Financial Journey #18 - Seus investimentos no piloto automático

Dara Chapman Publicado em 12/10/2020
1 min
Comprar na alta ou vender na baixa são dois dos erros mais comuns do investidor quando guiado pelo lado emocional.

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Olá, bom dia!

Tudo bem com você?

Nas últimas newsletters tenho falado muito sobre nosso lado emocional e como ele deturpa nossa capacidade de tomar decisões assertivas no dia a dia.

O mesmo ocorre com nossos investimentos: comprar na alta ou vender na baixa são dois dos erros mais comuns do investidor quando guiado pelo lado emocional.

Hoje gostaria de falar sobre uma estratégia de investimento que elimina o viés cognitivo. Essa estratégia se chama quantitativa, ou quant.

Antes da leitura, convido você a assistir à websérie exclusiva “Quant: A Inteligência Artificial do Dinheiro”, que trata do mesmo assunto.
 

Retornos expressivos 

Eu investi pela primeira vez em quant em janeiro de 2007. 

O grupo Polo Capital que era sócia lançou um fundo quant denominado Polo Latitude 84 e eu fui uma das primeiras investidoras do fundo.

Através de modelos fundamentados em trend following e reversão à média, o fundo comprou ações negociadas na B3.

Fui investidora desse fundo até meados de 2015, tive bastante vivência com essa estratégia. 

Conhecia bem o gestor desse fundo, seu preparo, sua bagagem, e sabia como esta abordagem de investimentos era infalível para gerar retornos expressivos.

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Convido você hoje a acompanhar os três primeiros capítulos desta websérie fantástica sobre o Quant e sua democratização para o investidor pessoa física. 

>>> Entre aqui para ver

Aproveite o feriado para ver e se programe para ver amanhã o próximo capítulo. Ele vai abrir a oportunidade de alguns investidores comuns investirem com o Quant. Imperdível. 

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Quando lançamos o fundo em 2007, foi algo muito atípico. Não existia outro fundo deste tipo no mercado e quase ninguém acreditava na capacidade de um fundo quant.

Fizemos inúmeras visitas aos bancos, family offices e gestoras.


Na época não existia a democratização de hoje para a pessoa física, não havia essa ferramenta de mídia social. 

Sem Instagram, LinkedIn ou Facebook, não tinha como chegar em grande escala ao investidor pessoa física.

Esse fundo foi um espetáculo: não só os retornos absolutos do fundo foram expressivos, mas em termos relativos impressionaram também.
 

Algorimo melhor que humano

O retorno do fundo não estava correlacionado com o Ibovespa, tampouco com outros fundos de ações. Ou seja, quando o mercado caia, o fundo se dava bem. 

Mesmo assim, os investidores ficavam receosos. Era muito difícil convencer que um algoritmo pode escolher sozinho e de forma automática o melhor momento de comprar e vender uma ação. 

O trabalho do gestor de um fundo quant é desenvolver modelos de trading, cuidar da base de dados, procurar imperfeições nos modelos e aprimorá-los de forma constante. 

Depois que os modelos estão funcionando, o gestor não interfere mais no processo, e o robô toma as decisões de forma independente.

A melhor parte do fundo quant é que o lado emocional não impacta: o ser humano não possui qualquer influência nas decisões, algo comum em fundos que não são quants.

Ou seja, quando humanos agem, existe espaço para erros e decisões ruins.
 

Dos EUA para o Brasil

Nos Estados Unidos a estratégia quant é comum e utilizada por diversos investidores. Seja pela performance invejável ou pela alta eficiência, o mercado já aceitou essa estratégia.

O grupo mais famoso nos EUA que utiliza a análise quant é a Renaissance Technologies, criada em 1982 pelo brilhante matemático James Harris Simons.

Hoje, tem um patrimônio de 110 bilhões de dólares (valor superior a capitalização de mercado de Petrobras e Vale). 

O fundo mais conhecido do grupo, o Medallion Fund, ao longo dos últimos 30 anos apresentou ganhos brutos anualizados próximos a 66%, equivalentes a retornos líquidos de 39%.

Os retornos são astronômicos, fora do comum. Pelo seu tamanho, a Renaissance Technologies hoje nem precisa de dinheiro de terceiros: já se tornou autossuficiente.

Agora, no Brasil, o assunto quant está evoluindo. 

Existem gestoras 100% quantitativas, como Murano (que era o spin-off da Latitude 84), Giant Steps e Kadima. 

Destas, a Kadima tem o track record mais longo, com vários fundos disponíveis.

Para finalizar, quando escolher o quant para decidir seus investimentos, procure confirmar que os modelos não tem nenhuma interferência humana.

Os modelos devem decidir sozinhos.

Beijos e boa semana!

Dara Chapman

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