Cesta & Fundos #11 - Você sabe se corre risco?

Luiz Cesta Publicado em 19/07/2019
5 min
Não há nada de errado em se correr riscos, mas o mesmo precisa ser calculado

Sunday Notes

Antes de iniciar a crônica de hoje, gostaria de agradecer pelo grande interesse que recebemos durante a exibição, nos últimos dias, da série Além do Dinheiro. Eu e meus dois parceiros nessa jornada, Marink Martins e André Barros, abrimos detalhes, alguns até íntimos, de como nossas vidas mudaram a partir do momento em que entramos nesse universo de investimentos. Também pudemos transmitir ideias que, acredito, podem ajudar você a proteger e ampliar o seu patrimônio.

     
Agora, chegou o momento de dar foco total aos investidores inscritos na imersão de 90 dias que pretende transformá-los, quem sabe, nos próximos tubarões do mercado brasileiro. Se, por qualquer motivo, você não faz parte dessa turma, no fim desta newsletter eu tenho uma surpresa especial.

 

Caro leitor,

Hoje acordei com vontade de falar sobre risco. E como o nosso papo aqui é sobre o universo dos fundos, talvez você já deva ter captado que o assunto não pode ser nada diferente do que os fundos de ações, os FIAs. Aqui temos justamente a categoria que podemos colocar o rótulo de “arriscado”.

Mas, se você pensar um pouco, todo momento estamos ponderando riscos na nossa vida.

Quando saímos de casa pela manhã, ponderamos se é melhor ir ao trabalho pelo caminho A ou B. Nosso cérebro busca a melhor alternativa para que o risco de chegarmos atrasados seja minimizado, ao mesmo tempo em que não queremos perder aqueles minutinhos a mais na cama.

Cá entre nós, o Waze já ajuda bastante a nossa vida nesse quesito, embora ele também já tenha me atrapalhado algumas vezes.

Inclusive, tenho uma história muito interessante com o meu pai e que envolve esse tal de risco.

Um certo dia, quando me preparava para tomar uma xícara de café, ele me disse o seguinte: “Olha, Luiz, eu acho melhor você começar a pegar a xícara de café com a mão esquerda. O número de canhotos no mundo é menor do que de destros”.

Na hora, aquilo não fazia o menor sentido. Mas pense bem, os canhotos sempre bebericam do lado oposto dos destros. Assim, bebendo como um canhoto, as minhas chances de acabar pegando “sapinho” caem drasticamente.

Aliás, se você ficou curioso, uma rápida pesquisa no Google me indicou que 10% da população mundial é canhota. Ou seja, tomar seu café com a mão direita faz com que você abocanhe a borda da xícara onde 90% dos clientes de uma cafeteria “babam”.

Voltando ao assunto principal desta newsletter, os fundos de ações são por sua natureza bem mais arriscados que os de renda fixa. Afinal de contas, investem em títulos cujos fluxos de caixa futuros são bem mais imprevisíveis – no caso, os fluxos das empresas.

Sendo assim, a variável “risco” torna-se importante na comparação entre os vários fundos de ações existentes.

Só para se ter uma ideia, existem no Brasil quase 4 mil fundos de ações de acordo com a plataforma de análise de fundos Quantum Axis. Cada um deles tem uma história a ser contada de retorno conjugado ao risco.

Volatilidade histórica é uma medida geralmente utilizada para se calcular os riscos incorridos pelo fundo no passado.

Caso você não tenha familiaridade com essa nomenclatura, basta saber que quanto maior o número, medido em percentual ao ano, maior o risco que esse fundo incorreu.

Essa terminologia será explorada com maior abrangência na nossa publicação Fundos Expert, aqui da Inversa.

Vou dar dois exemplos de fundos de ações com volatilidade histórica totalmente distintas (são fundos meramente ilustrativos, apenas para que você entenda o tema).

  • Alaska Black FIC Ações BDR Nível I – Maior que 25% ao ano; e
  • SPX Falcon FIC Ações – Menor que 10% ao ano.

Para que tenha uma referência adicional, a volatilidade do Ibovespa, no mesmo período analisado, foi próxima de 19,5% ao ano.

Não há nada de errado em se correr riscos, mas o mesmo precisa ser calculado e mais do que isso: precisa ser conhecido para sua tomada de decisão e composição do portifólio de investimentos.

Por isso, fique muito ligado nessa variável quando for escolher um fundo de ações. Aliás, na série Fundos Expert, eu e minha equipe estudamos todos esses aspectos para sugerir os que melhor refletem retorno compatível com o risco incorrido.

Lembre-se que rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura. Para mais detalhes sobre esse assunto e fundos sugeridos, convido você a entrar aqui e conhecer a série Fundos Expert. Ela vai ajudar a te guiar por esse mercado fascinante.

Por hoje é só, mas, antes de me despedir, eu não me esqueci da surpresa que prometi. Muita gente continua enviando mensagens à Inversa para saber se ainda dá tempo de entrar na imersão que estou realizando junto com o Marink e o André.

E a resposta que temos dado é que as vagas foram fechadas, mas você pode deixar por aqui seu nome na lista de espera para o caso de alguma desistência.

Além disso, e agora vem a surpresa boa, a Inversa acaba de abrir uma versão digital, e bem mais barata, na qual você poderá acompanhar todo o conteúdo dado durante a imersão por meio de áudios e vídeos. Acesso por aqui.

Agora, você não tem mais desculpa para não fazer parte da maior imersão de investimento já organizada no país.

Até lá!

Luiz Cesta (@luizcesta)

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