Gritty Investor #31 - Mensagem ao grupo da família

Pedro Cerize Publicado em 08/12/2017
3 min
Mais liberdade, menos imposto

Gritty Investor

Oi.  

Participar desse grupo sempre foi uma forma de sentir que, apesar da distância, continuamos juntos, ainda somos uma família. Vejo as fotos das festas de aniversário, dos primos, dos filhos dos primos que estão nascendo, dos tios ficando mais velhos... E sinto que nunca saí de verdade de São Sebastião do Paraíso. Nem as intermináveis mensagens de “Bom Dia!” tiram a alegria de fazer parte desse grupo.

Mas, nos últimos anos, quase que imperceptivelmente, a política tem tomado cada vez mais espaço nessas mensagens. No começo eram as piadas sobre a Dilma, a maior comediante de improviso que o Brasil já viu. Quando começaram os movimentos pelo Impeachment deu para sentir que o nosso envolvimento com o que acontecia na política passou a ser um tema recorrente. Isso me fez acreditar que finalmente nós, que trabalhamos, saímos da nossa rotina diária e passamos a dar mais atenção aos absurdos que estavam acontecendo no Brasil. 

Muitos aqui sofreram na pele os efeitos das políticas equivocadas dos governos corruptos de esquerda. Uma coisa é ver algo ruim acontecer de longe. Mas quando essas coisas ruins chegam perto nós mesmos, não dá pra escapar desse sentimento de revolta. Dá raiva ver tudo que fizeram e o mal que isso nos causou.

Mais recentemente, outro movimento começou a acontecer nesse grupo. O apoio a Bolsonaro para presidente. Vou falar sobre isso porque sei que aqui somos todos próximos e, por isso, não vou sofrer ataques de ódio de quem ousa ser contra ele. Na verdade nem vou falar contra. Só vou lembrá-los de quem somos nós. De onde viemos. Quais são nossos valores... E que ele não representa esses valores. 

Acho que a origem da admiração por Bolsonaro vem da raiva contra o que está aí. Contra o discurso do politicamente correto. Contra a política de criação de cotas raciais. Pela exaltação exagerada das formas alternativas de orientação sexual. Pela tentativa de desmoralizar a família como local de formação de valores e crenças. Querem levar para o Estado um modelo socialista com a função de educar nossos filhos. Querem proteger os bandidos assassinos sob a ótica vitimista de que eles não tinham alternativa a não ser a vida no crime.

Nossa família é um exemplo vivo de que estudo, trabalho e perseverança podem, mesmo no Brasil, fazer as pessoas melhorarem de vida. Lembro-me de como era simples nossa vida há 40 anos. Quando aquelas viagens para Ubatuba, no litoral de São Paulo, eram uma aventura que exigiam planejamento e um considerável esforço financeiro de nossos pais. Viajar para o exterior só o Tio Venuto, que foi pra Espanha na Copa de 82. Estudo, trabalho e perseverança não mudaram a vida de uma pessoa – esse modelo funcionou para todos.

Tudo na natureza se comporta em ciclos. Já na Bíblia falavam de sete anos de vacas magras seguidos de sete anos de vacas gordas. A imagem do pêndulo não me sai da cabeça quando tento descrever o fenômeno atual. O pêndulo político virou. Atingimos o ápice ao reelegermos Dilma em 2014. Eleger Bolsonaro é colocar o pêndulo no extremo oposto. Eleger Bolsonaro é antecipar a volta da esquerda ao poder. E não se enganem: quanto mais à direita se mover o pêndulo, mais a esquerda vai reagir na direção oposta. Ao invés de Lula, um pseudo-esquerdista caudilho, sindicalista pelego que negocia para se manter no poder, vamos ter que enfrentar um Guilherme Boulos e seus comparsas do MTST. Bolsonaro não vai fracassar porque é de direita. Ele vai fracassar porque acredita que é com mais Estado que vamos resolver nossos problemas. E quando essa política falhar de novo, como sempre falha, a culpa vai ser da “direita” e a solução dos raivosos vai ser correr para a esquerda. Um político que cresce com a raiva da esquerda vai sair quando as pessoas tiverem raiva da direita.

Particularmente, eu gosto do que o Bolsonaro faz com a esquerda. Ele escancara toda a hipocrisia dessa turma e não se omite diante da corrupção. Mas nem por isso vou votar nele no primeiro turno. Se você acha que não tem opção vou lhe apresentar uma, de uma pessoa que conheço pessoalmente por que trabalhei com ele no BBA-Creditanstalt. Ele é o João Amoêdo, do Partido Novo. Ele não é banqueiro, não. Era bancário como eu. Ganhou dinheiro trabalhando e, por coincidência, praticava triátlon nos anos 90. Teve uma experiência pessoal (doença) que criou nele o desejo de fazer algo maior. Nunca explorou isso na política, o que diz muito do seu caráter. Acredito que ele quer criar um pensamento liberal na política do Brasil. Vai ser confundido com direita, por que é isso que todos fazem. Defender menos Estado é ser de direita. Na verdade, ele quer trazer para o individuo a responsabilidade pelo país. Mais liberdade, menos Estado, menos impostos e mais responsabilidade individual. 

Ele pode não ser uma pessoa conhecida, nem um político carismático e lacrador nas redes. Mas garanto a vocês que esta é uma oportunidade única para o país. Precisamos parar de tentar eleger pessoas e passar a eleger ideias. Deixe o Bolsonaro pro segundo turno. No primeiro, eu vou no melhor. Não deixe a nossa esquerda voltar cedo demais ao poder.

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