Mercadores da Noite #59 - Um ano nesta segunda-feira

Ivan Sant'Anna Publicado em 07/05/2018
6 min
Inversa comemora aniversário

Mercadores da Noite

Caro leitor, 

Hoje, segunda-feira, 7 de maio de 2018, a Inversa completa um ano de existência. Como, por coincidência, minha newsletter semanal sai às segundas, vou dedicar meu texto a esses 365 dias de trabalho. Com minhas desculpas pelo clichê, parece que foi ontem que tudo começou.

Nesses doze meses de vida, tal como a Olivia Alonso citou em sua Sunday Notesde ontem, a Inversa foi acumulando assinantes, de modo que as concepções sobre investimento do site são agora compartilhadas por mais de 150 mil pessoas. Isso é quase um Maracanã (versão de antigamente) lotado.

Quando, no ano passado, fui a São Paulo acertar os detalhes de meu trabalho, tive a satisfação de saber que boa parte das pessoas que estavam começando com a empresa, inclusive a própria Olivia, já tinha lido meu livro Os Mercadores da Noite. Eram íntimas de Julius Clarence, protagonista da trama, e de Clive Maugh, seu diabólico antagonista.

Pronto, de cara já tínhamos um assunto em comum. Do tipo: “Clarence comprou ações do Eurotúnel; Maugh vendeu a descoberto.” “Julius e Clive disputam controle acionário do Banco Comercial de Manhattan”.

Não por acaso, a Inversa decidiu dar o nome de Os Mercadores da Noite à minha newsletter semanal. Além disso, patrocinou uma edição impressa do livro, além de disponibilizá-lo em e-book.
        
Vejam como é bom começar em uma empresa desde o primeiro dia. Todo mundo é novato na firma. Cada um traz suas próprias experiências. Experiências que se somam. Inseguranças que se compartilham e desaparecem como que por encanto:

“O que é que você acha desse meu projeto?”

“Tá bom, mas seria melhor se alterasse um pouco aqui.”

É assim que as coisas funcionam em um time.
     
A partir daquele início, passei a ter a oportunidade de acompanhar a trajetória de cada uma das pessoas que estavam naquela minha primeira reunião. Mais tarde, ao longo das inúmeras viagens que fiz a São Paulo, fui conhecendo melhor cada uma delas, tanto as que participaram desde o Dia 0, como as que foram entrando durante esses doze meses. Desenvolvemos uma relação de amizade, na qual conversamos sobre tudo, até mesmo sobre a Inversa. Mas rola futebol, política, economia, família, viagens e experiências pessoais e profissionais de cada um.
     
Curiosamente, a Olivia, publisher de nossa empresa aniversariante, é mais jovem do que minha filha caçula. Já o José de Castro (Zezinho para os íntimos), grafista militante, com quem compartilho a série Trading Journal, e que tem seus próprios projetos, tem idade para ser meu neto.
       
O Frederico (Fred) Rosas talvez ache que não percebo, mas sempre que caminhamos pela rua ele presta atenção nos meios-fios, nos desníveis das calçadas. Me acompanha até o táxi quando vou embora para o aeroporto. Pudera! Certa ocasião cheguei na Inversa todo ensanguentado após me esborrachar ao final da escada rolante do prédio, por subi-la digitando no celular.
       
Entre outras coisas, o Fred é ótimo apresentador e mediador de minhas entrevistas nos estúdios da Inversa.
      
Marink Martins, o mago das Opções, já era meu conhecido antes de entrarmos para a trupe. Fazíamos palestras juntos.
      
O André Zara, que tem seus próprios textos, cuida também da publicação dos meus. Assim como cuida a Vanessa Stecanella, entre outras coisas minha copidesque.
       
Do Pedro Cerize, responsável pela série A Carta, posso dizer que as atividades (on-line e presenciais) que compartilhei com ele foram muito úteis para o meu trabalho individual.
      
Acho importante salientar que, ao contrário dos comentaristas econômicos dos jornais, profetas do passado, nós da Inversa estamos sempre dando a cara a tapas. Pois damos nossa verdadeira visão do mercado. Indicamos alguns investimentos, desaconselhamos outros.
     
Podemos errar. Mas o importante é que o nível de acerto é muito maior, resultado de uma combinação de 20% de talento e 80% de esforço, de reuniões, de brainstorms, de pesquisas e estudos os mais diversos nos fins de semana. De queimar a mufa até as duas ou três da manhã. Do enorme peso da responsabilidade de saber que as pessoas seguem você.
       
Nessas 52 semanas de Inversa, escrevi 162 crônicas, o que dá quase uma a cada dois dias. Foram 870 páginas e 124.105 palavras.
         
Pouco mais da metade dos artigos foram imediatamente publicados. O restante ficou para o que chamamos de acervo, textos que poderão ser lançados em e-book, como foi o caso em Dez crônicas de um trader, ou usados em minhas férias.
      
Para os que ainda não sabem, sou um jovem atrevido que vai fazer 78 anos na próxima semana. Apesar disso, subo 25 andares de escadas quase todos os dias, faço musculação. Leio no mínimo 50 livros por ano. Extraio raízes quadrada e cúbica de cabeça. Portanto gozo de excelentes condições de saúde física e mental.
     
Não fosse por um pequeno detalhe...
     
Sofro de arritmia cardíaca, que já me fez parar em hospitais algumas vezes. E nenhuma estrutura é mais forte do que sua parte mais fraca. De vez em quando, meu coração dá uma rateada.
     
Uso uma espécie de relógio de pulso que marca minha frequência cardíaca e manda todos os dados para o celular e para o laptop. O ritmo já subiu a preocupantes 182 batidas por minuto, incidente que me levou para o CTI de uma unidade coronariana para receber choques transeofágicos. Certa noite desceu para 39 enquanto eu dormia. A engenhoca registrou.
        
Se o coração resolver parar de vez, não se assustem se minhas crônicas continuarem pingando no site da Inversa. Mas não interpretem errado. Elas não virão do Além, muito menos do Ivan reencarnado, mas do tal acervo que cito acima.
    
Como, no final dos meus artigos, convido os leitores a comentá-los, toda semana recebo mensagens dos assinantes. Nesse primeiro ano, vieram milhares de e-mails.
      
Até agora as crônicas preferidas foram: “Índice de suicídio”, “Calça de veludo ou…”, “A eguinha Energia”, “Preciso morrer até abril de 2027”, “Em nome da Rosa”; “Castigo de internato”.
       

Espero escrever muito mais e participar de novos projetos. Afinal de contas, a Inversa e eu estamos apenas começando.

Você gostou dessa newsletter? Então escreva para mim contando a sua opinião no isantanna@inversapub.com. Aproveite e encaminhe para os seus amigos este link.

Um abraço,

Ivan Sant'Anna

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