Brasil caminha para se tornar igual aos Estados Unidos

Katia Kazedani Publicado em 01/11/2019
1 min
Com taxas de juros cada vez menores, brasileiros devem ir para a Bolsa para ter mais rentabilidade

O Brasil bateu recordes nesta semana:  a Bolsa ultrapassou os 108 mil pontos, a B3 chegou a 1,5 milhão de investidores - o que representa um aumento de 87,5% de pessoas físicas cadastradas, se comparado ao ano anterior - e a Selic (taxa básica de juros) caiu de 5,5% para 5% ao ano, a mínima da história.  Somando-se a isso, medidas necessárias para a retomada do crescimento econômico têm sido aprovadas. Portanto, as condições estão dadas para que o país caminhe para ter um mercado de capitais tão sofisticado quanto ao dos Estados Unidos.

"A explicação é simples: com a aprovação da reforma da Previdência, e o início de uma série de privatizações, isso num ambiente de taxas de juros reais tendendo para zero e até para negativas, a lógica é que o dinheiro flua para o mercado de ações. Melhor renda variável do que perda fixa", argumentou Ivan Sant'Anna. 

Considerada uma referência mundial no mercado de capitais, mais de 50% da população norte-americana investe em ações e mais de três mil empresas têm capital aberto na Bolsa. Esse cenário se tornou possível por conta de diversos fatores que vão desde o nível de educação financeira do país, passando pelo patamar de juros - que opera em níveis baixos há décadas -, a até o menor grau de burocratização e custos para as companhias captarem recursos em Bolsa.

Por aqui, o cenário é muito diferente. Além de não termos o hábito de investir, o país passou por um longo período de juros altos - o que favorece a renda fixa. Os dados mostram isso:  0,75% da população brasileira e pouco mais de 400 empresas estão na Bolsa."Era muito dinheiro em renda fixa, muito retorno e pouco risco. Tem algo de anormal nisso, não tem? O correto não seria uma correlação positiva entre risco e retorno?", comentou Luiz Cesta.

Para Felipe Paletta, apesar do número de investidores ter mais do que dobrado em um ano, estamos anos-luz do que representa o mercado de capitais norte-americano. No entanto, as mudanças estruturais pelas quais estamos passando e a redução da Selic vai mudar esse cenário."Já começamos a perceber a importância do mercado de capitais como propulsor do ciclo de recuperação da economia brasileira, atribuição que historicamente recaía sobre o estado", disse.

Investimentos

Você já deve ter lido ou ouvido que com a Selic em baixa - e a expectativa é que eles [juros] caiam ainda mais - renda fixa não é a melhor opção de investimento. Pelo contrário, você está deixando de ganhar dinheiro. "Para ter mais retorno, você,  inevitavelmente terá que correr mais risco", sinalizou Cesta. 

E se você ainda tem uma carteira conservadora, talvez seja o momento de repensar seus investimentos. Inclua um pouco mais de risco - mas sempre deixando aquela reserva de emergência em opções com menos volatilidade. E existem  outras alternativas que não a Bolsa disponíveis no mercado. "Fundos imobiliários são uma boa opção, especialmente para o investidor que está começando agora a colocar um pé no risco. No entanto, é sempre importante reforçar o papel da diversificação para equilibrar a relação de risco/retorno", disse Felipe Paletta. 

 

Sugestão de série para diversificar a carteira com menos risco

 

 

 

 

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