Investidor Inteligente #6 - Como ganhei 31% num ano dificílimo

Flávio Conde Publicado em 17/12/2020
7 min
Em 2008, eu tinha 95% do meu patrimônio investido em ações e senti na pele a queda de 57% do Ibovespa com a crise do subprime. E isso mudou tudo. De lá para cá, a carteira da alta renda conseguiu... (entre para ter a carteira da alta renda)

Olá leitor(a),

Estou aqui hoje para te convidar a assistir aos vídeos do The Wealth Club, cuja carteira de investimentos soma 31,5% de ganho apenas em 2020, batendo todos os concorrentes e benchmarks. 

Serão quatro vídeos no total e posso dizer que o The Wealth Club é o projeto de que mais me orgulho de ter feito na vida, fruto de 35 anos de trabalho ajudando pessoas a se tornarem cada ano mais ricos e milionários. 

E agora chegou a sua vez. Clique aqui para assistir ao primeiro vídeo.

 

 

Como Nasceu o The Wealth Club

A ideia do The Wealth Club nasceu depois da experiência que vivi no mercado em 2008. Eu tinha 95% do meu patrimônio investido em ações e vivi a queda do Ibovespa de 73 mil pontos, em maio, no pico do otimismo daquele ano, para 31 mil, em outubro, no pior dia da crise dos subprimes dos EUA. 

A queda foi de 57%, o que me fez passar muito mal. 

Isso porque minha suada carteira, de R$ 2 milhões, conquistados em 25 anos de carreira em investimentos, comprando mensalmente ações de Petrobras, Vale, Itaú, Telebras, Usiminas, Gerdau e outras, tinha derretido em apenas 6 meses. 

Não podia acreditar no que eu estava passando. 

 

A Paciência

Entretanto, eu segurei firme e não vendi nenhuma ação.

Pacientemente, esperei o mercado se recuperar e a Bolsa chegou em 70 mil pontos em maio de 2010. 

Ou seja, voltou ao valor pré-crise dos subprimes.

In investments, patience usually pays off.

 

A Nova Postura

Passei a ficar muito atento às nuvens que iam se formando no céu. Ou seja, eventuais crises externas e/ou internas que pudessem causar novas quedas como a de 2008. Eu tinha certeza de que elas aconteceriam, como a história mostrou. 

 

A 2ª. crise: Europa

Foi em janeiro de 2010 que uma nova crise começou a se formar, a crise dos PIIGS (Portugal, Itália, Irlanda, Grécia e Espanha) da Europa. 

Esses países atingiriam endividamentos recordes frente ao PIB anual (estamos falando aqui de mais de 150%) e muitos credores, principalmente os investidores institucionais, passaram a vender seus títulos de dívida soberana com receio de um default, ou seja, de não pagamento, pelos países. 

O euro passou a se desvalorizar frente ao dólar e as ações europeias também, principalmente as dos bancos.

O processo levou uns 4 meses até atingir o Brasil, o que aconteceu em maio daquele ano.

Era mais uma crise mundial que não tinha relação com economia brasileira e, principalmente, com empresas e ações brasileiras, e que começava como se fosse algo apenas da região (Europa), mas que poderia impactar negativamente a bolsa brasileira. 

 

Jogada de Mestre

Como eu estava super ligado, já que gato escaldado tem medo de água fria, vendi toda minha posição de ações e de clientes em abril de 2010 ao redor dos 70 mil pontos do Ibovespa e do dólar a R$ 1,75.

Trocamos tudo por uma carteira diversificada com Selic/Renda Fixa em 12% a.a., dólar a R$ 1,75, fundos de ações que acompanhavam o Dow Jones dos EUA a 12, 5 mil pontos e ouro a R$ 78,80 o grama. 

Foi um movimento de mestre e, a partir daí, passei a ter uma carteira diversificada e à prova de crises.

 

A 3ª. Crise: Dilma

A crise dos governos Dilma I e II foi uma crise longa, lenta e dolorosa que envolvia tudo de ruim: recessão, desemprego, mentira, corrupção, Petrobras quase quebrando, etc. 

A descrença de investidores era tão grande que a bolsa brasileira recuou de 70 mil, em 2010, para 39 mil pontos em fevereiro de 2016, e o dólar foi de R$ 1,75 para R$ 4,00.

Só que eu e meus clientes assistimos a tudo isso de camarote, porque tínhamos uma carteira bem diversificada e anticrise, justamente a carteira que deu origem ao The Wealth Club, sem bolsa brasileira e com muito dólar, ouro, ações americanas e renda fixa. 

 

A Oportunidade de uma Década

Aí surgiu a oportunidade de uma década: em março de 2016, com a perspectiva real de impeachment de Dilma, era a hora de voltar a concentrar a minha carteira e dos clientes em ações brasileiras a preços de liquidação.

Vendemos dólar a R$ 4,00, reduzimos posição em renda fixa e ouro e compramos ações locais como: Petrobras PN a R$ 7,50 (hoje está R$ 28), Vale a R$ 12,50 (hoje está a R$ 84,50), Itaú a R$ 14,50 (hoje está R$ 31), Gerdau a R$ 5,00 (hoje está R$ 23,90) e outras, como Localiza, DrogaRaia, WEG e Duratex que multiplicam por 2x, 3x ou mais vezes.

 

E em 2020, o que você fez, Conde? 

Em janeiro de 2020, eu reduzi a posição em ações pela metade quando a Bolsa chegou a 118 mil pontos, porque o otimismo do mercado com novas reformas pós-aprovação da Previdência estava exagerado e o lucro que tínhamos obtido nas carteiras era altíssimo.

Depois, em fevereiro, quando começou a pandemia do COVID-19, fiquei olhando, analisando, estudando até que no dia seguinte do Carnaval, em 26/2, a Bolsa caiu 7%, de 113,6 mil pontos para 105,7 mil pontos. 

Era o aviso de que o negócio ia ficar feio. E aprendi que é bom respeitar o mercado em certas ocasiões. 

Recomendei a venda de mais 50% da posição em ações e compra de dólar e ouro. 

Ou seja, entre janeiro e fevereiro de 2020, reduzimos a parte da carteira em ações em 75%, ficando com apenas 25% e esperando a bolsa cair até cansar. 

 

A faca bateu com a ponta no chão

Eu sempre uso a metáfora do “enquanto a faca estiver caindo espere a ponta bater no chão senão você pode cortar a mão”. 

Bom, a faca bateu no chão no dia 23 de março, no início do isolamento social devido à pandemia, com o Ibovespa chegando a 63,5 mil pontos. 

Só que nunca se tem, na hora, a certeza de que aquele ponto é o mínimo. 

Aí eu esperei a Bolsa voltar a subir e se estabilizar num nível mais alto.

E isso aconteceu no início do mês seguinte, abril, com o Ibovespa em torno de 74 mil pontos, depois de ter ficado entre 70 mil e 77 mil por 2 semanas.

Pronto, era a hora de recomendar aos clientes para comprar de novo ações, voltar ao nível do início do ano e esperar uma recuperação.

 

A recuperação veio e bem forte

Hoje, 16 de dezembro, a bolsa está a 116 mil pontos no momento em que escrevo estas linhas, e a carteira de meus seguidores está subindo 31,5% num ano dificílimo em que a Bolsa está no zero a zero.

Todos estamos felizes e sorrindo.

E, agora, é a sua vez e sorrir e ganhar. 

Aqui na Inversa, estou estendendo o acesso às minhas instruções para um grupo maior de pessoas. Para que você tenha essa oportunidade, basta assistir aos vídeos de abertura do The Wealth Club. Entre aqui neste link.

Abraço,

Flávio Conde, CNPI

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