Você conhece o gestor que é considerado um dos maiores gênios da Bolsa?

5 min
Pedro Cerize, o maior gestor do Brasil

Oi.

Muito prazer. Meu nome é Pedro Luiz Cerize.

Nasci em São Sebastião do Paraíso, Minas Gerais. Filho mais velho de uma família de sete irmãos, vivi na fazenda até os sete anos de idade. Era uma vida simples, sem luz elétrica na casa, sem TV, só o rádio a pilha e com muita atividade física. Ainda me lembro dos cheiros e sensações daquela época.

Fui alfabetizado em casa pela minha mãe, uma verdadeira heroína. Não falo isso por acaso: assumiu como missão de vida educar os filhos – os sete fizeram faculdade, algo extremamente raro à época.

Nunca fui muito comportado, mas tirava notas boas e, apesar de causar certo tumulto, não era desrespeitoso com as professoras.

Aos 17 fui estudar em Ribeirão Preto, São Paulo. Dado o enorme sacrifício financeiro feito pelos meus pais, eu tinha exatamente um ano para passar no vestibular numa faculdade pública. Não havia outra chance. Acabei aprovado na Poli e na FGV.

Comecei a cursar as duas e só optei pela FGV depois de conseguir uma tão sonhada bolsa de estudos. E consegui me graduar em 1991, num período extremamente conturbado na economia. Inicialmente poderia ser trainee na Gessy Lever (futura Unilever) com um salário próximo a 2.000 dólares, ou, continuar na Socopa, uma corretora em que eu fazia estágio, ganhando 600 dólares ao mês.

Quando assisti a uma palestra com meu plano de carreira numa multinacional, optei pela Socopa. A estabilidade me assustava.

Comecei a minha vida profissional numa Bolsa de terra arrasada, após o confisco do Plano Collor. Assisti ao pessimismo absoluto, à recuperação de preços, promessas de privatização, impeachment, reformas, Plano Real e eleições. À noite, eu fazia meu MBA no IBMEC e pensava em estudar fora um dia.

“Mas, afinal, onde isso tudo vai chegar?”, você pode estar se perguntando...

É que cada uma das experiências que vivi explicarão muito do profissional de finanças que me tornei. E servem de base para muitas das minhas decisões de investimento que se provaram mais acertadas.

Aprendi, por exemplo, que não é fácil optar pela independência e por seguir minhas próprias convicções. São escolhas das mais sacrificantes, mas as recompensas fazem valer cada esforço aplicado nessa grande prova de resistência que é o mercado financeiro.

Enquanto conseguia alguns clientes, operava para mim mesmo, usando o que eu achava ser uma análise fundamentalista. Eu olhava os balanços das empresas enquanto todos só liam o jornal e analisavam gráficos.

Em 1994, optei por continuar operando na física alavancado. FHC tinha sido eleito e o futuro parecia brilhante. Mas surgiu uma crise no México e seus impactos foram sentidos aqui. Foi um período de grande aprendizado. Ao mesmo tempo em que lutava contra o pessimismo do mercado, consegui terminar meu segundo MBA e perdi tudo em quatro meses.

Recomecei na Fator Corretora, atendendo alguns fundos e fundações. Era a vanguarda da gestão de ações no Brasil. No inicio de 1997, fui convidado a assumir a administração dos fundos de ações da casa e assim iniciei minha carreira como gestor de recursos.

Poderia ter optado mais uma vez pela estabilidade, mas um desafio ainda maior se apresentou: o topo da cadeia alimentar da Bolsa na época, como trader no Banco BBA-Creditanstalt. Sim, as tesourarias dos bancos de investimento, local dos mais agressivos, bem informados e bem remunerados profissionais do mercado.

Meu chefe mantinha um ambiente desafiador, de disciplina de risco e de processo de decisão. Foi uma época de intensa volatilidade, com crises na Ásia, Rússia, desvalorização cambial no Brasil e a bolha de internet no Nasdaq.

Ao final de 2000, tive meu melhor resultado e decidi que era hora de arriscar e iniciar meu próprio negócio. Era isso que acontecia lá fora e seria questão de tempo para que o movimento chegasse ao Brasil.

Conversei com um gestor de sucesso na época, Luis Stuhlberger, e houve uma conexão imediata. Ele precisava de alguém com mais conhecimento de Bolsa e, junto com a Hedging Griffo, iniciamos uma parceria de sucesso.

Fundei a Skopos e nos últimos 15 anos tenho vivido os altos em baixos da carreira de gestor independente. Nessa fase, além de um participante do mercado, mergulhei diretamente no mundo real, participando do conselho de administração de várias empresas dos mais variados setores.

Foi uma estrada de mão dupla, onde o conhecimento de mercado e do mundo real se chocam e se completam.

O esporte, em especial a competição de triathlon Ironman, também está presente na minha vida e me trouxe alguns aprendizados não só sobre atingir os meus limites físicos, mas também para o meu mundo de investimentos.

Em uma prova tão longa, a dor vai se instalando aos poucos, mas em algum momento, especialmente na corrida, seu corpo pede para diminuir. Ao negar, você tem que abraçar a dor e encará-la como uma companheira que sempre aparece nessas horas e que nada diferente está acontecendo.

O mundo dos investimentos não é distinto. Quando você tem convicção em um investimento e o papel cai, você sofre e precisa abraçar e encarar o sofrimento como companheiro testando seus limites cognitivos e emocionais.

Pois bem... Acho que agora, além de usar esses aprendizados para tentar ganhar dinheiro pra mim e meus cotistas, com a experiência que esses anos me trouxeram, posso ajudar você a seguir o seu caminho no mundo dos investimentos.

Esta não será uma estrada reta para a simples riqueza material absoluta e sem sofrimento, mas um caminho experimental de teste de teorias e hipóteses sobre o mundo real e seus impactos nas finanças.

Por isso, gostaria de dar as boas-vindas a você. E reafirmar o meu compromisso de manter a capacidade de pensar de forma independente, de tentar sair do óbvio e consensual. De testar os limites ao máximo, buscando ajudar pessoas inteligentes a seguir o seu caminho no mundo dos investimentos.

Conte comigo nessa tarefa.

Pedro Cerize

A Inversa é uma Casa de Análise regulada pela CVM e credenciada pela APIMEC. Produzimos e publicamos conteúdo direcionado à análise de valores mobiliários, finanças e economia.
 
Adotamos regras, diretrizes e procedimentos estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários em sua Resolução nº 20/2021 e Políticas Internas implantadas para assegurar a qualidade do que entregamos.
 
Nossos analistas realizam suas atividades com independência, comprometidos com a busca por informações idôneas e fidedignas, e cada relatório reflete exclusivamente a opinião pessoal do signatário.
 
O conteúdo produzido pela Inversa não oferece garantia de resultado futuro ou isenção de risco.
 
O material que produzimos é protegido pela Lei de Direitos Autorais para uso exclusivo de seu destinatário. Vedada sua reprodução ou distribuição, no todo ou em parte, sem prévia e expressa autorização da Inversa.
 
Analista de Valores Mobiliários responsável (Resolução CVM n.º 20/2021): Nícolas Merola - CNPI Nº: EM-2240

Conteúdo protegido contra cópia