Bridge the Cash #8 - Aumente seu QI em 60 minutos

Leonardo Pontes Publicado em 18/09/2020
6 min
Como a tecnologia pode jogar a favor da sua inteligência: confira tudo aqui

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Nota do editor: Leonardo Pontes vai mostrar para você como a tecnologia pode jogar a favor da sua inteligência.

Olá!

Você sabe como aumentar seu QI, o famoso quociente de inteligência, em menos de 60 minutos? 

A resposta é mais simples do que você imagina: basta refazer o teste logo em seguida.

Antes que você se sinta enganado e proteste que isso é, de certa forma, trapacear a medição, pense nas pessoas mais inteligentes que você conhece, sejam elas famosas ou do seu círculo pessoal. 

É muito provável que estas pessoas sejam leitores vorazes ou praticantes inveterados dos diferentes assuntos que são de seus interesses. 

Assim, como você consegue separar o que é inato a tais pessoas e o que foi adquirido ao longo da sua vida?

Melhor ainda: e se algo que aprendeu ainda criança influenciou a forma como pensaria ao longo da sua existência, influenciando todas as suas decisões de aprendizado? 

O já famoso Mindset: A nova psicologia do sucesso, de Carol S. Dweck, coloca uma luz nessa questão: acreditar que sua inteligência ou qualidades já são escritas na pedra – a mentalidade fixa – cria necessidade de se provar várias e várias vezes, pois ao ter sua inteligência fixada, o indivíduo quer provar que tem bastante dela.

O oposto é a mentalidade de crescimento, em que embora as pessoas possam diferir em seus talentos, aptidões iniciais ou temperamentos, todos podem melhorar se tiverem dedicação e vontade de experimentar coisas novas. 

Veja: não é que necessariamente você vai se tornar o novo Einstein, mas que apenas é impossível dizer onde você pode chegar após décadas de paixão, trabalho e treinamento.
 

O talher, por favor

Você já deve ter ouvido isso por aí, mas vale sempre lembrar: a teoria vigente é que o cérebro é dividido em três camadas ou unidades distintas. 

A primeira é o cérebro reptiliano, capaz de produzir reflexos e busca garantir que você continue vivo, regulando fome, sede, sono, etc. 

Por sua vez, a segunda camada seria o cérebro límbico, responsável por controlar as emoções. 

Já a terceira camada é o neocórtex, que diferencia o homem dos demais primatas, e por isso também é chamada de cérebro racional.

É apenas pela presença do neocórtex que o ser humano consegue desenvolver o pensamento abstrato e inventar coisas novas. 

Na verdade, você provavelmente lembra que antes mesmo de que pudéssemos inventar as coisas, nem mesmo a história podia existir: a chamada pré-história começa com o Período Paleolítico, quando desenvolvemos as primeiras ferramentas para coletar frutas ou caçar algum animal.

E se você olhar ao seu redor, esses milhares de anos de evolução, de novas invenções, facilitaram muito a nossa vida. 

Conseguimos preservar os alimentos para consumo futuro, podemos ter água potável saindo da torneira, conseguimos nos resfriar no verão e nos aquecer no inverno. 

Assim, é sempre tempo para um glorioso churrasco e fica aqui meu mais terno agradecimento aos nossos antepassados que descobriram o fogo! 

E, claro, ninguém hesita em utilizar uma boa faca nesse momento.

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Até a Lua

O celular que você carrega no bolso é infinitamente mais potente do que o computador que levou o homem à Lua pela primeira vez.

Um iPhone tem um poder de processamento 100 mil vezes maior e capacidade de armazenamento milhões de vezes superior, e tem a nobre função de permitir que você veja vídeos de bichos fofinhos ou dancinhas no TikTok.

Isto é, ao longo de milhares de anos, podemos nos dar ao luxo de poder inventar coisas que são, após várias evoluções, ao menos não essenciais.

Não que a humanidade sempre tenha motivações nobres, tal como Edmund Hillary, que ao ser perguntado por que decidiu escalar o Monte Everest, respondeu: “porque ele está lá”. 

Porém, em um paralelo com o paradoxo do navio de Teseu, o quanto ainda seríamos nós mesmos sem essas inovações? 

Por exemplo, será que você saberia da minha existência sem o computador ou a internet? Será que você poderia exercer a sua profissão se nunca houvesse existido uma impressora? A sua identidade, enfim, seria a mesma?

Isto é, toda a evolução tecnológica avançou para permitir que as máquinas fizessem coisas melhores que nós, moldando nossa própria existência: uma imprensa é mais precisa que um escriba, um telefone é mais rápido que um telex e um e-mail não depende de greve dos Correios.
 

Você não toma mais sopa de garfo

Sem surpresas, a maior parte das inovações que agora contraditoriamente causam espanto ao mundo, tal como reconhecimento de imagens ou recomendações de compras, foram impulsionadas pelo mercado financeiro: o ótimo Automate This: How Algorithms Came to Rule Our World, de Cristopher Steiner, mostra que Wall Street sempre foi pioneira em abraçar qualquer ferramenta com potencial de dar alguma vantagem sobre os competidores.

Esses mesmos algoritmos acabam presentes nos mais diferentes aspectos da nossa vida. A Netflix sabe o que você gosta de assistir e a Amazon aprende sobre os seus interesses.

Se seremos capazes de inventar computadores mais inteligentes que toda a raça humana, como alguns experts afirmam, não é difícil imaginar que um deles possa decidir como fazemos nossos investimentos. 

Na verdade, se você considerar o significado estrito da palavra algoritmo, isto é, um conjunto de regras a serem seguidas, poderá perceber que os maiores investidores já investem através deles: John P. Reese fez um trabalho colossal em The Guru Investor: How to Beat the Market Using History’s Best Investment Strategies para sistematizar o modo de investir de várias lendas do mercado, tais como Warren Buffett e Peter Lynch.

Ainda assim, é curioso observar como alguns investidores são extremamente cautelosos quando se fala em investir com aprendizado de máquina ou inteligência artificial. 

“Jamais um computador poderia superar um ser humano”, afirmam, enquanto abrem sua planilha de Excel. 

A história consistentemente prova o contrário, em diferentes campos. Um dos mais surpreendentes é o MuseNet, da OpenAI, que compõe músicas originais em 15 estilos diferentes. 

Eu escutei e garanto para você que tem mais melodia que as 10 músicas mais tocadas no Spotify do Brasil.

E se a tecnologia nos torna capazes de ser mais eficientes em todos os aspectos da vida, anos e anos de pesquisa permitiram desenvolver máquinas capazes de fazer recomendações de investimentos melhores que as feitas pelos seres humanos. 

Um algoritmo consegue vasculhar bilhões e bilhões de dados de forma incansável e portanto, para efeitos práticos, se torna cada vez mais inteligente, tal como você ficou ao refazer o teste de QI ou, se você prefere um maior purismo, ao obter novas experiências de vida.

Isto é, um bom algoritmo de aprendizado de máquina tem, por definição, a mentalidade de crescimento: quanto mais ele trabalha, melhor ele fica. E sem todos os contratempos psicológicos que o ser humano enfrenta ao longo da vida.

Então, assim como você usa o fogo para cozinhar seus alimentos e decide usar uma colher para tomar sopa e um garfo para comer macarrão, quanto mais ferramentas você puder usar nas suas análises decisórias, melhor preparado você estará para um mundo de investimentos que é, como você já sabe, bastante complexo. 

A tecnologia é como um esteroide para o seu cérebro, cujo principal efeito colateral é permitir que você foque no que realmente importa enquanto o computador faz o trabalho duro.

Para descobrir tudo que a tecnologia tem a oferecer para seus investimentos, convido você a assistir a websérie exclusiva “Quant: a Inteligência Artificial do Dinheiro”.

Um abraço,

Leonardo Pontes

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