Inimigos do Investidor #3 - O que você acha que sabe, mas não sabe

André Barros, o "Money Maker" Publicado em 25/10/2019
5 min
Adquirir técnica é mais fácil do que domar emoções. Para descobrir o que ainda precisa ser trabalhado, você tem que responder três perguntas: O que você já sabe?; O que ainda não sabe?; O que acha que sabe, mas está errado?

Caro leitor,

Temos agora nosso “inimigo” claro: nós mesmos. E identificamos os tipos de armas que temos para lutar contra ele: técnica e comportamento.

É exatamente ao falhar nesses dois pontos que grande parte de nossa performance é perdida ao investir em ações. Vale também para outras classes de investimento, mas vamos nos concentrar em nosso terreno escolhido, o mercado acionário.

Perdemos mais por nossas falhas do que para essa cruel entidade conhecida como mercado – mais precisamente, o Sr. Mercado, esse bipolar, como já foi brilhantemente caracterizado por Benjamin Graham em seu livro “O investidor inteligente” (já fica aqui uma dica de leitura bem interessante).

Retire aqui sua cópia do livro 1929: a quebra da Bolsa de Nova York, por Ivan Sant'Anna.

Estar fundamentado e com bom controle sobre a parte emocional é o que reduz os riscos de entrar nessa bipolaridade do Sr. Mercado, que num momento está exultante de otimismo e em outro sofre de pessimismo agudo. Nem sempre terá razões reais (ou pelo menos que perdurem) para justificar esses extremos.

Aliás, o mercado também somos nós. Irônico que mesmo ao culpá-lo estamos também nos incluindo nessa responsabilidade. É também ao resistir a esses extremos do mercado que encontramos as maiores oportunidades de ganhos.

Técnica e comportamento. Falemos um pouco hoje sobre técnica. Começar a investir em ações é simples. Basta abrir uma conta numa corretora, transferir o dinheiro e colocar as ordens de compra.

As próprias corretoras irão lhe oferecer suporte e tutoriais que respondem as principais dúvidas, deixando tudo pronto para você colocar suas ordens. Já começar a ganhar com ações não é tão simples assim.

Pode até parecer fácil quando a sorte entra em jogo, ou quando o mercado está favorável, mas o ganho no longo prazo demanda algo além de simplesmente saber entrar no homebroker e colocar as ordens.

É a parte técnica que precisamos, mesmo que num nível mais básico, desenvolver. Ela também pode ser uma armadilha para nosso desempenho, nos levando a perder para nós mesmos.

A boa notícia é que ela é mais fácil de ajustar do que a parte comportamental. Demanda atenção para identificar os erros – prejuízos são uma boa dica, mas não a única – e tempo para assimilar o conhecimento que fazia falta. Mas uma vez corrigido, tende a ser uma página virada em sua jornada de investidor.

A má notícia é que nossa tendência é pular essa etapa. Seja por não buscarmos os porquês de nossos erros, ou simplesmente porque buscamos os caminhos mais fáceis, seguindo dicas sem tentar entender o que as embasou.

É difícil conviver com erros e dá trabalho ir atrás de suas correções. É muito mais fácil seguir para a próxima. Entrando na parte técnica, iremos refletir sobre três questões:

- O que já sabemos?

- O que ainda não sabemos?

- O que achamos que sabemos, mas estamos errados?

Vou falar sobre esses três pontos na próxima edição, mas deixo, desde já, o convite para você refletir sobre cada um. A terceira pergunta é um pouco mais complicada de responder. Se você achar realmente muito difícil, tente, ao menos, responder as duas primeiras.

Na próxima edição, vou mostrar como responder a essas perguntas pode ajudar você a não perder o jogo para o seu maior inimigo. Você sabe de quem estou falando.

André Barros (Money Maker)

Se você está se perguntando como será do futuro, eu vou te mostrar… Saiba aqui.

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