Criptosphere #11 - É proibido proibir

Helena Margarido Publicado em 29/09/2020
5 min
Os governos são totalmente impotentes face a esse novo tipo de tecnologia que as criptomoedas trouxeram. Faça parte da revolução.

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Nota da Editora: Helena Margarido explica como a tecnologia das criptomoedas mudou o mundo e, tomando como exemplo a polêmica envolvendo a proibição do TikTok pelo governo dos EUA, evidencia algo que vem revolucionando a maneira de investir: no novo mundo de criptoativos, é proibido proibir. Essa é a lei da inovação e do conhecimento. Conhecimento este que vem proporcionando lucros exorbitantes para quem acompanha a Helena.    

Caro(a) leitor(a),

Acompanhando a polêmica toda sobre a proibição do aplicativo TikTok pelo governo dos Estados Unidos, cheguei a uma conclusão interessante: no mundo atual, é proibido proibir.

Explico rapidamente:

É fato sabido que o pós-Segunda Guerra Mundial foi marcado por uma luta de grande parte do mundo ocidental contra o Comunismo. E, por conta disso, a censura foi implementada das mais diversas formas.

Seja em regimes ditatoriais que marcaram a América do Sul, seja na cultura patriótica vista em muitos dos países do Hemisfério Norte, criticar os governos e seus respectivos países foi visto pelas décadas que sucederam como um ato antipatriótico, punível das mais variadas formas.

Por isso mesmo, a reunificação do mundo com a queda do muro de Berlim trouxe consigo arraigado o direito de ser diferente e de manifestar livremente pensamentos individuais. 

Esse direito fundamental veio consagrado na nossa Constituição de 1988 de forma expressa e também protegido por outros sistemas jurídicos ao redor do mundo ao longo de construções de pensamento jurídico ocorridas exatamente nessa época.

Pois bem. Chegamos a 2020, quando a internet é uma realidade para grande parte da população do mundo e, por conta disso, todos parecem ter acesso a ideias diferentes vindas de todas as partes do mundo. A liberdade de pensamento e a livre manifestação de ideias é um fato e todos, sem exceção, são, de fato, livres para serem quem quiserem, sem julgamentos...

...só que não.

A começar pela China: o governo é uma ditadura responsável por comandar a segunda maior economia do mundo. Para pessoas e empresas no país, “cooperar com o governo” (forma bonita de dizer “fazer o que o governo quer”) é a única forma de ter acesso àquele vultuoso mercado. Para aqueles que decidem se impor, não resta outra alternativa a não ser deixar de operar no país.

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Acham que é exagero? Pois é exatamente isso que ocorreu com o Google: ao se negar a compartilhar dados de seus usuários com o governo chinês, a empresa e todos seus serviços foram banidos do país. Restrição essa, aliás, que já dura anos.

Nos Estados Unidos não é muito diferente: já foram inúmeras as tentativas de interferência do governo em produtoras de smartphones, como a Apple, para que se disponibilizasse um “back door”, ou seja, uma “porta dos fundos” que permitisse às autoridades ter acesso aos dados armazenados nos dispositivos. A mesma discussão (dados de usuários) é o que está por detrás dessa polêmica que resultou na proibição do aplicativo no país.

Mas não achem que o problema está muito distante de nós: há alguns anos, houve uma série de decisões judiciais que obrigavam o WhatsApp a fornecer dados de conversas (antes não criptografadas). E, por terem descumprido as determinações, muitos de nós já passamos pela indisponibilidade dos serviços em função da proibição, ainda que temporária, de que o aplicativo funcionasse no país.

Tendo isso em mente, uma das perguntas que mais ouvi ao longo dos meus anos como entusiasta de criptoativos foi a seguinte:

“Se Bitcoin é tão revolucionário assim e coloca em xeque governos, grandes empresas, bancos e o capitalismo como conhecemos, por que então ninguém proíbe?”

A resposta é simples, porém exige uma certa explicação.

Imagine o caso da restrição do Google na China, por exemplo. Como isso é possível? Simples: existem diversas entidades que centralizam o processamento de dados da rede (ex: empresas de telecomunicação, servidores de internet, etc.). 

Todas essas empresas, geralmente, precisam de uma autorização estatal para funcionar. Portanto, proibir o Google ou qualquer outra empresa de operar online em determinado país é tão fácil quanto solicitar a essas entidades que não concedam acesso.

No caso do Bitcoin – e de vários outros criptoativos – a questão é bem diferente. Não existe uma, ou existem poucas entidades que centralizem o processamento dos dados das transações sobre a qual se possa fazer algum tipo de pressão. Nem tampouco são os pontos da rede (os quais chamamos de “nodes”), na casa das dezenas de milhares, conhecidos. Portanto, trata-se de redes distribuídas que, exatamente por terem essa característica, são “imparáveis”.

Portanto, meus caros, ninguém proibiu o Bitcoin pois isso seria impossível. Logo, qualquer tentativa seria em vão e deixaria claro o quanto os diversos governos são totalmente impotentes face a esse novo tipo de tecnologia.

Nesse novo mundo de criptoativos, é proibido proibir.

Essa é a lei da inovação e do conhecimento.

E apenas com o surgimento de tecnologias baseadas em Blockchain, todas as liberdades deixam de ser apenas tema de discursos políticos vazios para se tornarem realidade.

No seu dinheiro, na sua liberdade, você manda. O futuro está aqui, na palma da sua mão. E as grandes oportunidades de ganhar dinheiro que ele pode trazer também.

Um grande abraço,

Helena Margarido

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