Criptosphere #14 - Sem Fronteiras

Helena Margarido Publicado em 20/10/2020
5 min
Hoje, ao compartilhar um pouco da minha história com você, conto sobre uma descoberta que fiz ainda muito nova: o mundo não tem fronteiras.

Conteúdo também disponível em vídeo e áudio. Clique abaixo para acessar a plataforma:

Youtube Spotify Apple Google Deezer 

Olá.

Eu raramente conto algumas partes da minha história, com receio de que tentem me classificar em algum movimento “ista” contemporâneo. Mas, para esta história, vou precisar abrir uma exceção.

Sou filha de uma imigrante espanhola. Mas a dupla cidadania, que é um luxo hoje em dia, na época era resultado do desespero de uma guerra civil que deixou milhares – incluindo minha família – passando fome. Meu avô era pedreiro, minha avó empregada doméstica – ambos analfabetos a vida toda.

Por parte de pai, não cheguei a conhecer meu avô, que morreu aos 41 anos. Ele era pintor de parede. Minha avó, dona de casa, também era analfabeta. Então, coube ao meu pai e meus tios, desde muito cedo, lutar pelo sustento de todos.

Nasci em 1984 e até que fosse morar sozinha, meu endereço sempre foi na Cidade Ademar – periferia de São Paulo. Cheguei a pegar a época em que as crianças ainda brincavam na rua e por isso tinha vários amigos naquela região.

Em 1996, fui visitar a família na Espanha. Desembarquei no Porto, em Portugal, e fomos de carro pelo resto do caminho. Do nada, minha mãe solta: “estamos na Espanha!”. Assim... sem barreiras, polícia, controle de passaporte. Nada. A paisagem era a mesma, as pessoas eram parecidas... 

Eu nem vi a fronteira. E aquilo foi uma revelação para mim: eu não a vi pois ela não existia. Foi inventada por nós, seres humanos, e colocada em todos os atlas e livros de geografia. Mas, na verdade, trata-se de uma grande ficção, cujo único objetivo é segregar, nomear, enfim... Fronteiras são uma grande ilusão geográfica.

Voltando ao Brasil com isso em mente, comecei a divagar: eu não precisava ficar presa àquilo que meus amigos da rua queriam fazer ou achavam legal. Eu queria aprender inglês, queria viajar mais vezes, alçar grandes voos. E tinha a certeza que só estudando muito teria esse tipo de oportunidade.

Claro que tive que aguentar muita gente tirando sarro da minha cara ou me chamando de metida porque preferia ler um livro a sair pra jogar taco. Mas eu tinha acabado de descobrir que o mundo não tem fronteiras e ninguém era obrigado a ficar preso na Cidade Ademar para sempre.

O tempo foi passando e, infelizmente, preciso dizer que alguns desses amigos não fizeram exatamente as melhores escolhas de vida: um deles foi preso, um foi morto pela polícia e um terceiro, na última vez que ouvi a respeito, tinha por “profissão” realizar assaltos na região da Berrini. Show de horror. 

Outros, por sua vez, casaram-se e vivem a dura rotina de casa-trabalho-casa. E todos nós sabemos como isso pode ser maçante.

Dia desses, um desses amigos me chamou para dizer que tinha visto meus vídeos sobre criptomoedas e estava impressionado. Me perguntou o que eu tinha feito para chegar até aqui e como ele poderia saber mais a respeito.

Minha resposta foi uma só: você precisa enxergar que o mundo não tem fronteiras. 

Quando realmente tiver essa percepção, verá que não faz sentido existirem centenas de moedas nacionais e perceberá a quantidade de ilusões que nos são impostas, dia a dia, para que tenhamos uma falsa sensação de segurança. 

Vai entender também que é este o papel dos governos, que pagamos extremamente caro por isso e, principalmente, que há outras alternativas.

Investir em criptomoedas é, acima de tudo, apostar na unificação do mundo e numa nova fase do capitalismo. Porque, caso ainda não tenha percebido, o capitalismo como conhecíamos acabou neste ano.

Afinal, com criptomoedas não existe “pensar fora da caixa”, pois não existe caixa.

E não existem fronteiras.

Cabe a nós utilizar essa tecnologia tão revolucionária para criar uma outra realidade a nosso favor.

E é o que venho fazendo na Inversa nos últimos anos.

Fomos pioneiros no que diz respeito ao assunto. Lançamos a Crypto Evolution em 2017, quando ainda não havia nenhum tipo de relatório com recomendações de criptomoedas no mercado.

De lá para cá, nosso trabalho evoluiu muito! Além de levar conhecimento e acesso à essa tecnologia, nossos assinantes têm conquistado, com o perdão da hipérbole, lucros explosivos.

Temos também a Top 5 Crypto, essa mais recente.

Cada uma com proposta diferente, ambas com o mesmo objetivo: fazer você ganhar dinheiro.

Seja parte da revolução.

Abraço,

Helena Margarido

A Inversa é uma Casa de Análise regularmente constituída e credenciada perante CVM e APIMEC.

Todos os nossos profissionais cumprem as regras, diretrizes e procedimentos internos estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários em sua Instrução 598, e pelas Políticas Internas estabelecidas pelos Departamentos Jurídico e de Compliance da Inversa.

A responsabilidade pelas publicações que contenham análises de valores mobiliários é atribuída a Felipe Paletta, profissional certificado e credenciado perante a APIMEC.

Nossas funções são desempenhadas com absoluta independência, não sendo dotadas de quaisquer conflitos de interesse, e sempre comprometidas na busca por informações idôneas e fidedignas visando fomentar o debate e a educação financeira de nossos destinatários.

O conteúdo da Inversa não representa quaisquer ofertas de negociação de valores mobiliários e/ou outros instrumentos financeiros. Os destinatários devem, portanto, desenvolver as suas próprias avaliações.

Todo o material está protegido pela Lei de Direitos Autorais e é de uso exclusivo de seu destinatário, sendo vedada a sua reprodução ou distribuição, seja no todo ou em parte, sem prévia e expressa autorização da Inversa, sob pena de sanções nas esferas cível e criminal.  

Conteúdo protegido contra cópia