Criptosphere #17 - Eleições americanas e criptomoedas

Helena Margarido Publicado em 10/11/2020
5 min
Com a eleição de Biden, o mercado de criptoativos pode ser afetado? Na newsletter de hoje explico alguns impactos indiretos que podem ocorrer.

Conteúdo também disponível em vídeo e áudio. Clique abaixo para acessar a plataforma:

Youtube Spotify Apple Google Deezer 

Olá.

Na semana passada, o mundo parou para acompanhar as eleições norte-americanas. Trump vs. Biden, Republicanos vs. Democratas, vermelho vs. azul.

E não parou por aí.

Se até 10 dias atrás poucos sabiam como funcionam as eleições nos Estados Unidos, muitos puderam finalmente entender as peculiaridades da votação indireta feita por um colégio eleitoral que, com base no sistema federativo, dá autonomia total aos Estados para regulamentar a forma como as eleições ocorrem e como os delegados de cada Estado deverão votar.

Não à toa, as hashtags #Nevada, #Geórgia e #Pensilvânia ficaram entre os trending topics do Twitter não apenas nos EUA, mas no Brasil também.

Mas isso não surpreende: dada a importância do pleito americano e o tempo que levou para se declarar, finalmente, um vencedor, o mundo parou não apenas para assistir, mas também para aprender o que as eleições por correio representavam para o resultado final e o porquê de alguns Estados permitirem recontagem de votos e outros não.

Isso só deixa claro uma coisa: por mais complexo que seja determinado assunto, quando ele é importante, as pessoas vão aprender sobre ele. E essa escolha presidencial em meio à pandemia, somada a uma guerra velada entre Estados Unidos e China era, sem dúvida, motivo suficiente para isso.

Dito isso, nas últimas semanas, muita gente tem me perguntado como o resultado das eleições americanas afeta os criptoativos.

A princípio, considerando que no médio e longo prazo o potencial de valorização das criptomoedas – em especial, o do Bitcoin – tem muito mais a ver com políticas macroeconômicas já adotadas ou em curso, políticas essas que poderão colocar o mundo em grande recessão, não vejo um peso tão específico do resultado dessas eleições em si.

Porém, como impactos indiretos, temos alguns pontos.

Em primeiro lugar, tem o fato de que a eleição de Biden traz uma expectativa de políticas externas menos, digamos, “truculentas”. Esse é um dos fatores que dá aos investidores certo otimismo – o que se reflete no mercado financeiro de maneira geral, inclusive no das criptomoedas.

 

Em segundo, está o fato de que, no longo prazo, espera-se que a gestão Biden seja menos protecionista com sua moeda nacional – o que daria mais espaço para as moedas digitais. Cogita-se, inclusive, que a própria Kamala Harris, vice de Biden, teria uma “cabeça mais aberta” para a questão de novas tecnologias, o que poderia colocar os criptoativos como objeto de regulações que favorecessem o desenvolvimento do mercado.

Finalmente, o ponto que considero mais importante: com as projeções de recessão econômica e volta de inflação, alguns ativos – como o Bitcoin – passam a ser opções interessantes para proteção de patrimônio. E a grande lição das eleições americanas é exatamente que, quando existe interesse, as pessoas conseguem aprender em pouco tempo como coisas complexas funcionam.

Em outras palavras: a “dor” que levaria pessoas a considerar criptomoedas como forma de investimento (necessidade de proteger o patrimônio) torna-se mais real a cada dia. Mas a maior barreira de entrada para esse tipo de investimento está justamente em entender como comprar, vender e armazenar criptoativos. 

Portanto, acredite: se você foi capaz de entender como funcionam as eleições americanas, você também pode aprender a investir em bitcoin e outras moedas digitais com a mesma rapidez e, por assim dizer, facilidade.

Aqui na Inversa, eu escrevo duas séries sobre o assunto. Uma delas, pioneira no Brasil, é a Crypto Evolution. Nela, trago alternativas ao Bitcoin, e elas existem aos montes. O objetivo é justamente ganhar dinheiro com valorizações acima do Bitcoin. Se o Bitcoin se valorizou 10%, eu busco alternativas que podem se valorizar 10% ou mais. Sempre acima.  Hoje, estou de olho em 12 criptoativos com altíssimo potencial de valorização.

A outra, Top 5 Crypto, tem um foco diferente. Ganhar dinheiro com as 5 principais criptomoedas do mercado, estando entre elas, claro, o Bitcoin. Aqui, informo exatamente o melhor momento para comprar e vender essas criptomoedas. 

E você já sabe do incrível potencial dos criptoativos.

Agora, considerando que, diferentemente do mercado financeiro tradicional, o de criptoativos já teve sua recuperação confirmada após a crise de liquidez de março deste ano, mais do que nunca é um bom momento para se considerar ter esse tipo de ativo em sua carteira – seja como proteção de patrimônio ou diversificação de investimentos.

Um abraço,

Helena Margarido

A Inversa é uma Casa de Análise regulada pela CVM e credenciada pela APIMEC. Produzimos e publicamos conteúdo direcionado à análise de valores mobiliários, finanças e economia.
 
Adotamos regras, diretrizes e procedimentos estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários em sua Resolução nº 20/2021 e Políticas Internas implantadas para assegurar a qualidade do que entregamos.
 
Nossos analistas realizam suas atividades com independência, comprometidos com a busca por informações idôneas e fidedignas, e cada relatório reflete exclusivamente a opinião pessoal do signatário.
 
O conteúdo produzido pela Inversa não oferece garantia de resultado futuro ou isenção de risco.
 
O material que produzimos é protegido pela Lei de Direitos Autorais para uso exclusivo de seu destinatário. Vedada sua reprodução ou distribuição, no todo ou em parte, sem prévia e expressa autorização da Inversa.
 
Analista de Valores Mobiliários responsável (Resolução CVM n.º 20/2021): Antonyo Giannini, CNPI EM-2476

Conteúdo protegido contra cópia