Inimigos do Investidor #22 - A preparação sempre ocorre antes

André Barros, o "Money Maker" Publicado em 19/08/2020
1 min
Devemos inexoravelmente conviver com a imprevisibilidade do mercado que, de uma forma ou outra, sempre nos dará sustos

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Nota do editor: nos próximos minutos, André Barros vai te mostrar como inexoravelmente nós convivemos com a imprevisibilidade do mercado. Aproveito o espaço para alertar investidores de ações sobre esta ação em 2020.

Olá!

Aqui é o André Barros, o Money Maker.

Queria puxar para a nossa conversa de hoje um gancho interessante: na segunda-feira aqui no Brasil os mercados caíram, na contramão das bolsas lá fora com tendência positiva. 

Basicamente, o que nós vivemos foi um dia de tensão em relação a notícias, rumores e boatos, em uma agenda marcada entre o presidente da República e o ministro da Economia.

Adiciona-se a isso a turbulência da semana anterior, quando duas pessoas-chave do ministério de Paulo Guedes haviam saído.

Na segunda-feira, o rumor que seguia era que Paulo Guedes estava com sua carta de demissão pronta e em breve comunicaria o presidente.

Quem sabe então aquelas reuniões já tratavam desse tema? Talvez até tratassem. Talvez, no momento em que você lê a newsletter, a história tenha evoluído e Paulo Guedes tenha realmente saído do governo.

Ou talvez não.

Talvez ele esteja tocando sua agenda de reformas como se nada tivesse acontecido.

 

Foque no longo prazo, esqueça ruídos efêmeros 

O que eu gostaria de comentar com você não é a figura de Paulo Guedes, ou o que aconteceu com o presidente da República. 

Mas sim, a absoluta realidade que temos que conviver: os mercados avançam em meio a riscos, em meio a rumores, em meio a notícias que podem ou não se confirmar, que podem ser desmentidas hoje e confirmadas daqui alguns dias.

O fato é que nós, para conseguirmos comprar bons ativos, que entendemos ter bom valor com preços descontados, devemos trazer junto o risco, a incerteza. 

De outra maneira, nós nunca conseguiremos ter a famosa margem de segurança, ter o espaço para o nosso retorno.

Como investidores, eu gosto daquela frase de Benjamin Graham, mentor de Warren Buffett e pai do Value Investing: “o maior inimigo do investidor é ele mesmo”.

O Value Investing foca no retorno das ações no longo prazo pela diferença entre a avaliação do mercado e quanto de fato a empresa vale, seu valor intrínseco.

Este método, criado pelos professores Benjamin Graham e David Dodd da Columbia Business School em 1934 e materializado através do livro “O Investidor Inteligente” de 1949, é seguido por milhares de investidores ao redor do mundo até os dias de hoje. 

Voltando para a máxima “o maior inimigo do investidor é ele mesmo”, nós temos que ter isso muito claro e muito consciente em nossas decisões.

A nossa jornada vai ser recheada de dúvidas, incertezas. Ao ter optado pelo mercado de renda variável – o próprio nome já te sugere isso, não vai ser uma constante, terão variações – nós estamos entendendo também que incorporamos riscos para termos o benefício do retorno.

Agora, nós não nos preparamos para estas eventualidades nos dias em que acontecem. Não é em um Joesley Day que você se protege. Não é um dia que o Brasil cruza 1.000 mortes com o Covid-19 que você vai se proteger. 

Não é no dia que corre um rumor de que um ministro vai sair do governo, ou que o ex-ministro da Justiça Sergio Moro faz uma coletiva de imprensa para fazer acusações e sair do governo. 

 

Compre guarda-chuva em dias de sol

Esses eventos são por sua natureza, em grande parte, imprevisíveis. Se você está preparado, com as ferramentas tradicionais ao seu dispor (diversificação, alocação correta, poder contar com o tempo a seu favor, possibilidade de esperar, escolher boas empresas), estará mais resguardado.

Tais fatores garantem que, em um evento inesperado – e acredite em mim, serão vários deles na nossa caminhada – você poderá olhá-los não como o fim do mundo, mas sim como uma grande oportunidade que se abre para você reforçar a sua alocação.

Neste momento é importante que você tenha caixa disponível. Durante os bons momentos, as fortes altas, ele é um peso. Afinal de contas, ou ele está rendendo zero, ou a taxa Selic (hoje muito próxima de zero). 

A mensagem principal que quero trazer hoje na nossa newsletter, aproveitando este evento recente do rumor da saída do Paulo Guedes, é que você não se prepara para um evento negativo quando ele acontece: você considera sua imprevisibilidade e está sempre preparado para a chegada deles. 

Quando você estiver lendo este texto, pode ser que tenha estourado uma outra bomba no mercado. Pode ser que daqui três dias apareça uma. 

Se elas vão vir de fora, se elas serão geradas em Brasília, se elas vão ser geradas dentro de uma empresa que você acreditava ser confiável e aí ela abre o armário e, de repente, expõe alguns esqueletos, isso nós não temos como saber. 

Mas nós temos certeza que esses eventos vão acontecer. Ainda mais se você for um investidor com perspectiva de longo prazo.

Se você entrou para uma aventura de dois ou três dias – o que não deveria ser o caso, talvez isso não te preocupe. 

Ou melhor, isso talvez te preocupe ainda mais: pode ser exatamente neste dia da sua entrada no mercado que essa surpresa apareça. 

Deixo aqui meu convite à reflexão: você está preparado para o próximo susto que o mercado vai lhe oferecer?

Vamos juntos?

Um abraço,

André Barros

O mercado entrou novamente em um período de volatilidade alta. Nosso objetivo na calculadora: te entregar 12% ao mês operando apenas 2 ações. Dá uma olhada aqui e me diga o que acha. 

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