Mercadores da Noite #198 - Até breve

Ivan Sant'Anna Publicado em 17/10/2020
6 min
Vou me despedir por enquanto, mas volto logo (na terça-feira na mais nova newsletter da Inversa)

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Caro leitor(a),

A partir desta “Os mercadores da noite” de hoje, vou dar um tempo. Passarei a escrever uma série especial, limitada, cujo título será “O mercado como ele é”.

Será publicada nos dias úteis, sempre à meia-noite. Começa na madrugada de segunda-feira, 19 de outubro, para terça-feira.

Em princípio durará quatro semanas.

Tanto a Inversa como eu somos ousados, informais, inquietos, sempre em busca de produtos que agradem e sejam úteis aos leitores, de preferência as duas coisas.

Se você já está curioso a respeito da nova série, de nossa parte a curiosidade, a propósito da receptividade, não é menor.

A ideia de escrever “O mercado como ele é” surgiu em uma de minhas newsletters. Falei que gostaria de fazer uma crônica curta, tal como “A vida como ela é”, que o antológico Nelson Rodrigues publicava no jornal Última Hora.

A acolhida dos assinantes à minha sugestão foi tão grande que optamos por partir para esse novo formato.


* * *


Só que hoje ainda é dia de Mercadores. Quero então falar de mudanças que estão ocorrendo em meu perfil de investidor.

Simplesmente cansei de jogar dinheiro fora em “perda fixa” e títulos do Tesouro. Resolvi partir para renda variável, correndo o mínimo possível de riscos.

Em suma, vou comprar ações blue chips de empresas sólidas, algumas delas (acreditem) já existentes quando comecei a operar no mercado em 1958.

Para o risco mesmo (de perder tudo ou decuplicar o capital investido), reservei, e já fiz, há mais de um mês, uma aplicação. Parruda!

Ativo: criptomoedas. Sim, criptomoedas.

Sigo as orientações da Helena Margarido, maior especialista do assunto aqui no Brasil.

Nesta segunda fase, a das blue chips, aplicarei grande parte de meu patrimônio mobiliário.

Estou indo sem a menor pressa. Mas já comprei aproximadamente um décimo de meu lote. Tudo em ações da Vale: VALE3.

Penso que vou levar aproximadamente um ano para completar minha carteira de papéis negociados em Bolsa. Não farei preço mérdio mas com certeza prazo mérdio.

Pegarei o mercado em alta, em baixa e andando de lado.

Estou convicto de que, durante muito tempo, os bancos centrais de todo o mundo, inclusive o BC brasileiro, vão pagar taxas de juros reais (e até absolutas) próximas de zero. Quando não negativas, como é o caso da Suíça, Dinamarca, Japão, Suécia e Espanha.

Nesse período o dinheiro dos investidores irá convergir para renda variável.

Cotejando os fundamentos com os preços das ações, eles estão baratos. Claro. O mundo está em recessão, causada pela Covid-19. Recessão essa que só começará a ceder de fato no mínimo um ano após a vacinação em massa.

Cascata, pura cascata, essa de recuperação em “V”.

Com eleições passionais nos Estados Unidos, lentidão no processo de desestatização no Brasil, retorno do surto pandêmico em diversos países da Europa, era para o mercado de ações estar levando um tombo.

Isso só não acontece porque existem poucas alternativas rentáveis para os investidores.

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Tenho convicção de que as expectativas dos mercados mudaram. Fundos, pessoas físicas, gestores de grandes fortunas, irão se contentar com retornos menores.

Haverá um dia, quem sabe daqui a uns três ou quatro anos, em que esse quadro será revertido. Essas coisas são cíclicas ao longo da história dos mercados.

Voltaremos a ter títulos dos diversos Tesouros rendendo dois ou três por cento reais ao ano, quando a inflação começar a pôr as manguinhas de fora. 

Será preciso se antecipar a esse momento e, na ocasião, cair fora das Bolsas. Sim, cair fora. No momento de maior euforia, exatamente aquele no qual o último comprador já comprou.

Existe até um modelo matemático que permite detectar esse instante. Chama-se RSI (Relative Strenght Index – Índice de Força Relativa).

Só que isso está longe de acontecer.

Eu já fui especulador de arriscar tudo que tinha (inclusive meu próprio apartamento) numa única parada nos mercados futuros de Chicago, Nova York e São Paulo.

Só que esse Ivan Sant'Anna morreu no dia 30 de abril de 1995, quando optou por trocar os números pelas letras.

Atualmente sou um tremendo covarde. Só estou voltando para a Bolsa para não dar uma de otário: pagar tributo diário com a rubrica de “perda garantida”.

Mas, atenção, se o Ivan dos investimentos é cagão, o de “O mercado como ele é” será um tremendo porra-louca. Desses de rasgar notas de 200 reais, a do lobo guará.

Você vai começar a conferir isso à zero hora de terça-feira, 20 de outubro. Ou meia-noite de 19, o que vem a dar na mesma.

Para os habitués de “Os mercadores da noite”, meu até breve. Para os de “O mercado como ele é”, até depois de amanhã.

Uma coisa, garanto. O caro amigo leitor terá oportunidade de ler coisas do arco da velha. Algumas, histórias reais; outras, frutos de minha fértil imaginação.

Até breve, até lá, até a volta, até depois de amanhã, nem sei direito como me despedir.

Me aguardem. Meus dedos já estão coçando o teclado, na excitação dessa nova fase.

Ivan Sant’Anna

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