Bate-papo com o nosso especialista em Small Caps, Leonardo Pontes

Katia Kazedani Publicado em 19/12/2019
8 min
Com quase 70% de rentabilidade contra 30% do Ibovespa, o Leonardo me contou como seleciona os ativos do portfólio de sua série e quais são seus diferenciais em relação à outros especialistas

Olá, caro leitor!
Tudo bem?

Já comentei aqui com vocês que gosto muito de small caps.

Essas pequenas ações da Bolsa têm um potencial...

Por isso, sempre pergunto tudo para o Leonardo Pontes.

Ele é responsável pela série Small Premium Caps que, além de bater o Ibovespa, pegou a alta da Trisul (TRIS3) desde o início. Com isso, seus leitores conseguiram apenas com essa ação 270% de ganhos.

Para saber mais sobre esse engenheiro que se enveredou para o mundo das finanças, dê uma olhada abaixo. 

Aproveite a leitura!

Leonardo Pontes: do ITA para o Ibovespa

O Leo é daqueles que gosta de uma conversa...

Mesmo se não conhece a pessoa, ele consegue ficar horas trocando ideia sobre diversos assuntos.

E ele muda de um assunto para o outro com muita facilidade e com argumentos sólidos para todos os temas...

Assim como faz em seus investimentos!

Se a empresa não tem argumentos sólidos que o convença de seu potencial, ele consegue identificar.

Por isso, talvez as small caps sejam suas favoritas. Ele busca argumentos sólidos capazes de convencê-lo de que uma pequena empresa pode vir a ter receita e lucros atrativos. 

Então vamos lá:

Quantas sugestões você fez?
A carteira atualmente é composta de 12 ações. Durante o ano, duas foram excluídas da carteira. Então, foram 14 sugestões.

 

Quantas sugestões você acertou?
Acertamos 12 de 14, ou seja, 85,7%.

O índice é acima do esperado, tendo em vista nossa expectativa de acertar 80% das sugestões.

 

Por que você acha que conseguiu acertar tanto?
Não dá para descartar que estamos em um bull market, ou seja, um mercado de alta. Sem dúvida estamos nadando a favor da maré, um discurso que vem se mantendo já há algum tempo.

Vale sempre notar que um ano é pouco para se avaliar de verdade, porém as sugestões realmente avançaram mais ainda que o mercado como um todo, isto é, existe valor sendo gerado.

Nesse sentido, o método (ou algoritmo) que usamos não foi algo inventado agora: já fizemos milhares de testes que se mostraram favoráveis em um período de 5 anos, o que é considerado um médio prazo para quem está formando seu patrimônio.

Ou seja, as sugestões andaram por três principais motivos:

1) mercado de alta;

2) método de seleção;

3) algoritmo consolidado.

Quantas sugestões caíram?

Duas sugestões.

 

O que diferenciou a sua estratégia das demais neste ano?
A estratégia é o resultado de um estudo profundo. Começo pelo lado macro, passo pelos setores que devem performar bem e, a partir daí, escolho os melhores papéis do setor.

Nesse sentido, o que diferencia a estratégia é que conseguimos unir uma análise qualitativa com um forte viés quantitativo.

Cada papel que está ali tem uma forte probabilidade, que estimamos acima de 80%, de trazer bons retornos para os assinantes que conseguem entrar rapidamente.

Esse é o principal diferencial: nós falamos em “probabilidade”, “distribuição de retornos” e outros conceitos que analistas quantitativos usam, mas que usamos em nossas edições com uma linguagem que o assinante possa entender.

Sempre existe a possibilidade de um investimento dar errado, claro, porém tudo isso é usado para colocar as chances a nosso favor.

 

Como você faz para proteger os assinantes nas quedas?
Temos algumas ações (em menor número) com um perfil mais defensivo, ou seja, que não devem cair tanto em um mercado mais vendedor. Exemplos são ações de agronegócio e educação. Por outro lado, hoje as sugestões estão mais posicionadas para um mercado de alta, com melhora do cenário macro.

 

Se a pessoa tivesse seguido à risca tudo, quanto ela teria de lucro em relação ao investimento inicial? 
Tivemos uma rentabilidade acumulada neste ano de exatos 68,4% até a data de hoje, dia 17 de dezembro. Portanto, se seguisse todas as sugestões feitas, inclusive as duas que não foram vencedoras, com um valor inicial de R$ 3 mil você teria R$ 5.052.

Com R$ 20 mil teria R$ 33.680 e com R$ 100 mil teria 168.400. Enquanto isso, o índice de small caps, no mesmo período obteve rentabilidade acumulada de 53,2% e o Ibovespa de 27,6%.

 

Qual foi o maior acerto?
Trisul, que já deu quase quatro vezes o dinheiro de quem comprou na sugestão inicial. Porém, vale notar que viemos reforçando o call ao longo do ano e deu muita oportunidade para entrar.

 

Qual foi o maior erro?
Das ações que tiramos da carteira, acredito que WSON33 foi o case mais difícil: o papel depende muito de aumento da balança comercial e o Brasil ainda está patinando para retomar o ritmo de importações e exportações.

 

O que você fez de mais valioso para seu assinante no ano?
Trazer conceitos dos quants (os analistas quantitativos) para o assinante que às vezes está tendo contato pela primeira vez com ações.

São conceitos que envolvem estatística e probabilidade, porém colocamos de uma forma mais simples para que o leitor possa ficar mais próximo do que significa. Serve para ele entender também que não dá para ter certeza de qual preço a ação vai bater: é um movimento aleatório em grande parte.

Então se ele pensar nesse conceito, vai poder ler o relatório de uma outra casa dizendo qual o preço do dólar ao final de 2021 e vai perceber que aquilo ali é um grande chute...

A ideia é que o assinante consiga entender os conceitos do que pode ser um bom investimento em ações, com boas chances de dar certo, mas sabendo que as coisas nem sempre saem como o planejado.

 

A que perfil de leitor o produto se destina?
É um perfil de leitor que deseje aumentar seu patrimônio. Se ele busca proteção contra oscilações, ele precisa de outra série.

Eu gosto muito de volatilidade, especialmente em uma fase que é de aumentar a exposição à classe de ativos. É um conceito que o Warren Buffet, sempre muito didático, explica bem. Ele diz que se todo dia uma pessoa vai a um restaurante para almoçar, e se todo dia o prato de comida está mais caro, ela fica fica chateada: agora ela precisa pagar mais para comer. Mas quando essa mesma pessoa começa a comprar ações, e o preço das ações cai, ela não fica feliz; é como se ela estivesse pagando mais barato todo dia para comer, mas agora ela está triste! Não faz sentido.

 

Quanto tempo por semana o leitor tem que dedicar?
Depende do nível de proficiência que ele quer alcançar. Nossa leitura em geral demora uns 15 minutos, porém se ele investigar outras edições, algo como uma hora por semana vai fazer bastante diferença.

 

Quanto risco o leitor tem que aceitar?
Não é incomum ver papéis caindo até 30%. Não imaginamos que isso vá acontecer com todos os papéis da nossa sugestão, mas é preferível que ele assuma isso do que se decepcionar lá na frente. Agora veja: se os papéis que hoje são sugeridos caírem 30%, com as teses de investimentos e fundamentos inalterados, eu compraria de olhos fechados.

 

Como é seu contato com os assinantes? Você tem alguma mensagem ou contato que te deixou muito feliz? Qual?
Fico muito feliz com todos os comentários que recebo, principalmente com o de leitores que dizem que "estão ganhando muita grana" na Bolsa. 

 

Você é mais de diversificação ou da concentração do investimento em um único ativo?
Se o assinante quer aumentar seu patrimônio, ele precisa concentrar. Só que isso precisa ser feito com responsabilidade: não adiantar comprar uma ação apenas. Acredito que entre 10 e 15 papéis é suficiente para uma boa diversificação, mas mantendo todos os benefícios de uma concentração, que é principalmente a possibilidade de aumentar seu patrimônio.

 

Essa pergunta eu faço a todos os especialistas, então mesmo já sabendo a sua resposta, vou fazer para você também: você é contra ou a favor de small caps?
Apesar do claro conflito aqui, sou super a favor. Se quer montar patrimônio, se quer ter uma vida diferente em 10, 15 ou 20 anos, tem que comprar small caps.

 

Você é um trader mais agressivo ou conservador?
Mais agressivo que a média, mas vale notar que é uma agressividade que procuro basear em modelos, algoritmos, análises. Não é uma coisa que vem do fundo do estômago; na verdade, as piores decisões que tomei foram com base no estômago. Então prefiro evitar.

 

Você gosta ou odeia fundos?
Gosto de fundos, especialmente se o leitor não tem tempo para olhar seus papeis. É melhor pagar alguém para tomar conta e ajudar nessas horas.

 

O que você odeia no mercado?
Você não pode amar ou odiar o mercado: ele é o que é.

Ele dá muitas chances para as pessoas ficarem muito ricas e poderem usar seu tempo para passar mais tempo com sua família, para fazer aquela viagem, para montar aquela fundação que ajuda pessoas com mais necessidades.

Como em toda indústria, existem bons e maus profissionais. Porém é uma indústria grandiosa, e pode várias vezes inflar o ego de quem dela participa.

E aí meu conselho é sempre manter o ego sob controle: vai sempre ajudar a evitar erros e a identificar o erro dos outros, o que em geral significa uma oportunidade para quem consegue agir em cima dele.

Espero que tenha gostado!

Um abraço, 
Kátia

 

 

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