Small Caps: comece a investir agora nas pequenas da Bolsa

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Conheça tudo o que realmente importa sobre ações small caps e comece a investir agora nas pequenas (e lucrativas) da Bolsa.

Oi, leitor(a).

Se você está iniciando no mundo dos investimentos agora, provavelmente ainda tem muitas dúvidas sobre como escolher a melhor classe de ativos para a sua carteira.

Mas não é para menos, com tantas opções que permeiam o mundo dos investimentos, às vezes fica difícil filtrar o que realmente importa para você começar a ganhar dinheiro no mercado de ações.

Neste guia, vou te explicar exatamente tudo que você precisa saber para começar a investir em ações small caps, termo que vem do inglês para definir as pequenas empresas da bolsa, responsáveis pelo sucesso de muitos investidores.

Vamos lá?

 

O que são Small Caps?

Quando você pensa em empesas listadas na Bolsa de Valores, é muito provável que o nome de grandes empresas, como a Petrobras, Vale e Ambev, sejam os primeiros a vir em sua cabeça. Mas as empresas listadas na bolsa vão muito além dessas gigantes.

As small caps, como são conhecidas as empresas menores e com baixa liquidez (facilidade com que um ativo pode ser convertido em caixa) comparadas às grandes empresas da bolsa, são caracterizadas como aquelas empresas cujo valor de mercado estão abaixo de R$ 10 bilhões.

Mas, apesar de menores, estas empresas possuem um grande potencial de valorização no longo prazo, sendo responsáveis pelo sucesso de investidores como o bem-sucedido Warren Buffet, que alcançou parte de sua fortuna investindo nesse tipo de ativo.

Entretanto, apesar dos retornos exponenciais, ações small caps também são conhecidas por apresentarem um risco maior para os investidores. Afinal, é preciso lembrar que não há grandes retornos sem risco.

 

Classificação

Como não há uma regra, a classificação do que é uma small cap pode variar de especialista para especialista, mas, de modo geral, o conceito mais utilizado para classificá-las é através do seu valor de mercado:

 

  • Valor de mercado ou market cap

Embora haja divergências, poderíamos dizer que uma small cap seria a categoria de empresas com um valor de mercado abaixo de R$ 10 bilhões. Ou seja, se multiplicarmos o valor das ações pelo número de ações de uma companhia, e esse valor resultasse em algo inferior a 10 bilhões de reais, teríamos, grosso modo, uma small cap.

Alguns agentes de mercado mais puristas poderiam ressaltar que uma small cap de verdade se limita a um valor de mercado entre R$ 300 milhões a R$ 2 bilhões. De R$ 2 bilhões até R$ 10 bilhões, se encontrariam as small caps mais parrudas, apelidadas carinhosamente de mid caps. Abaixo de R$ 2 bilhões estariam as micro caps, empresas bem pequenas. Acima de R$ 10 bilhões, por sua vez, se encontram as large caps, ou blue chips, como Vale, Itaú, Petrobras e Bradesco.

Desse modo, temos nosso primeiro critério de seleção, diminuindo o universo da Bolsa para empresas com market cap inferior a R$ 10 bilhões.

 

Vantagens e Desvantagens

 

  1. Liquidez

Apesar dos altos retornos possibilitados pelos investimentos em ações small caps, a baixa liquidez nesse tipo de ativo deve ser um ponto de atenção para os investidores.

Entende-se liquidez como a facilidade de comprar ou vender um determinado ativo, ou seja, liquidez é a capacidade de transformar um ativo em dinheiro novamente.

Se uma ação for pouco líquida e o investidor quiser vendê-la, pode encontrar dificuldade de achar um novo comprador, já que esses ativos são menos conhecidos e procurados.

Justamente por isso, ações menos líquidas são muito mais sensíveis às variações de sua demanda. Um aumento abrupto pela procura de uma small ou micro cap é muito mais evidente do que em uma large cap, causando variações gritantes nos preços. 

Sendo assim, isso nos leva a outra característica importante: a volatilidade.

 

  1. Volatilidade

Não dá para negar, para aplicar em small caps é preciso ter estômago. Isso porque a volatilidade é grande.

Basicamente, a volatilidade é o quanto o preço de um ativo varia ao longo do tempo. Quanto mais ele oscila, com picos mais altos e vales mais baixos, mais volátil.

No caso das small caps, a baixa negociação e o tamanho da companhia fazem com que os preços das ações variem bastante e com frequência.

 

  1. Operação

Por se tratar de empresas menores, a aplicação nesse tipo de ativo pode ser considerada, muitas vezes, um ato especulativo, em uma aposta de crescimento da companhia no longo prazo.

Entretanto, companhias pequenas podem encontrar maior ou menor facilidade de consolidação, a depender do segmento em que atuam.

Como momentos de crises são mais sensíveis e elas são mais suscetíveis a sucumbir, consequentemente se tonam um investimento de maior risco.

Mas não se preocupe, com o especialista certo ao seu lado, esse risco é mínimo.

 

Como selecionar as ações?

 

1.  Seleção geral

O primeiro passo para começar a montar a sua carteira de ações small caps é fazer uma seleção geral de empresas que se enquadram naquilo que defini acima como uma empresa small cap.

Feito isso, você deve retirar as empresas cujas práticas considera inaceitáveis, independente do preço, como alguns fazem ao analisar o impacto social e ambiental da empresa ou o histórico de sua governança corporativa.

Desse filtro, separe dois grupos: aquelas empresas que te interessam mais e aquelas que podem vir a interessar, a depender do contexto da companhia.

O último filtro a ser aplicado para separar as empresas é escolher as que não estão aparentemente caras demais, e, portanto, oferecem maior espaço para valorização. Esse primeiro estudo de valor é feito normalmente através do exame dos múltiplos da empresa e da comparação com os múltiplos de outras companhias.

 

2. Caminho macro ou micro

A partir daí, você pode utilizar dois métodos de estudo:

i) bottom-up, que consiste em uma estratégia de ordenação de conhecimento de baixo para cima, em que escolhemos a empresa pelo histórico operacional dela,  seu crescimento projetado, a confiança na gestão e gatilhos intrínsecos como possível fusões, aquisições e afins;

ii) e top-down, cuja estratégia consiste em uma ordenação do conhecimento de cima para baixo, analisando o cenário macroeconômico e setorial para nortear uma análise mais minuciosa dos ativos. 

 

3. Financeiro

Hora de olhar o balanço e o histórico da companhia. Questionar sua operação, avaliar sua dívida e o fluxo de caixa.

A partir daqui, já temos um valuation, ou seja, uma estimativa de quanto a companhia vale de forma mais precisa.

 

4. Mapeamento de riscos 

Como nenhuma tese de investimento é indestrutível, esta etapa consiste em investigar e mapear as imperfeições na tese e os possíveis riscos de se aplicar recursos em um determinado ativo, sejam eles macroeconômicos ou microeconômicos, e refletir se você está disposto a correr estes riscos.

 

5. Conversando com o RI (Relação com Investidores)

Se a companhia passou por todas as etapas anteriores, é chegado o momento de conversar com quem está por trás da empresa para esclarecer possíveis dúvidas.

E pronto, partindo dos preceitos acima, já é possivel identificar os melhores investimentos em small caps para a sua carteira.

Entretanto, se você está começando agora, aconselho a você que busque as indicações de profissionais experientes nesse tipo de investimento.

Aqui na Inversa, por exemplo, temos o Leonardo Pontes, estrategista em ações small caps, que possui mais de 23 anos de experiência no mercado e pode te ajudar na escolha das melhores opções dentre as pequenas da bolsa.

Para conhecer a série Small Premium Caps, basta clicar no botão abaixo:

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Afinal, faz toda a diferença começar a investir com quem já entende do assunto.

 Bom, por hoje é só.

Espero que este guia tenha esclarecido suas dúvidas.

Um abraço,

Thainá Psevucki

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