Money Rebel #1 - Afinal, o que é dinheiro?

Marcel Pechman há 1 semana
1 min
Aposto que você sempre sonhou em ser milionário, correto? O problema é que R$ 1 milhão de dez anos atrás equivalem a mais de R$ 2,5 milhões hoje. O motivo? A perda do poder de compra. Então, que sentido faz acumular riqueza na moeda local?

Caro leitor,
  
Imagine você chegar todo dia no escritório, escutar analistas e economistas comentando as principais notícias e seus impactos no mercado acionário. Em seguida, ligar para diversos clientes repetindo estas informações, e depois passar o dia inteiro recebendo instruções para executar ordens de compra e venda.
   
Este é o dia a dia de um trader nas principais mesas de operação das corretoras de valores. Acredite se quiser, no fim da semana era impossível saber quais ações haviam subido ou caído. Você fica ocupado com as ligações para alertar clientes quando alguma ação tem um movimento mais forte, ou verificando se colocou todas as ordens no sistema.
  
Após 17 anos nessa indústria, eu havia cansado. Minha filha completava um ano de idade e eu não tinha o menor interesse em voltar a morar em São Paulo, cidade que concentra a vasta maioria dos empregos nesta área. A verdade é que, apesar do progresso na carreira, em termos de conhecimento eu havia estagnado.
  
Era hora de mudança e, por sorte, meu irmão mais novo tinha investido nessa coisa meio maluca chamada Bitcoin. Confesso que até 2017 eu jamais havia me interessado pelo assunto. Você provavelmente passou a escutar sobre criptomoedas nesta mesma época, correto?
  
Bom, essa história vai longe, e não é o motivo pelo qual escrevo esta newsletter para você. Quero explicar por que resolvi me aprofundar nesta moeda mesmo após uma queda de 70% na cotação do Bitcoin em 2018.
  
Tudo começou quando passei a estudar o que é dinheiro e por que é tão difícil vencer a inflação. Você lembra quanto gastava no supermercado quinze ou vinte anos atrás? O valor do plano de saúde, da educação ou do boleto do condomínio? Pois é, o dinheiro não vale mais nada.

O que é dinheiro pra você? A definição mais lógica é o valor monetário que se atribui às coisas. Está parcialmente certo, mas é necessário haver uma unidade de medida para denominar este valor, usualmente uma moeda. Já serviram à esta função: conchas, sal e até, pasmem, espelhos e escovas.
  
Naturalmente, ao longo do tempo a sociedade convergiu para as melhores moedas, portanto estes exemplos deixaram de nos servir.
  
Aposto que você sempre sonhou em ser milionário, correto? O problema é que R$ 1 milhão de dez anos atrás equivalem a mais de R$ 2,5 milhões hoje. O motivo? A perda do poder de compra, medida através do CDI, o principal indicador dos investimentos de renda fixa. Que sentido faz, então, acumular riqueza na moeda local?
  
Este sistema inflacionário perverso impede um planejamento de longo prazo e desestimula o poupador, uma vez que o dinheiro parado perde valor ao longo do tempo.
  
Não estou aqui para converter ninguém, porém desejo que ao final de nossas conversas você tenha avaliado suficientemente as alternativas, de forma a escolher a melhor unidade para mensurar seu patrimônio.
  
Todos desejamos acumular algum tipo de riqueza ao longo da vida, então nada mais justo do que iniciarmos definindo uma métrica. Só que, em razão da perda do poder de compra, a moeda brasileira, infelizmente, não serve para este propósito.
  
Por hoje, não vou me estender mais. Na semana que vem, volto com a segunda edição desta série especial para explicar como o quadro que retratei aqui é responsável pela grande mentira sobre os milionários.
   

Um abraço.
 
Marcel Pechman

P.S.: Você terá uma maior chance de dar uma grande tacada neste ano se aproveitar um grande evento internacional, marcado para maio. Uma porta de ganhos potenciais altíssimos será aberta e sugiro que você entre aqui e assista a um vídeo para entender como se posicionar.

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