavelmente, a curva de juros; principalmente os títulos de dez e trinta anos, podem estar mostrando, lá fora, uma leve inclinação.

Então, são mais duas preocupações, uma interna e uma externa. Eu já vivi várias situações parecidas e o mundo nunca terminou. E isso daí a gente está monitorando também. E vou passar para o Paletta falar o que ele acha do cenário, depois a gente volta na sua pergunta.

Paletta: Dá para aproveitar aqui que a Karina disse, no chat, que gostou da sua analogia da casa com rachaduras. E eu acho que essa analogia é bem legal para gente tentar exemplificar o que devemos fazer e refletir agora nos portfólios. O que você deve fazer com seus investimentos.

Felizmente, a gente já viu essa casa, já viu lá atrás as rachaduras e já viu a casa desmoronar exatamente por conta dos efeitos que estão, agora, agindo sobre os mercados.

Então, a gente viu como, com o intervencionismo, a conta acaba chegando no longo prazo. Grande parte das intervenções, como o Governo que, agora, disse que iria interferir também nas elétricas, a gente viu acontecer e não faz tanto tempo assim.

E a gente vê as empresas do setor elétrico reequilibrando esses problemas que a gente teve há alguns anos somente agora. Depois de cinco, seis, até sete anos.

Conde: E só uma coisa, interrompendo o Paleta, que está aqui do meu lado. Ninguém estava reclamando do preço da energia elétrica.

Qual foi a minha surpresa ao ouvir o governo falar “eu vou intervir”?

Eu não entendi muito bem, pois, você tem a gasolina subindo 33%, o diesel 27%no ano, faz sentido as pessoas falarem, é natural.

Agora, em relação à energia elétrica, ninguém estava comentando nada.

Marcelo: Não faz sentido porque a gente só compra empresas, a gente só compra preços. E a gente só compra empresas que estão alinhadas, acionistas majoritários e minoritários. Uma vez que eu não estou alinhado com o majoritário, no caso, com o governo, porque o governo não está interessado no lucro, quer fazer política com a empresa, procurando jogar com isso.

Agora, o sinal vejo é que o governo já está olhando para algo: inflação. Embora o boletim Focus traga que todas as previsões de inflação sejam baixas para 2021, pode ser muito mais alta. Eu acho que esse é o sinal que o governo está dando, pessoal: “gente, talvez eu tenha que intervir em inflação, talvez eu tenha que intervir em energia elétrica para brecar a inflação”.

Lembrando ainda que o Focus não é craque em inflação, se você acompanha. A média de cem pessoas não é nada.

O Focus conseguiu errar a inflação em novembro de 2020.

Paletta: E eu acho que, como o Marcelo comentou em outra discussão aqui, podemos até ver a inflação artificialmente baixa por conta das intervenções, mas a conta chega. O quanto o mercado espera para a inflação daqui a cinco, dez anos, com certeza deve refletir na precificação dos ativos.

Então por isso que, como o Marcelo comentou aqui, são os sinais, não conseguimos fazer uma leitura exata de quais serão os reflexos desses sinais sobre cada um dos setores no curto prazo, mas a gente já tem sinais suficientes para refletir sobre uma das nossas posições.

Então, pro investidor é tentar, de fato, digerir esses sinais, com a nossa ajuda aqui, o fato de a gente estar fazendo essa live, para tentar deixar mais claro o que é sinal e o que o que é ruído para você conseguir tomar algumas decisões diante desse cenário.

Inácio: E, bom, agora, nas expectativas de privatização de Banco do Brasil, tem também Eletrobrás. Ela é pensada e comentada desde o governo anterior, e só se fala, mas nunca saiu do papel. Não havia motivo para achar que seria diferente agora.

Conde: É, nós nunca acreditamos na privatização da Eletrobrás. Ela é pensada e comentada desde o governo Fernando Henrique Cardoso.

Inácio: Muito bem. Pensando justamente nesse cenário que você falou lá fora, da Europa, essa preocupação com a subida das commodities, aqui algumas coisas derretendo nessa segunda-feira, o terror um pouco mais exacerbado, as commodities brasileiras, que o Paletta é fã, por exemplo, Suzano, Vale, se tornam uma opção interessante, não é?

Conde: Sim, bastante interessante. A gente não pode esquecer que no primeiro semestre do ano passado, quando a bolsa foi de 118 mil a 63 mil pontos e depois voltou a 100 mil, Vale e Suzano, por exemplo, performaram muito bem. Então às vezes, a bolsa cai, mas tem ações indo muito bem.

Paletta: Me chamar de fã é difícil. Porque em investimentos, você nunca deve se apaixonar por nenhum das empresa. Ou seja, a gente é fã a esse nível de preço. E, diante desse cenário atual, na reversão de qualquer um desses pontos, das teses, a gente não tem problema algum em desmontar algumas posições.

Inácio: Bom, e pensando também nesse universo, como é que a gente vê a questão do dólar? O nosso dólar já está alto, estacionado há bastante tempo. Marcelo, você acha que a tendência do dólar é ficar estacionada no patamar de oscilação, mas com um “teto” de R$5,50, mais ou menos?

Marcelo: Rapaz, essa pergunta é uma pegadinha. Assim, trabalhar com previsão é uma coisa que não se pode fazer quando se trata de investimentos.

Então, você deve se perguntar: eu vou investir em dólar? Por que eu vou investir em dólar? Você tem que ter um motivo, assim como para investir em uma empresa. Se você comprou dólar, acha que o real vai perder valor perante o dólar.

O que vai perder valor?

Se o dólar está perdendo valor perante todas as moedas do mundo, seria esse o melhor caminho para se proteger? Talvez, diretamente, sim, mas eu acho que o Paletta já deu o caminho. A gente pode investir em dólar, mediante empresas exportadoras, que além da rentabilidade do dólar, podem render algum yield a mais; se o dólar permanecer alto, ótimo para as exportadoras. Comprar dólar? Eu prefiro fazer, quando se trata de investimentos, via exportadoras.

Inácio: E você, Conde, o que que você acha?

Conde: Exatamente o que o Marcelo falou aí. O dólar, em primeiro lugar, é utilizado pelas pessoas como proteção. Pessoal que vai viajar, é impossível prever o valor do dólar. Agora, devemos considerar também que, além de tudo isso, o governo também vai gastar dinheiro com auxílio emergencial, o governo intervir na Petrobras, o governo tirar Cide e outros impostos federais da Petrobras. Tudo isso aumenta o déficit público.

E lá na frente bate no dólar. Então o dólar segue pressionado, isso é o melhor que dá para falar do dólar. E a gente gosta de empresas boas, exportadoras. Tem a Vale e a Suzano, que já comentamos, SLC Agrícola, Brasil Agro que tá na carteira de terras, agricultáveis que tende a valorizar.

E tem uma coisa muito importante que a gente não comentou até agora: no passado, quando acontecia alguma coisa mais forte com estatais ou no mercado em geral, as pessoas vendiam um pouco e compravam renda fixa. Só que a renda fixa era algo em torno de 8, 10, 12% ao ano, valia a pena, com certeza, sair de bolsa pra entrar renda fixa.

Hoje em dia, não vale a pena. Hoje você tem juro real negativo. Então, o melhor ativo é a bolsa.

Inácio: Aliás, essa é a pergunta do internauta. “Essa situação pode continuar nos próximos dias? Devo continuar aguardando?”

Marcelo: Se vai continuar nos próximos dias, a gente não sabe. Temos que tomar cuidado para não nos apavorarmos, não tomar nenhuma medida drástica. Mas também não podemos ficar parados. O processo de investimento é feito todos os dias, e o de desinvestimento também. Custo de oportunidade. Se você ficar na sua posição de PETR4, que está perdendo, aguardando um momento para sair, se faça essa pergunta: você compraria PETR4 hoje? Se a resposta é não, melhor vender. Você compra Vale hoje? Se você não, melhor vender do que deixar na carteira. Agora, ficar parado olhando e aguardando uma solução, não é a melhor ideia.

Inácio: O internauta pergunta, considerando o risco de a segunda metade do atual governo se enveredar para o populismo econômico, não seria o caso de adotar uma carteira bastante defensiva, em títulos pós-fixados e dólar? Essa vai para o Paletta.

Paletta: Na realidade, a gente estava discutindo aqui antes, no começo da live; grande parte do que já vem sendo discutido agora, a gente já tinha um posicionamento lá atrás, né?

A gente já tinha um pouco dessa visão e vínhamos construindo as carteiras de nossas séries em relação a isso. Como que a gente captura esse movimento da inflação em alta? A gente acredita que o mercado deve cada vez mais comprar essa tese, especialmente por conta do que está acontecendo agora, e acreditamos realmente que esse é o momento pra você se posicionar em ativos reais.

Você pode ter uma exposição dólar, você pode fazer como o Marcelo comentou aqui, via exportadoras. Então, você pode buscar essa exposição ao dólar em ativos reais. Que vão gerar para você um fluxo de caixa constante, positivo.

Eu acho que isso é importante, um conceito do investimento. Mas, mais do que isso, acho que, conforme a resposta do Flávio, do Marcelo, este é o momento de refletir, exatamente, quais eram as suas teses. Quais eram os gatilhos que justificaram a sua compra lá atrás e o que justifica agora a sua manutenção, porque eu acho que isso é importante você tentar entender, quando eu comentei lá no início da live.

Não tentar encaixar a realidade aqui na sua tese, você tem que ler, de fato, o que está acontecendo, os sinais, o que podem ser os seus reflexos de longo prazo para tentar, de fato, se posicionar.

Agora, colocar todos os seus ativos num pós-fixado, não acho que seja o melhor caminho, com um cenário de inflação em alta. Com um cenário de juros pra baixo no curto prazo, abaixo do que é a expectativa do mercado pra inflação, ele, de fato, vai gerar aí rendimentos reais negativos pra você.

Então, você tem que casar, equilibrar o seu portfólio de forma a assumir os riscos que você, de fato, aguenta. Não vai colocar todo o seu portfólio em ações se você não é investidor de ações, se você não aceita tomar esses riscos. Entenda que, neste momento, é importante você ter ativos reais no seu portfólio.

Marcelo: Mesmo que você pretenda colocar títulos, acho que ele quis dizer NTN-B aqui. Enfim, mesmo que você compre aí, coloque as NTN-Bs na sua carteira, tem que tomar cuidado com a concentração, mesmo porque o IPCA pode não refletir a sua inflação, que é diferente da inflação de outras pessoas. Então, cuidado com a concentração desses títulos na carteira.

Paletta: É, eu vi até o Elias comentar aqui se não valeria a pena, além das exportadoras, ter posição em BDR. Na verdade, a gente acha interessante você ter BDR no seu portfólio, porque você já tem uma exposição ao câmbio. E você consegue também diversificar em termos geográficos.

Isso é sempre importante quando você pensa em constituir um portfólio na diversificação geográfica, é uma forma de reduzir o risco sem comprometer o seu retorno, além de você conseguir também investir em empresas que até tem um conhecimento maior no seu dia a dia. Você consegue ter uma percepção, de curto, médio, longo prazo, sobretudo como os indicadores econômicos se modificando vão gerar de impacto positivo ou negativo para essas empresas. Então, eu entendo que tem espaço, sim, para você ter BDR no seu portfólio.

Marcelo: Se você não sabe escolher exatamente qual ação vai ter, se você não sabe fazer stock picking ou erra no seu stock picking, fica abaixo da média; e é difícil escolher. Nesse caso, vá para um ETF, um índice como o S&P, por exemplo, faria todo sentido para quem está focando no longo prazo.

Conde: E eu acrescento que se você é um investidor diversificado, a gente tem vários tipos de investimentos aqui na Inversa. E temos séries para o cara totalmente diversificado até o cara 100% em criptomoedas. Nossos clientes têm diversos perfis. Temos a The Wealth Club, que se divide desde Selic até criptomoedas. Lá, por exemplo, são três perfis, conservador, moderado e arrojado, e não tínhamos a Petrobras nas carteiras, só Banco do Brasil, com 4,4% na carteira do perfil moderado.

As criptomoedas também estão indo muito bem, BDRs, fundo de dividendos, ETF de dividendos. Então, a diversificação, claro, para que precisa e se sente bem com uma grande diversificação, é o melhor caminho. Porque quando há mudanças abruptas, você está preparado. E lembre-se o seguinte: hoje é o dia do exagero, pra baixo. Mas não quer dizer que amanhã vai ser de novo, que vai cair de novo. Como o Marcelo colocou aqui, o que está diferente em relação a sexta-feira? Quase nada! A única empresa que realmente está sendo afetada, e a gente não sabe o quanto ainda, é a Petrobras, e, em energia elétrica, Eletrobras. O Banco do Brasil é muito rentável, paga bons dividendos e tem um desconto em relação aos bancos privados muito grande por conta do risco governamental.

A gente mede muito banco por price/book value, ou seja, preço em relação ao valor patrimonial. O Itaú está cotado quase duas vezes o valor de seu patrimônio. O Bradesco, 1,5x, o Banco do Brasil está cotado a 80% do valor patrimonial.

Então, o risco governamental já estava presente. A queda hoje de Banco do Brasil, é na minha visão, muito exagerada. Porque não há nada, não mudou os fundamentos, apenas o presidente na Eletrobras, no meio de janeiro, e agora a Petrobras. Então, há exageros e há oportunidades.

Inácio: Falando em oportunidades, pegando o gancho da pergunta do Alex, podemos esperar um impacto negativo em fundos imobiliários?

Conde: Então, mesmo que haja, não faz sentido, em minha opinião. Porque o fundo imobiliário basicamente recebe receita de aluguel, e ninguém vai desalugar por conta do que está ocorrendo. Então, se houver algum exagero na queda, vai ser, inclusive, uma oportunidade de compra.

Paletta: No curto prazo, a gente olha justamente o que estávamos comentando aqui, o mercado coloca esse risco adicional no preço. A gente, claro, já vinha observando as movimentações há um tempo. O fato de eu ver aqui no chat muita gente comentando sobre criptomoedas já traz um sinal que não veio de sexta-feira, mas já vem se apresentando há bastante tempo; o que pode ser o reflexo da inflação daqui pra frente, quais são os impactos de todo esse intervencionismo dos bancos centrais de todo mundo. O que vimos na sexta-feira adiciona um pouco mais de risco.

E aí o mercado, de fato, exige uma rentabilidade maior por causa do risco, um juro maior pela dívida pública brasileira, uma perspectiva de longo prazo.

Já o setor de imóveis tem uma correlação contrária. Então, você deve esperar, em um primeiro momento, o reflexo negativo no mercado de real state, imobiliário. Por tanto, podemos ver esses reflexos, mas o comportamento deles a longo prazo deve refletir o ritmo de recuperação da economia brasileira.

Marcelo: A pergunta é se isso pode impactar o mercado, fundos imobiliários, né? Eu gosto dessa pergunta, porque ela vai impactar, aqui, os preços dos fundos cotados na bolsa, ou ela vai impactar no fundo imobiliário em si, na rentabilidade do fundo imobiliário, no investimento. É esse tipo de pergunta que a gente tem que definir.

É óbvio que pode impactar nos preços, a gente não tem controle sobre isso, não temos controle sobre nada, muito menos sobre os preços.

Agora, como as atitudes de Bolsonaro e seu governo podem impactar um fundo imobiliário?

Sim, talvez até positivamente. Se isso é uma medida que gera inflação futura, elas podem impactar positivamente, uma vez que a rentabilidade dos imóveis é corrigida pelo IGPM, IPCA etc.

Inácio: Meu aluguel vence em julho, vou negociar com o dono do apartamento e uma lágrima de suor desce só de pensar. Penso que se eu tivesse um investido em fundo imobiliário, tudo isso, meu próprio apartamento, eu estaria feliz e triste ao mesmo tempo.

Marcelo: Porém, por outro lado, pode impactar negativamente. Se essa deterioração do cenário acelera, novamente teremos uma crise imobiliária, crise de preços, falta de demanda por ativos, falta de demanda por galpão... depende do tipo de fundo que você está investindo, e então vai impactar, sim, na rentabilidade. Quando você pergunta que pode impactar nos fundos imobiliários, você fala no preço ou no ativo? Na rentabilidade do negócio? Eu acho que é essa a diferenciação que a gente tem que fazer.

Inácio: E o Tesouro Direto? Existe um risco de maxidesvalorização?

Paletta: Eu acho que você tem que tomar um pouco de cuidado ao generalizar o que é a classe de tesouro direto. Você tem a classe de pós-fixados, indexados basicamente à taxa de juros brasileira e que, no curto prazo, tem um controle muito maior pelo Banco Central; o comportamento da taxa de juros no mercado pode com foco no longo prazo, o quanto ele exige de retorno para ter uma posição na dívida pública brasileira. Mas a curto prazo, quem tem esse controle é o Banco Central, e discutir se o Banco Central acertou ou não de manter os juros estabilizados no patamar de 2% é assunto para outra hora. Mas temos outros veículos. Existem os títulos que são pré-fixados, que são aí corrigidos pelo IPCA, a inflação mais uma taxa de juros pré-fixado e, no cenário que estamos discutindo aqui, de risco, podemos ver uma desvalorização desses títulos no curto prazo, mas dependendo de até quando você tá posicionado, quando é o vencimento desses títulos, a expectativa do mercado crescente pra inflação pode te beneficiar, mas, claro que não é pra você ter um posicionamento muito grande.

A gente acredita que não é este momento de você pesar a mão nos títulos do tesouro, mas a gente também não acredita numa maxidesvalorização. Até porque, mesmo a gente olhando o CDS que o Marcelo tinha comentado aqui, o risco Brasil, de forma geral vemos o risco do país subindo, mas, quando a gente compara com o máximo do ano passado, por exemplo, ainda caiu pela metade, né?

Então, a gente vê, sim, tudo a partir daqui, vai depender do ritmo de crescimento da economia e também, como o Marcelo e o Conde colocaram, como que esses sinais vão se desenrolar a partir daqui.

Conde: Eu queria acrescentar uma coisa: os investidores locais amadureceram muito nos últimos vinte anos.

Antigamente, um dia como esse, você teria um monte de pessoa física vendendo no mercado desesperado. Eu fiquei muito orgulhoso da pessoa física no primeiro semestre do ano passado. Principalmente em março, abril e maio, quando a bolsa caiu demais e muito investidor institucional que, por causa do stop loss, teve que vender, e teve muito estrangeiro vendendo.

Mas o grande vencedor foi a pessoa física. Vários compraram nesse período. E a gente, aqui na Inversa, junto com outros players de mercado, ajudamos os investidores pessoa física a não sair desesperadamente vendendo as ações, e tenho muito orgulho disso (ainda mais que, depois, elas voltaram a subir!). Hoje, esse pessoal, provavelmente, está tranquilo. Os nossos assinantes estão tranquilos, não estão desesperados vendendo a carteira ou pagando um dólar muito alto, vão passar incólume, e tudo vai voltar nos próximos meses, provavelmente.

Inácio: Agora a gente vai para a última pergunta de um internauta. A Andreia pergunta: Seria um bom momento pra comprar PETR4, agora que a ação está caindo? Aí eu vou adiantar um pouco a resposta. Depende do seu perfil. Se você viu os elementos sólidos nela, que ainda continuem lá, sim... Agora, se prefere comprar como uma aposta mesmo... Que que vocês acham?

Vamos para o Paletta.

Paletta: Eu tenho uma perspectiva muito longo prazista. Eu comentei no início da live, e se você perdeu, depois dá pra voltar aqui e assistir, que penso muito em custo de oportunidade, né, o que você tem hoje de oportunidade na bolsa, no que diz respeito à Petrobras.

Neste momento, eu entendo que a gente tem muitas outras oportunidades para comprar, sem precisar assumir todos esses riscos de potencial aumento das interferências. De um possível downside ainda maior, ainda que você tenha certeza (como eu) que a Petrobras está 20% mais barata hoje do que na sexta-feira.

Eu entendo que temos oportunidades melhores na bolsa pra se expor ao movimento de commodities, para se expor ao movimento de recuperação da economia global e também doméstica.

Por isso que, agora, eu não entendo como sendo um bom momento para você comprar Petrobrás.

Inácio: Aliás, ela está 20% mais barata, mas não necessariamente 20%, o melhor, né?

Conde: Muito bem colocado!

Inácio: Agora vamos fazer a rodada final de considerações. Qual resumo você faria de recomendação para quem acordou hoje desesperado com todo o cenário?

Marcelo: A recomendação foi passada ao longo da live, dentro de um contexto, mas basicamente, em linhas gerais, é: construa um processo de investimento em que você crie um motivo para investir numa empresa, mas também crie um motivo para desinvestir nessa empresa. No exemplo de hoje, se você comprou Petrobras porque achava que o Estado ia intervir menos, eu acho que está claro que isso não vai acontecer, então talvez seja um motivo para você desinvestir. Não hoje, ou amanhã, mas em algum momento. Mas é isso, tenha um processo.

A outra lição que fica aqui é que essa notícia não é uma novidade, assim como um acidente de avião não acontece do nada; existem vários pequenos fatores que fazem um avião cair, vários erros em sequência que fazem o avião cair. A gente tem acompanhado as notícias, o desenrolar desse filme, e vimos o que culminou num acidente. Já estava no ar, os erros já estavam acontecendo.

Os pequenos fatos que nos levaram à verdade. Aqui, você consegue, ao longo do processo, pegar esses pequenos sinais, filtrar o que era ruído e o que é sinal, provavelmente num dia como esse você já estará preparado para tudo.

 

Conde: Como o Marcelo falou, a gente colocou as coisas aqui ao longo de uma hora e realmente é uma ótima lição, como foi o ano passado com a pandemia, para os investidores, ou seja, as estatais realmente têm um risco. Esse risco, é bem razoável, e um outro ponto, muito importante: a gente compra empresas, a gente não compra preços de ações. A gente tem que gostar da empresa, gostar dos acionistas, controladores, olhar governança, olhar o business, se está indo bem ou mal, só para, finalmente, dar uma olhada, se ela está muito cara ou muito barata.

E a gente compra por causa desse conjunto de fatores, não porque está caindo ou subindo. Um ponto que eu queria colocar, e que eu acho muito importante que a Inversa disponibiliza: a série 1+100, do Pedro Cerize, irmão do Marcelo.

Inácio: Aliás, o Estevão Leal, ficou ansioso pelo início da série.

Conde: Eu vou contar, qual o nome dele? Estevão Leal. Estevão Leal, eu vou contar que eu também estou ansioso, eu vou acompanhar essa série. São cem dias nos quais o Pedro Cerize, vai ficar conversando com você e respondendo suas dúvidas através, várias mídias.

Nunca foi tão importante para você, cliente da Inversa, assinar a série 1+100 do Pedro Cerize. O cenário deu uma complicada porque, como a gente colocou, não é só intervenção na Petrobrás, tem outros fatores, e o Pedro vai guiar vocês muito bem nos próximos cem dias. Dias que, segundo ele mesmo, são cruciais para você olhar seus investimentos, ver se estão bem alocados e fazer mudanças necessárias, ok?

Agradeço, como diz o Faustão, a paciência, audiência de vocês hoje, segunda-feira, entre onze e meio dia, desejo uma boa semana a todos.

Se tiver alguma dúvida mais forte, pode me mandar um e-mail que eu vou responder, OK? Obrigado a todos.

Inácio: Considerações em relação ao que que as pessoas devem ter então no panorama delas.

Paletta: Acho que eu tenho pouco adicionar. Todo mundo aqui já falou bastante aqui do que a gente enxerga de oportunidade, também de risco e a forma como você deve olhar pros seus investimentos.

Eu vi até que a Daniela comentou aqui: é para vender ou esperar? A resposta é outra pergunta: o que a gente compraria hoje? Acho que tudo que se não compraria hoje, não deveria manter, deveria vender. É a nossa visão sobre os ativos, mas você tem que construir o seu racional, seu próprio processo.

Se você tinha Petrobras antes, procure refletir, neste momento, sobre o que te fez comprar. E se você, de fato, viu alterações nisso, no que você acreditava lá atrás; não adianta você segurar, tentar encaixar na realidade do seu portfólio. O mercado não sabe o preço que você pagou lá trás, acho que é importante você ter isso na mente, e, hoje, pensar quais são os melhores ativos para você ter no seu portfólio. Claro, a gente vai estar aqui para ajudar vocês sempre.

Inácio: Agradeço a todos, e fiquem à vontade para enviar dúvidas, críticas e sugestões para o meu e-mail, joseinacio@inversa.com.br.

 

Fim da transcrição.

 

Espero que tenha gostado! Fique sempre de olho no seu e-mail, faremos muitas lives para que você esteja sempre por dentro das notícias que podem impactar o mercado e seus investimentos.

Um abraço,

Helga Bannwart.

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