Mercadores da Noite #74 - Digite 13. Confirma!

Ivan Sant'Anna Publicado em 13/08/2018
7 min
É hora de encarar a verdade

Mercadores da Noite

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Caro leitor,

Quando Lula fez questão que o PT o lançasse candidato, embora impedido de concorrer por causa da Lei da Ficha Limpa, achei que fazia isso por puro egoísmo.

Agora percebi que não.

Trata-se de uma estratégia. Por sinal, uma estratégia petista típica.

A revista Veja desta semana cogita até a hipótese de que, no dia 7 de outubro, data da realização do 1º turno, o nome e a foto de Lula constem no painel da máquina de votar, embora os votos destinados ao presidiário da cobertura da sede da PF em Curitiba sejam computados para Fernando Haddad. Os de vice, para Manuela D’Ávila, do PCdoB.

Sinceramente, não acredito nessa hipótese. É muito rocambolesca.

Antes do prazo limite para a elaboração do programa que será inserido nas urnas eletrônicas, a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva já deverá ter sido impugnada pelos tribunais superiores: TSE, STF ou ambos.

Seria surreal um detento condenado e preso ser listado como candidato a presidente. Surreal, mas não inédito.

Selahattin Demirtas, do Partido Democrático do Povo e um dos principais líderes da etnia curda na Turquia, candidatou-se à presidência do país em junho deste ano, fazendo a propaganda eleitoral de sua cela no cárcere. 

Demirtas perdeu, é claro, para o presidente em exercício, Recep Erdogan. E não só porque as eleições turcas são apuradas fraudulentamente, como também porque os curdos são minoria e não conseguem eleger representantes para cargos majoritários, a não ser na parte do Curdistão que fica no sudeste da Turquia.

Acho que Erdogan só vai sair do cargo morto. Mas esse desfecho talvez não dure muito. Ele sofre de hipoglicemia, epilepsia e já removeu tumores do cérebro e do cólon. Talvez Alá o “impiche” e o convoque para o Paraíso (será?) antes da hora.

O leitor deve estar percebendo que fugi do assunto principal deste artigo como uma janela não convocada do Windows se abrindo na tela do computador.

Voltemos às urnas, aos candidatos e ao processo eleitoral brasileiro.

Como disse acima, não creio que o rosto de Lula vá estar no painel de votação, muito menos que ele participe do programa eleitoral gratuito e dos debates na TV.

Mas Haddad vai. E seu tempo de exposição só será inferior ao da candidatura-salada mista: jiló/erva daninha/pimenta malagueta/Geraldo Alckmin/Centrão.

Imaginemos Fernando Haddad − que só recebeu 16,7 por cento dos votos quando tentou se reeleger prefeito de São Paulo em 2016, em uma eleição vencida por João Dória logo no primeiro turno – falando na TV tendo ao fundo uma foto de Lula sorridente. O “paz e amor”.

Vejam que slogans curiosos ele poderá recitar...

“Votando em mim, vocês estarão elegendo Lula.”

“Digite 13 e confirma!”

“Vote Haddad e traga Lula de volta para o lugar que é seu de direito e pela vontade do povo.”

“Haddad no Planalto – Lula no poder!”


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Caro amigo leitor, está na hora de encarar a verdade. Lula, codinome Haddad, ou Haddad, codinome Lula, poderão estar no 2º turno. E o adversário da dupla tem tudo para ser Jair Bolsonaro.

O debate na Band mostrou que Alckmin e Marina são laranjas-limas e Ciro Gomes um limão azedo. O resto não fede nem cheira, estatisticamente falando.

Tem até um cabo, de cujo nome não me lembro e faço questão de não procurar no Google, que transformou o debate democrático em uma espécie de Escolinha do Professor Raimundo.

Como o capitão Bolsonaro não tem estrutura político-partidária, e muito menos experiência administrativa, uma parada entre ele e Haddad (fantasiado de Lula) será muito malvista pelos mercados. Que vão preferir Bolsonaro, é óbvio. Mesmo a contragosto.

Junte esse quadro de penúria a uma época em que o protecionismo, o fortalecimento do dólar e o aumento das taxas de juros nos Estados Unidos estão abalando os mercados internacionais. Torna-se muito difícil ver uma luz no fim do túnel, a não ser a dos faróis de outro trem vindo em sentido contrário.

Como desgraça pouca é bobagem, suponhamos a vitória de Haddad. Isso quer dizer que os dois comboios colidirão de frente.

Pela primeira vez o Brasil estará nas manchetes dos jornais e revistas de todo o mundo, tal como já aconteceu com Uganda, de Idi Amin Dada; Cuba, de Fidel Castro; Filipinas, do casal Marcos; Afeganistão, do Talibã; Panamá, de Noriega; e está acontecendo com a Venezuela, de Maduro.

Vamos imaginar o seguinte cenário: Fernando Haddad derrota Jair Bolsonaro em um segundo turno e prepara-se para tomar posse em 1º de janeiro.

Entre a diplomação e o recebimento da faixa, o presidente eleito visita Lula na cadeia, em Curitiba. Lá recebe a lista de composição do ministério e os nomes dos ocupantes dos principais cargos da administração pública, direta e indireta.

Ao sair da sede da Federal, Haddad, lista no bolso interno do paletó, é cercado pelo que de mais importante existe na imprensa nacional e internacional: Globo, Band, Record, CNN, BBC, Fox News, Al Jazeera, etc.

O que escrevi acima não é uma fábula nem um roteiro felliniano. É uma possibilidade real. Pequena, mas real.

Não há mercado que resista a essa hipótese, por menor que seja.

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Um abraço, 

Ivan Sant'Anna

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