Cesta & Fundos #7 - Qual fundo faz o seu tipo?

Luiz Cesta Publicado em 28/06/2019
4 min
É preciso conhecer as características do fundo de investimento para saber se ele se encaixa em suas necessidades e perfil de risco

Sunday Notes

 

Caro leitor,

Sabe quando alguém te pede para comprar um remédio “pra dor de cabeça” na farmácia?

Muitas vezes, quem pede não se preocupa em dar especificações completas do que precisa. Afinal, o que uma pessoa com dor de cabeça menos quer é ter que transmitir longas instruções quando o que ela só deseja é ingerir, o mais rápido possível, qualquer comprimido que alivie aquela dor.

Bom, você, inocentemente, entende a situação e se prepara para cumprir uma missão que promete ser simples.

Só que, chegando no balcão da farmácia – muito mais rápido do que ficar vasculhando as gôndolas –, você pede o tal do remédio: “Por favor, um remédio para dor de cabeça”.

O atendente logo saca várias perguntas: “Drágeas ou comprimidos? Qual a dosagem? É enxaqueca ou dor normal?”.

Logo, as dúvidas aparecem, você se vê obrigado a ligar e, meio que sem jeito, faz a pergunta que vinha evitando: “Pode me dizer o que você precisa especificamente?”.

Por isso, quando em uma roda de amigos alguém me fala que está ganhando dinheiro investindo via fundos de investimento, instintivamente eu penso: “Tá, mais de que tipo de fundo está falando?”.

Existe uma infinidade de tipos de fundos – talvez, eles sejam tantos quanto as opções de remédio para dor de cabeça. Mas como forma de organizar e ajudar na sua decisão de investir, existe uma classificação que basicamente agrupa os fundos a depender da classe de ativos investidos.

Existem também categorias e subcategorias em que cada fundo se enquadra, mas esse assunto vou deixar para outra ocasião.

Basicamente, os fundos de investimento podem ser classificados em: renda fixa; ações; multimercado; e cambial. Vou resumir rapidamente cada um deles para você.

Fundo de renda fixa: São os fundos que, obviamente, aplicam em títulos de renda fixa e que admitem estratégias que implique risco de juros e índices de preços. Logo, essa classe de fundos não permite ao gestor se expor ao mercado de renda variável.

Um exemplo de ativo que pode constar da carteira desse tipo de fundo é o “Tesouro Selic 2025”. Como você já deve saber, o Tesouro Selic 2025 é um título de baixo risco, já que é um título público, mas esta regra não se aplica ao universo de ativos que podem estar dentro dos fundos dessa categoria.

Os fundos de renda fixa, dependendo de seu regulamento, podem incorrer em riscos de crédito, juros e índices de preços, entre outros. Geralmente, possuem risco de baixo para médio, mas, como quase sempre, cada caso é um caso.

Fundo de Ações: Praticamente o inverso dos de renda fixa, os fundos de ações investem quase majoritariamente em ativos de renda variável. Esse tipo de fundo pode investir, apenas como exemplo, em ações da Petrobras e da Vale.

Ainda como característica, os fundos de ações precisam ter, no mínimo, 67% da carteira em ações, recibos de subscrição, bônus, cotas dos fundos de índice de ações, entre outros. Geralmente, são classificados como de alto risco.

Fundo Multimercado: Talvez essa categoria seja a que traga mais desconhecimento porque o nome, apesar de aparentemente autoexplicativo, é ao mesmo tempo cheio de mistério.

De fato, os fundos multimercado não têm o compromisso de concentração em nenhuma categoria em especial. Podemos encontrar fundos que invistam, ao mesmo tempo, em renda fixa, ações e moedas, por exemplo.

As estratégias aplicadas também podem ser diversas o que requer cuidado extra na escolha do fundo, para que ele seja adequado ao seu objetivo, prazo e risco admitido. Geralmente possuem risco de médio a alto.

Fundo Cambial: Esse é o de mais fácil entendimento. Um fundo cambial aplica seu dinheiro em moeda estrangeira com exposição mínima de 80% da carteira. Essa exposição pode ser direta ou sintetizada através de derivativos. Possuem, em geral, risco alto.

Uma vez definido qual é o seu tipo de fundo, não se esqueça de olhar o regulamento dele antes de investir. É lá que você vai encontrar as informações para saber se esse investimento se adequa às suas necessidades.

Por hoje é só, mas, antes de me despedir, gostaria de convidar você a conhecer aqui a Imersão para Investidores que estou prestes a lançar junto com o Marink Martins e o André Barros, duas feras de diferentes especialidades de investimento. 

Nosso objetivo é fazer nada menos do que o maior projeto imersivo de investimentos já feito no Brasil e transformar a sua cabeça como investidor. Para fechar esta newsletter, vai aqui a melhor notícia: a primeira etapa do programa será completamente gratuita e online. 

Até mais!

Luiz Cesta (@luizcesta)

 

A Inversa é uma Casa de Análise regulada pela CVM e credenciada pela APIMEC. Produzimos e publicamos conteúdo direcionado à análise de valores mobiliários, finanças e economia.
 
Adotamos regras, diretrizes e procedimentos estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários em sua Resolução nº 20/2021 e Políticas Internas implantadas para assegurar a qualidade do que entregamos.
 
Nossos analistas realizam suas atividades com independência, comprometidos com a busca por informações idôneas e fidedignas, e cada relatório reflete exclusivamente a opinião pessoal do signatário.
 
O conteúdo produzido pela Inversa não oferece garantia de resultado futuro ou isenção de risco.
 
O material que produzimos é protegido pela Lei de Direitos Autorais para uso exclusivo de seu destinatário. Vedada sua reprodução ou distribuição, no todo ou em parte, sem prévia e expressa autorização da Inversa.
 
Analista de Valores Mobiliários responsável (Resolução CVM n.º 20/2021): Antonyo Giannini, CNPI EM-2476

Conteúdo protegido contra cópia