Global Investor #19: Cinco razões para apostar contra o S&P 500

Marink Martins Publicado em 09/09/2021
6 min
Hoje, falarei sobre as cinco razões para apostar em uma queda no índice S&P500. O tempo é um fator crucial e é importante enaltecermos o aspecto tático dessa sugestão.

Retire aqui R$ 1.092,16 de desconto

A carteira de recomendação de criptomoedas capitaneada por Ray Nasser, especialista internacional e minerador, tem dado muito lucro aos nossos assinantes. Acabamos de liberar um desconto de R$ 1.092,16 para você ter acesso à Crypto Evolution, série em que a carteira está disponível + 7 dias de garantia para assinar e experimentar tudo sem compromisso. Libere seu acesso.


 

Olá, investidor e investidora!

Hoje, falarei sobre as cinco razões para apostar em uma queda no índice S&P500. O tempo é um fator crucial e é importante enaltecermos o aspecto tático dessa sugestão.


Expectativas na elevação do custo do dinheiro


As três primeiras razões dessas cinco estão relacionadas a um eventual aumento nas taxas de juros dos Estados Unidos. Esse aumento já está ocorrendo e podemos observar que as taxas de 10 anos, nos EUA, saíram de 1.25% para 1.37%. A taxa de 10 anos de título alemão saiu de -0.50% para -0.30%. 
E existem forças que contribuem para esse movimento, que, em tese, deverá afetar negativamente os ativos de longa duração. 

Quais são esses ativos?

São os ativos associados à tecnologia e às grandes expectativas tecnológicas dos Estados Unidos e do resto do mundo. Ativos que estão negociando 10 vezes mais o valor de mercado, logo, são mais vulneráveis a qualquer aumento nas taxas de juros. 

E quais são as razões? 

Em primeiro lugar, a questão da TGA (Treasury General Account), uma questão recorrente em discussões. O saldo que a conta do tesouro nacional dos EUA mantém no Fed; em tese, seu valor deve ser de 700 bilhões, mas ele já está abaixo de 300 bilhões.

O presidente Biden fez uma iniciativa, o stop cap measure, para tentar solucionar o problema e evitar um possível declínio do governo dos Estados Unidos. No passado, isso já foi um problema e esse é um tema que poderá afetar os mercados negativamente. 

Em segundo lugar, temos o tapering para acontecer nos EUA e na Europa. Muito se fala sobre essa redução dos estímulos dos EUA; o Banco Central norte-americano vem comprando 120 bilhões de dólares em ativos. Porém, pouco se discute que o Banco Central europeu vem fazendo o mesmo.

Na Europa, existe o PEP, um programa de estímulos associado aos problemas da pandemia; ele está previsto para vencer em fevereiro de 2022. 

Contudo, temos uma narrativa negativa que envolve os novos estímulos. Os estímulos continuarão, mas eles perderão forças. E a margem é o que realmente afeta o mercado. 

Quem irá comprar amanhã? 

Obviamente, o Fed e o Banco Central europeu irão continuar comprando, mas com um ímpeto menor. 

E em terceiro lugar, temos a casa de pesquisa Gavekal, que fala sobre um novo ciclo de investimento que está para ocorrer nos EUA, reposição dos estoques e também muito investimento em capital fixo, o famoso CAPEX. 
Esse processo faz com que as taxas de juros para o segmento corporativo suba um pouco. 


O colapso da segunda maior construtora chinesa: o caso Evergrande!


O quarto argumento está associado com o caso Evergrande. Por aqui, pouco se discute sobre, mas é a segunda maior construtora da China, que vem negociando seus títulos de renda fixa, a 20%, 30%, 40% o valor de face. Uma empresa com um endividamento expressivo. 

Uma das razões pela qual isso não tenha notoriedade na mídia, talvez, é porque o câmbio chinês permanece estável em relação ao dólar. Notamos reclusão na China e as ações caíram bastante, entretanto, a renda fixa e o câmbio se mantêm estável, e as transformações que estão em curso na China são de aspecto positivo. 

A certeza é que o caso Evergrande está provocando perdas para diversas instituições financeiras.


Argumento mais lúdico, de natureza mais conspiratória


Quinto e último argumento, esse um pouco mais de natureza conspiratória e tem a ver com um evento que ocorreu no auge da bolha do Nasdaq. Bill Gates, o CEO da Microsoft, a empresa mais inovadora da época, abandonava o cargo e passava o chapéu para Steve Ballmer.
Algo similar aconteceu com uma das empresas mais inovadoras da época: a Amazon viu seu fundador, Jeff Bezos, passando o seu posto para Andy Jassy. E a dúvida é se esses dois eventos possuem alguma conexão. 

Com certeza esse é um dos argumentos mais interessantes para uma boa discussão!

Essa foi a Global Investor de hoje, espero que tenha gostado!

Um abraço,

Marink Martins.
 

A Inversa é uma Casa de Análise regulada pela CVM e credenciada pela APIMEC. Produzimos e publicamos conteúdo direcionado à análise de valores mobiliários, finanças e economia.
 
Adotamos regras, diretrizes e procedimentos estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários em sua Resolução nº 20/2021 e Políticas Internas implantadas para assegurar a qualidade do que entregamos.
 
Nossos analistas realizam suas atividades com independência, comprometidos com a busca por informações idôneas e fidedignas, e cada relatório reflete exclusivamente a opinião pessoal do signatário.
 
O conteúdo produzido pela Inversa não oferece garantia de resultado futuro ou isenção de risco.
 
O material que produzimos é protegido pela Lei de Direitos Autorais para uso exclusivo de seu destinatário. Vedada sua reprodução ou distribuição, no todo ou em parte, sem prévia e expressa autorização da Inversa.
 
Analista de Valores Mobiliários responsável (Resolução CVM n.º 20/2021): Nícolas Merola - CNPI Nº: EM-2240

Conteúdo protegido contra cópia