Criptosphere #10 - Tudo que é sólido desmancha no ar

Helena Margarido Publicado em 22/09/2020
2 min
Criptomoedas representam descentralização dos investimentos e menor dependência do governo

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Nota do editor: Helena Margarido mostrará para você como as criptomoedas representam uma menor dependência dos governos.   

Caro leitor(a),    
 

 “Ser moderno é viver uma vida de paradoxo e contradição. É sentir-se fortalecido pelas imensas organizações burocráticas que detêm o poder de controlar e frequentemente destruir comunidades, valores, vidas; e ainda sentir-se compelido a enfrentas essas forças, a lutar para mudar o seu mundo transformando-o em nosso mundo. É ser ao mesmo tempo revolucionário e conservador: aberto a novas possibilidades”.    

Com essas palavras, Marshall Berman iniciou o prefácio de sua obra publicada em 1981, homônima ao título desta newsletter.     

O livro traduz a história crítica da modernidade através de análises das obras de vários autores – de Goethe a Marx.    

Embora empregada em outro contexto, a frase “tudo que é sólido desmancha no ar” foi trazida por Marshall diretamente do Manifesto Comunista.     

Em sua interpretação, tinha um significado quase metafísico: diante de uma situação insustentável, na qual muito do que se tinha como certo revela-se “fumaça”, os homens seriam “finalmente forçados a enfrentar com sentidos mais sóbrios suas reais condições de vida e sua relação com outros homens”.    

Tem dois pontos que avalio importantes trazer como insights para você.    

O primeiro deles: apesar de pessoalmente ter duras críticas ao comunismo e ao socialismo, muito de Marx ainda é absolutamente atual e aplicável.    

E ao perceber quanto dos problemas narrados e do sentimento interno de revolta estão impregnados nas pessoas, parece-me quase certo que teremos uma revolução social em breve.

O segundo diz respeito à obra de Berman (que também analisa Marx). Nela, o autor revela o dualismo da burguesia da época e quão contraditória era a sociedade.     

Nada mais atual: afinal, ainda há uma quantidade abismal investida em títulos da dívida pública dos vários governos mesmo diante do que têm sido os últimos meses.    

A verdade é que apesar de termos todos uma dualidade inata, é até engraçado pensar como somos todos, sem exceção, paradoxais.     

Para nós, existe sempre a distinção clara entre bem e mal, certo e errado, verdadeiro e falso, direita e esquerda.    

Todos enxergam o copo meio cheio ou meio vazio – nunca os dois. E essa última, meus caros, seria a única resposta correta.    

A série Bitcoin, o Investimento da Década já está no ar.
Um ativo, 9.150.088% de valorização, 18 mil milionários feitos só com esta moeda digital... Veja agora mesmo.

 

Por isso mesmo, acho quase incrível, no sentido de não ser possível acreditar, que pessoas tão inteligentes consigam perceber que estamos às vésperas de uma revolução mas continuem agindo de maneira contraditória, alocando confiança na forma de investimentos em governos.

Infelizmente, não há volta ao “antigo normal”. O mundo mudou para sempre – e nós, junto com ele. 

Por isso mesmo, tentar fazer as mesmas coisas obtendo resultados diferentes ou é resultado de um profundo processo de negação ou a definição de loucura.    

A sucessão de acontecimentos que nós, criptoentusiastas, já acreditávamos por muitos anos que pudesse ocorrer, vem se confirmando dia após dia.     

Governos já estão falhando. A inflação está de volta. E a única maneira de se proteger são as criptomoedas.    

Para terminar, deixo a frase original do “Manifesto Comunista” que inspirou uma certa revolução há alguns anos:    
 

“O constante revolucionar da produção, a ininterrupta perturbação de todas as relações sociais, a interminável incerteza e agitação distinguem a época burguesa de todas as épocas anteriores. Todas as relações fixas, imobilizadas, com sua aura de idéias e opiniões veneráveis, são descartadas; todas as novas relações, recém-formadas, se tornam obsoletas antes que se ossifiquem. Tudo o que é sólido desmancha no ar, tudo o que é sagrado é profanado, e os homens são finalmente forçados a enfrentar com sentidos mais sóbrios suas reais condições de vida e sua relação com outros homens”.


Lembrem-se: muita coincidência é evidência.    

Até a próxima!    

Helena Margarido

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