Criptosphere #8 - Ensaio sobre a Cegueira deliberada

De qual maneira José Saramago, Bitcoins e o negacionismo conversam entre si

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Nota do editor: Helena Margarido mostrará a você, através de José Saramago, como o Bitcoin não pode mais ter sua existência negada.

Caro leitor(a),    

Por esses dias, li um livro excelente, escrito por um grande amigo, sobre a Teoria da Cegueira Deliberada.

Resumindo bem, trata-se da “teoria do avestruz”, na qual uma pessoa, para não ser responsabilizada por algo, evita tomar conhecimento de um fato que poderia torná-la culpada.    

Por exemplo: não procurar saber origem de recursos para não ser acusado de lavagem de dinheiro, já que tal conhecimento é requisito para que se configure o crime.    

Em outras palavras, é o famoso “se eu não sei, não existe”. E, aparentemente, isso é aplicado no mundo todo para questões de responsabilidade penal.    

Então comecei a pensar no porquê de tanta gente decidir deliberadamente se manter ignorante com relação a alguns assuntos que fogem da esfera criminal.    

Lembrei imediatamente da minha “fase Saramago”, quando devorei todos os livros do talentosíssimo escritor em algumas semanas de férias.     

Dentre todos eles, estava (claro!) “O Ensaio Sobre a Cegueira”, que além da narrativa brilhante, continha páginas e mais páginas com apenas um parágrafo separado por vírgulas, sem ponto final.

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Cegueira é opção            

Na história, um belo dia a humanidade é acometida repentinamente por uma doença que deixou (quase) todas as pessoas do mundo cegas.           

Ao contrário de uma cegueira escura tradicional, as pessoas tinham uma visão branca, leitosa. O efeito, porém, era o mesmo: não se via nada.             

Exceto por uma pessoa.              

O texto então segue com uma série de eventos ocorridos a partir desse momento.        

Quando todos perdem um dos sentidos, isso deixa de ser uma fragilidade e passa a ser tido por praticamente todo mundo quase como uma licença para que a grande maioria inicie uma série de atrocidades, ilegais e imorais, que vão desde saques a supermercados até traições.     

No fim das contas, a única ponta frágil da história passa a ser a pessoa que não perdeu a visão: mesmo com um sentido a mais, ela decide fingir sua própria cegueira para não ser percebida como diferente dos demais.           

Contudo, o fingimento é cada vez mais difícil, pois ela passa a testemunhar uma sorte de barbaridades cometidas pelos demais sem poder comentar nada, sob o risco de ser descoberta.

Tudo isso porque, ao contrário da teoria jurídica criminal, a “cegueira” muitas vezes não é uma possibilidade.

E considerando que você provavelmente tem uma inteligência acima da média, acredite: a ignorância sobre determinadas coisas não é uma opção.

Tratando do nosso tema específico, pergunto: alguém realmente acredita que a “solução” para crise econômica instaurada pela Covid-19 é imprimir quantidades astronômicas de papel moeda?

Ou realmente acha que isso não trará consequência seríssimas a curto, médio e longo prazo?

Alguém acha que vamos mesmo voltar ao antigo normal?           

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Ignorar não é opção      

Caro leitor, minha crença na proposta trazida pelo Bitcoin é anterior e vai muito além de valorizações astronômicas relacionadas ao mercado de criptomoedas.       

Passa por duras críticas ao keynesianismo e à total falta de controle e transparência de instituições, públicas e privadas, que servem para nada mais do que nos passar um falso ar de segurança para “vivermos tranquilos”. 

Afinal, se algo é regulado, todo mundo confia.  

Acontece que isso já se provou incontáveis vezes uma inverdade, uma falácia.  

Seja porque somos incapazes de prever o futuro ou porque grandes instituições, autarquias e governos são, historicamente, ineficientes.     

A verdade é uma só: o capitalismo como conhecemos está ruindo bem diante dos nossos olhos.

E uma das alternativas para se proteger disso está justamente nas criptomoedas, lideradas pelo Bitcoin, que no passado já foi alvo de duras críticas e ceticismo por parte do mercado financeiro tradicional.

É chegado o dia em que entender o porquê de eu falar isso com tanta convicção, há tanto tempo.

Entendendo ou não, acreditando ou não, ignorar esse mercado já não é mais uma opção. Pois você, querido leitor, sabe que há algo muito errado no mundo.         

Você está ouvindo todos os dias no noticiário, vendo pela janela de casa, sentindo toda vez que coloca uma máscara e se lava com álcool gel.  

Pois quem deveria olhar por nós, além de não o fazer, ainda se envolve em incontáveis esquemas de corrupção, suborno, desvios e fraudes. E o momento que vivemos nos obriga a ter consciência disso.

Se você consegue ver isso, enfiar a cabeça em um buraco não vai adiantar. Isso pode ser bom, pois ao contrário do livro, “quem tem olho em terra de cego, é rei”.

E considerar investimentos em criptomoedas hoje pode ser uma das decisões mais acertadas da sua vida.        

Aproveite o momento. Apenas começamos.     

Um grande abraço,        
               
Até a próxima! 

Helena Margarido

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