Tudo o que você precisa saber para começar a investir agora

Neste guia, vou ensinar a você, simples e didaticamente, a história da economia até os dias de hoje. Vou passar pelos conceitos de inflação, juros, como surgiu a Bolsa de Valores e muito mais. Assim, você terá uma base sólida para não apenas investir, mas entender no que está investindo e, dessa forma, tirar mais proveito (e lucros!) dos valiosos insights de nossos gurus.

Oi!

Acredito que, se você está aqui, tomou a importante decisão de mudar sua vida financeira. Meus parabéns.

E, inversamente ao que você talvez possa pensar, estudar investimentos não é um assunto complicado. Pelo contrário!

Pode ser muito prazeroso e interessante. E fascinante.

Mas, antes de começar a “por a mão na massa”, é importante entender como surgiu tudo isso e a explicação e conceitos detrás dos muitos tipos e categorias de investimentos disponíveis no mercado.

Afinal, para começar a entender qualquer assunto, é importante criar uma base de conhecimento para ajudar você a evoluir no aprendizado, não é?

Um médico cirurgião não aprende seu ofício ao fazer a primeira operação, ele estuda e dedica tempo a isso antes de colocar em prática.

Mas calma, você não precisará de seis anos de estudo para começar a investir. Foi apenas um exemplo.

Dedicando, no máximo, meia hora por dia (ou até menos!), você poderá em breve começar suas primeiras aplicações.

E minha missão é facilitar isso ao máximo.

Bom, feita essa introdução, gostaria de convidar você a viajar ao passado pelas próximas linhas.

 

O ano é 600 a.C.

Por muitos anos, não existia dinheiro. Você talvez já tenha estudado isso em história. Tabaco, sal, couro, tudo isso já foi moeda. As primeiras moedas, tal como as conhecemos hoje, peças (normalmente de metal) como reserva de valor surgiram em uma cidade chamada Lídia, na atual Turquia, aproximadamente em 600 a.C.

Até então, não existia uma moeda controlada pelo governo.

E, da necessidade de guardar essas moedas em segurança, surgiram os bancos. Ao guardar suas moedas, os clientes precisavam de uma garantia, algo informando o valor depositado.

Então, os negociantes emitiam recibos escritos informando a quantia guardada.

Com o tempo, o próprio recibo começou a ser utilizado como moeda de troca, surgindo assim o papel-moeda.

Mas tinha um problema: as moedas eram cunhadas em ouro e prata. Então, uma vez que a o metal precioso se esgotava, era necessário encontrar outra mina. Desta maneira, a quantidade de moedas no mercado diminuía e a economia desacelerava.

Afinal, sem dinheiro, as pessoas compram menos.

Hoje não é diferente.

Quando isso acontece, o Banco Central pode aumentar a oferta de dinheiro/papel moeda na economia. E existem várias formas de fazer isso. Uma delas, por exemplo, é reduzir a taxa básica de juros para estimular empréstimos, fazendo com que mais dinheiro circule.

Ao mesmo tempo, o governo pode, por exemplo, criar uma nota de R$ 200,00, aumentando a oferta de moeda em poder do público, ao mesmo que reduz o custo de sua emissão, pois ao imprimir uma nota de R$ 200, evita-se a emissão de duas de R$ 100.

Isso nos leva a outro tópico, essencial para você entender melhor os investimentos sugeridos pela Inversa...

 

Conceitos Básicos de Economia e Investimentos

Nós estamos diariamente em contato direto com termos econômicos. Seja ao ler ou assistir as notícias, pode notar que você sempre é impactado por palavras como Selic, PIB, juros, inflação etc.

Você pode não saber, mas esses conceitos influenciam todos os aspectos da sua vida, seja na ida ao supermercado ou nos rendimentos dos seus investimentos ao final do mês, por isso, é importante que você saiba como cada um pode impactar o seu dia a dia.

Então, vamos lá!

 

Taxa de Juros

A taxa de juros corresponde ao custo do dinheiro emprestado ou aplicado, ou seja, é o valor de remuneração do empréstimo de uma quantia por um determinado período.

Quem estabelece o percentual previamente acordado da taxa de juros sobre o valor aplicado é o credor, aquele que irá fornecer o dinheiro emprestado.

Os valores da taxa de juros podem variar de acordo com a inflação, o risco da aplicação ou o período do empréstimo, entre outros.

Para os contratos de empréstimo no Brasil, por exemplo, temos a taxa básica de juros, a Selic, como referência de curto-prazo, sendo esta definida pelo Banco Central.

 

Selic

Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom), a Selic é o principal instrumento de política monetária no Brasil e serve para equilibrar a dinâmica do mercado de bens e serviços com a oferta/demanda por moeda, justamente aquela situação que exemplifiquei no começo, para o caso de aumento da demanda por moeda e diminuição da taxa de juros para incentivar o consumo e investimento pelas famílias.

É por meio dessa taxa que o Banco Central do Brasil tenta controlar a inflação e a atividade econômica do país.

 

CDI

Assim como a Selic é resultante de operações envolvendo títulos públicos, as operações no CDI também ocorrem dessa forma, mas com os títulos privados.

Sigla para Certificado de Depósito Interbancário, o CDI, ou taxa DI, é a média dos juros que um banco cobra de outro banco no mercado interbancário.

Utilizado como ativo de comparação para fundos, CDBs e outros títulos de renda fixa, o CDI é a referência para as aplicações financeiras conservadoras.

 

PIB

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os serviços e bens produzidos em um país em um determinado período.

Sob a ótica da demanda, para calcular o PIB são levados em conta 4 fatores: o consumo das famílias de bens e serviços, investimentos das empresas, gastos do governo e Exportações Líquidas (exportações – importações).

Aqui, não são considerados bens intermediários, como: matérias-primas, mão de obra, impostos e energia.

 

Inflação

A palavra inflação causa medo em muita gente, mas poucos sabem que ela pode ser boa em alguns casos.

Por exemplo, inflação em alta pode corroer o poder de compra de um país, mas o contrário (diminuição generalizada dos níveis de preços) pode desestimular o consumo, causando a paralização de fábricas e o desemprego.

Mas o que é a inflação?

A taxa de inflação é calculada através da variação percentual do preço de produtos ou serviços em relação a um período anterior.

O índice de inflação mais utilizado como referência para o cálculo da inflação é o índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a variação de preços referentes à cesta de consumo de famílias com rendimento de até quarenta salários mínimos.

 

Renda Fixa

O termo “renda fixa” define o tipo de investimento em que as condições de remuneração são determinadas no ato da aplicação.

Neste tipo de investimento, você encontrará títulos de bancos, empresas ou governos e receberá uma remuneração pela aplicação, ou seja, o valor aplicado + os juros de acordo com o período em que o seu dinheiro ficou aplicado. 

 

Tesouro Direto

Em 2002, o Tesouro Nacional, em parceria com a BM&FBovespa (atual B3), criou um programa que permite qualquer cidadão brasileiro comprar ou vender títulos públicos pela internet: o Tesouro Direto.

Com investimentos nas modalidades Tesouro Selic (LFT), Tesouro IPCA+ (NTN-B e NTN-B Principal) e Tesouro Prefixado (LTN e NTN-F), você já pode começar a investir em ativos de renda fixa emitidos pelo governo, podendo vender seu título quando quiser.

Mas, atenção: este título está sujeito à Imposto de Renda com tributação sobre os rendimentos que variam entre 22,5% e 15% conforme o prazo e IOF regressivo de acordo com o tempo de aplicação.

 

Poupança

Essa talvez seja a aplicação mais querida do Brasil, apesar dos especialistas em investimentos sugerirem distância da caderneta de poupança.

A aplicação de baixo risco e de viés conservador possui liquidez diária, entretanto, é preciso esperar até o final do mês ou o aniversário da aplicação para fazer o resgate de todo o rendimento.

A poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que é calculada pela média ponderada dos juros diários do Certificado de Depósito Bancário (CDB), acrescida de 0,5% ao mês quando a taxa Selic superar 8,5%. Quando a Selic for inferior a esses 8,5%, a remuneração será de 70% da SELIC.

 

Previdência

Há duas formas de você se preparar para “a melhor idade” e passar por essa fase da vida com mais segurança e estabilidade: uma é a previdência social, referente ao benefício pago pelo INSS aos trabalhadores, o outro a previdência privada, que tem o objetivo de complementar a primeira.

Na Previdência Privada, você pode contribuir periodicamente para formar uma reserva financeira para o seu futuro.

Há dois formatos para esse tipo de investimento: o formato aberto e o fechado.

O formato fechado consiste em planos de Previdência criado por empresas apenas para os seus funcionários ou associados.

Já no formato aberto, qualquer pessoa física ou jurídica pode aplicar nas modalidades PGBL ou VGBL, que vou explicar abaixo.

 

  • PGBL

Para entender esses dois planos, que são comercializados por bancos ou seguradoras, é preciso primeiro pensar em como você declara o seu Imposto de Renda.

Seja ele completo ou simplificado, é a partir do modelo de declaração que você poderá escolher o melhor tipo de Previdência certo para você.

No Programa Gerador de Benefício Livre (PGBL), a vantagem está associada à desoneração fiscal, ou seja, caso você faça uma declaração completa, este plano te permite abater da base de cálculo do seu Imposto de Renda até um limite de 12% da renda bruta tributável do investidor.

Por outro lado, a incidência de IR acorre sobre o valor investido + os rendimentos do plano no momento do resgate.

 

  • VGBL

Sigla para Vida Gerador de Benefício Livre, o VGBL é um plano complementar destinado a pessoas que optam pela declaração simplificada.

Aqui, a incidência do IR é apenas sobre a rentabilidade e é proporcional à quantia resgatada.

Em ambos os casos, é importante ressaltar que o investidor pode optar pela tabela progressiva (aumenta de acordo com o valor do benefício) ou regressiva (diminui a alíquota ao longo do tempo) de imposto de renda.

Bom, por hoje é só!

Espero que tenha gostado desse guia. Para conhecer e explorar mais sobre o mundo dos investimentos, acesse o nosso “Guia do Investidor”.

Lá, você vai encontrar uma infinidade de guias para começar a investir do zero.

Um abraço,

Helga Bannwart.

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