Money Rebel #2 - A grande mentira sobre os milionários

Marcel Pechman há 1 mês
3 min
Muitos de nós nos tornaremos milionários dentro de 20 anos. O problema é que nosso dinheiro não vai valer absolutamente nada.

Caro leitor,
  
Assim como costuma acontecer com médicos e advogados, sou constantemente consultado por parentes e amigos em momentos de lazer. No meu caso, obviamente, as dúvidas não são sobre qual remédio vai abaixar mais rápido a febre do filho ou sobre os direitos de um primo que acaba de perder o emprego, mas, sim, algo mais na linha de: “Como se tornar um milionário?”.
  
Costumo responder que essa pergunta traz uma pegadinha. Não sei você, mas já passei dos 40. Na época em que fiz faculdade, R$ 1 milhão eram suficientes para comprar três imóveis de três quartos em Ipanema ou no Leblon.
  
Nem vou te contar quanto custa um apartamento nessa região hoje em dia pra não te deprimir, mas o ponto aqui é que muitos de nós nos tornaremos milionários dentro de 20 anos. O problema é que nosso dinheiro não vai valer absolutamente nada.
  
É óbvio que manter uma vida financeira equilibrada e fazer investimentos de forma planejada vai te ajudar. Afinal, é por isso que escrevo ao lado de grandes mestres como Pedro Cerize e Marink Martins, especialistas que almejam fazer você rentabilizar acima da inflação. Tudo isso é excelente, mas não vai lhe tornar um milionário.
  
Não digo isso para te frustrar. Pelo contrário, a intenção é inspirar você a se dedicar ainda mais na busca por novas fontes de renda, qualificação e crescimento em sua carreira. É desta forma que você conseguirá atingir seus objetivos financeiros na vida, seja lá quais forem – inclusive, o primeiro milhão.

Felipe Paletta abriu suas 2 melhores ações para ser pago mesmo durante a crise e mais ainda depois. Veja aqui no detalhe.

Tome a situação argentina como exemplo. Você tem ideia de quanto o peso argentino se desvalorizou apenas nos últimos três anos? Se não, eu respondo: 74%. 
  
Tenho guardado até hoje um trocado que minha esposa trouxe da última viagem a Buenos Aires, algo tipo 70 pesos. Sabe o que dá pra comprar com isso hoje em dia? Uma lata de Coca-Cola no McDonald's.
  
O que você faria no lugar deste povo? Teria coragem de investir em algum banco? Ver o valor do seu investimento em fundos ou ações crescer em pesos argentinos, porém perdendo em dólar? Nada disso, certo? Colocaria o máximo possível em ouro ou ativos dolarizados.
  
Pois foi exatamente isso que estes investidores fizeram, ou ao menos tentaram, já que o governo rapidamente criou limites para compras de dólares por pessoas físicas. O resultado? Mercado paralelo, ou ilegal, de câmbio, assim como ocorreu no Brasil nas décadas de 80 e 90.
  
Sabe quem mais se beneficiou com este fluxo? O Bitcoin. Isso mesmo, as moedas virtuais, tão conhecidas por sua alta volatilidade, se tornaram quase que um refúgio em meio ao caos financeiro argentino.
  
Na edição da semana que vem, vou tentar explicar por que alguém, numa situação como a da Argentina, compra criptomoedas para fugir do risco. Até lá, espero que você aproveite o feriadão que se aproxima do Carnaval.

Marcel Pechman

Desde 1929 o mundo não assiste a uma crise como essa. Meu amigo Marink Martins já sabia que seria assim e se preveniu fazendo isto aqui (fora do Brasil)

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