Inversa na Copa #3 - Chora, não vou ligar

Pedro Carvalho Publicado em 23/06/2018
7 min
O embalo da Seleção e o tropeço da Bolsa

Caro leitor, cara leitora,

São Petersburgo, palco da vitória suada da Seleção nesta sexta sobre a Costa Rica, teve muito mais clima de Copa do que em Rostov, sede do jogo inaugural da equipe do técnico Tite. Tanto nas ruas, como dentro do estádio.

É que São Petersburgo é muito maior e mais vibrante, e as ruas ficaram tomadas de brasileiros nos últimos dias. E ao contrário da Bolsa brasileira, que voltou a fechar em queda no acumulado da semana, a Seleção conseguiu se recuperar do empate na estreia e fecha o período em alta, na liderança do Grupo E.

Nas ruas e no estádio a torcida cantava desde músicas para provocar os argentinos até sambas dos mais tradicionais como “chooora, não vou ligar”.

Dentro do estádio, desta vez a torcida brasileira torceu como se deve torcer. Se em Rostov ficamos sentados e quietos demais, agora, os brasileiros parecem ter entrado no embalo da Copa: cantamos, gritamos e pressionamos o jogo todo.               

Algumas músicas novas definitivamente pegaram entre os torcedores. A mais legal é aquela “58 foi Pelé! 62 foi Mané...” (se você ainda não escutou, tem um monte de vídeos circulando na Internet). Mas tem várias outras legais — acho que isso faltou na última Copa (chega de “sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor...”, não é?).

O estádio de São Petersburgo é enorme! Só me lembro de algo assim quando fui ao Maracanã (o velho) e a Wembley (na final das Olimpíadas de 2012). O tamanho e seu formato de caldeirão contribuíram bastante para o clima de pressão e de alta vibração do jogo.


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Na ida e na volta, tudo calmo e bem organizado. O próprio fato de existir um metrô, e de ele levar da Nevsky (a avenida mais importante da cidade) ao estádio sem baldeação, já ajuda bastante.

Apesar das provocações e da euforia, existia um clima amistoso — um “clima de Copa” — que espalhava sorrisos entre os torcedores das mais diferentes nacionalidades.

Sobre a partida em si, duas coisas se ouviam nos corredores depois do jogo. Uma é que Douglas Costa ganhou a posição. A outra é que Fagner ganhou a confiança. O ponta parecia estar funcionando em uma velocidade alguns nós acima de Willian. E o lateral mostrou que não vai comprometer.

São Petersburgo, com seu ar cosmopolita e suas aulas de história a cada esquina, vai deixar saudades nos brasileiros que passaram pela cidade nos últimos dias.

Bom, com sorte, logo voltamos para rever os amigos que fizemos: se o Brasil passar em primeiro no grupo, pode jogar uma eventual semifinal por aqui.

E quem sabe a Bolsa também não começa a embalar já a partir de segunda-feira?

Vamos torcer!          

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Forte abraço e até a próxima,
Pedro Carvalho

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