Bridge the Cash #12 - Qual é o seu limite?

Antonyo Giannini Publicado em 30/10/2020
6 min
Não importa o tamanho do cachorro na luta, mas o tamanho da luta no cachorro. De que tamanho você quer ser?

Conteúdo também disponível em vídeo e áudio. Clique abaixo para acessar a plataforma:

Youtube Spotify Apple Google Deezer

Olá, leitor

Poucas coisas têm mais possibilidade de levar um ser humano ao seu limite do que uma boa competição: “um cavalo nunca corre tão rápido como quando ele tem outros cavalos para alcançar e ultrapassar”, escreveu Ovídio.

Se você alguma vez já se inscreveu para uma corrida de rua, dessas de cinco ou 10 quilômetros, é provável que você ao menos tenha tentado se preparar para o evento: comprou um tênis melhorzinho, buscou perder um pouco de peso, saiu para umas corridas ao menos nos finais de semana. 

Tudo para ir bem no dia da competição.

No dia da corrida, pode ser que você tenha visto alguém ultrapassando você... alguém que, à primeira vista, você julgaria ser menos veloz do que você. Nessa hora, seu orgulho fala um pouquinho mais alto e você acelera um tanto para ultrapassá-lo e está feito: você tem a sua corrida particular.

A partir daí, se você gostou da experiência, começa a treinar mais para ir melhor nas próximas vezes. Você cria bons hábitos, entra na melhor forma da vida, sua saúde fica em dia e uma vida bem mais longeva. 
Voilá: temos mais um atleta.

Tudo porque decidiu entrar em uma competição.
 

UM BOM RIVAL


O sempre genial Nelson Rodrigues tentou definir a importância de um Fla-Flu com “o Fla-Flu surgiu 40 minutos antes do nada”

Seriam Flamengo e Fluminense tão grandes se não fosse a sua histórica rivalidade?

Os rivais extraem o melhor de nós. Já citei esse livro por aqui e vale repetir: em “O Jogo Interno do Tênis”, W. Timothy Gallwey menciona que assim como um surfista quer surfar a maior onda que conseguir do melhor jeito possível, um bom rival trará o seu jogo no maior nível para que você também possa ser testado ao seu máximo e, a partir daí, melhorar.

Nós também, claro, gostamos de acompanhar grandes batalhas. Seja um dérbi como um Fla-Flu, uma luta do século, tal como Mike Tyson e Evander Hollyfield, ou um Nadal versus Federer, nós queremos saber quem é o melhor e queremos ser inspirados por ele.

Sabemos, afinal, que cada um dos competidores trará o seu melhor jogo.

O próprio capitalismo exige que haja competição, na expectativa de que isso traga soluções mais baratas e criativas para o público em geral: as leis proíbem os monopólios e não queremos que os diversos participantes combinem o resultado, sendo logo acusados de formação de cartel.

Sabemos que a competição é boa para nós, para tristeza de John D. Rockefeller, o primeiro bilionário do mundo em 1916, que declarou: “competição é um pecado”.

ARETAS

Po Bronson, em “Top Dog: The Science of Winning and Losing”, um clássico de Wall Street, nota que a competição fazia parte da cultura dos antigos gregos. 

A virtude de competir o tempo todo é que aperfeiçoava a mente e o corpo de alguém, com o objetivo de se atingir algo que os gregos chamavam de aretas, hoje comumente traduzido como “excelência”, mas que na verdade tem um significado mais amplo.

Na Grécia antiga, dizer que alguém tinha aretas era o mesmo que dizer que esta pessoa tinha um fogo competitivo, uma forma de demonstrar todas as suas virtudes – coragem, lealdade, credibilidade. No calor da batalha, era a chance de se provar um oponente destemido e um brilhante estrategista. Quando testado, era um líder, magistralmente habilidoso, e persuasivo perante seus pares. Possuía metis – uma inteligência astuta. Era forte fisicamente, rápido com seus pés, e ágil com sua espada. Era corajoso e inabalável em seu caráter.

Apenas através da competição as pessoas podiam alcançar a total nobreza do espírito humano.

Aretas significava que competir transformava você em uma pessoa melhor: a competição desafiava você a ser o melhor que podia ser.

A PRÓXIMA GRANDE BATALHA

O mercado financeiro, logicamente, é uma forma de competição: você luta para dar mais retorno do que a média, usualmente medida por algum índice. 
Por construção, metade ficará acima da média e metade ficará abaixo. Se contarmos os custos e impostos, esse número é ainda mais enviesado: há mais perdedores que ganhadores.

Assim, com o objetivo de inspirar todos aqueles que querem aprender mais sobre investimentos e, claro, fazer uma renda extra, a grande Helena Margarido e eu travaremos uma disputa como você nunca viu antes: 21 dias intensos de batalhas diárias, operando duas classes diferentes de ativos.

Ela tem as criptomoedas como armas, enquanto empunho as ações de menor capitalização na bolsa, as chamadas small caps. 

Nesse período, você terá a chance de escolher um lado: criptomoedas ou small caps. E como esta newsletter é escrita por mim, já adianto que se você quiser ser um vencedor, tem que escolher o meu lado.

Os dois competidores possuem armas potentes e com um alto poder de fogo. Será épico e você só tem a ganhar.

Talvez você comece a criar bons hábitos, decida aprender ainda mais sobre investimentos, coloque sua saúde financeira em dia e voilá: temos mais um bilionário.

Tudo porque você decidiu entrar em uma competição.

Não é o tamanho do cachorro na luta que importa, mas o tamanho da luta no cachorro. De que tamanho você quer ser?

Um abraço,

Leonardo Pontes

A Inversa é uma Casa de Análise regularmente constituída e credenciada perante CVM e APIMEC.

Todos os nossos profissionais cumprem as regras, diretrizes e procedimentos internos estabelecidos pela Comissão de Valores Mobiliários em sua Instrução 598, e pelas Políticas Internas estabelecidas pelos Departamentos Jurídico e de Compliance da Inversa.

A responsabilidade pelas publicações que contenham análises de valores mobiliários é atribuída a Felipe Paletta, profissional certificado e credenciado perante a APIMEC.

Nossas funções são desempenhadas com absoluta independência, não sendo dotadas de quaisquer conflitos de interesse, e sempre comprometidas na busca por informações idôneas e fidedignas visando fomentar o debate e a educação financeira de nossos destinatários.

O conteúdo da Inversa não representa quaisquer ofertas de negociação de valores mobiliários e/ou outros instrumentos financeiros. Os destinatários devem, portanto, desenvolver as suas próprias avaliações.

Todo o material está protegido pela Lei de Direitos Autorais e é de uso exclusivo de seu destinatário, sendo vedada a sua reprodução ou distribuição, seja no todo ou em parte, sem prévia e expressa autorização da Inversa, sob pena de sanções nas esferas cível e criminal.  

Conteúdo protegido contra cópia