Bridge the Cash #10 - A vista é mais bonita lá de cima

Leonardo Pontes Publicado em 16/10/2020
1 min
A capacidade de persistir diante das dificuldades é altamente valiosa em todas as áreas da vida. 

RESISTÊNCIA

Há uns dois anos, comecei a treinar para provas de corridas de montanha. As motivações foram as mais variadas, não muito diferentes daquelas que as pessoas têm quando iniciam uma nova atividade esportiva: perder peso, melhorar a saúde e, claro, o desafio pessoal. 

Eu gostava de competir quando ainda adolescente, mesmo que fosse apenas nos jogos internos do colégio, e como competir em musculação talvez fosse exigir a utilização de substâncias cujos efeitos colaterais eu não estava disposto a enfrentar, as corridas de montanha pareciam mais apropriadas ao meu tipo físico.

Eu estava errado: precisaria perder muito mais peso para fazer as provas que eu gostaria de fazer, já que quase 20 anos de treinamento de força terminaram por adicionar uma carga desnecessária quando se fala em subir correndo algumas centenas de metros por trilhas e pedras rochosas.

Adicionalmente, as corridas de montanha, especialmente as ultramaratonas (as quais confesso que ainda não estou preparado para enfrentar) me lembram um grupo pelo qual sempre me interessei: os SEALs, a elite das forças armadas americanas, que passam por um intenso treinamento de 24 semanas chamado de Basic Underwater Demolition/SEAL (BUD/S) cuja taxa de desistência é de 75%, ou seja, apenas um em cada quatro passam pelo teste.

Vale dizer que, mesmo antes das 24 semanas, os candidatos têm dois meses de instruções a fim de se preparar fisicamente para o período seguinte. Assim, qual a razão de três em cada quatro aspirantes bem treinados desistirem do que parece ser o sonho de suas vidas?

Os instrutores dos SEALs indicam: apesar das enormes dificuldades físicas no treinamento, 90% do processo é mental.

A capacidade de persistir diante das dificuldades é altamente valiosa em todas as áreas da vida. 

Afinal, sabemos que em todas os projetos nos quais nos envolvemos, haverá percalços e as coisas não sairão como inicialmente esperado.

Pode-se treinar alguém a ficar mais resistente?
 

ESTÁ TUDO NA SUA CABEÇA?

Uma das principais incertezas existentes é se a capacidade de resistir está nos seus músculos ou no seu cérebro. 

O elogiado Endure: Mind, Body, and the Curiously Elastic Limits of Human Performance, de Alex Hutchinson, resume a teoria de que é mais provável que seja uma mistura das duas coisas, ou seja, o seu cérebro precisa concordar que seu corpo não entrará em falência para deixar que você possa forçar seu corpo ao máximo do seu limite.

Por outro lado, não adianta seu cérebro (ao menos de forma consciente) permitir que você se esforce ao máximo se seu corpo não estiver bem preparado: será apenas um esforço em vão ou ao menos contra-produtivo.

Ou seja, é necessário desenvolver tanto o cérebro quanto a parte física para se alcançar o desempenho almejado.

Hutchinson, aliás, define resistência como “a luta para continuar contra um crescente desejo de parar”.
 

TREINO, TREINO, TREINO

A melhor forma de se construir resistência acaba sendo, de forma anticlimática, se treinando a resistir. É necessário passar horas e horas correndo para se tornar um bom corredor.

É necessário passar horas e horas no processo de investimento para se tornar um bom investidor. 

Se seu objetivo é aumentar seu patrimônio, é bem provável que este processo seja muito mais parecido com o Ultra Trail du Mont Blanc, uma prova de 171 km que acontece nos Alpes e passa por França, Itália e Suíça, do que uma corrida de 100 metros. 

Ou seja, não é uma maratona; são mais de quatro maratonas seguidas.

Percurso da Ultra Trail de Mont Blanc, chamada também de “Copa do Mundo da corrida de trilha”.

Ou seja, será preciso se preparar para as diferentes subidas e descidas, encarando cada uma delas com um espírito renovado.

E mesmo se o humor não for dos melhores, ainda assim será necessário enfrentá-los de frente.
 

CHAME O SUPORTE

Todo o suporte é sempre bem-vindo. Assim como em uma prova de montanhas há a equipe de apoio, você também precisa de ajuda para o seu plano de investimentos.

E se a tecnologia está presente até nas corridas, uma das atividades mais antigas que o homo sapiens conhece, não poderia ser diferente com as suas finanças.

Com bons equipamentos, que vão desde tênis mais leves e modernos até inteligência artificial que motivam o atleta a ir mais além durante os treinos, cada passo que você dá na subida para o pico da montanha é facilitado pelas invenções que surgiram nas últimas décadas.

om exceção dos mais exóticos, ninguém mais sai para correr de forma séria sem um bom relógio que meça pulsação, cadência, velocidade alcançada etc. Ou seja, apenas o ato de coletar e analisar dados ajuda os atletas a serem cada vez melhores.

Ou você acha que os recordes vão sendo quebrados porque os atletas mais jovens são mais motivados que os anteriores?

Há aproximadamente 10 anos, as finanças também começaram a desenvolver tecnologias que somente agora estão disponíveis para a pessoa física, e a inteligência artificial é utilizada pelos principais bancos e assets do mundo. 

Assim como ocorreu nos esportes, em breve será algo bem comum a todos, não muito diferente do que um relógio moderno ou, para ficar mais próximo do mundo atual, abrir um aplicativo de viagens que encontra a passagem mais barata para você e que acomoda sua agenda.

Você, claro, quanto mais cedo começar a ter familiaridade com o assunto, mais rapidamente aprenderá como navegar por este mundo mais tecnológico e quantitativo. Com uma vantagem adicional: o computador, por design, é altamente resiliente: jamais fica cansado e pode analisar milhões de dados em um curto espaço de tempo.

Neste sentido, em um experimento, os cientistas pediram a voluntários para ver um filme bem maçante e depois sair para uma corrida de 10 quilômetros. Os corredores que haviam visto o filme apresentaram uma performance pior do que aqueles que seguiram sua rotina normalmente.

Ou seja, passar horas e horas debulhando informações fatiga o seu cérebro; o outro lado é que da próxima vez, você estará mais resiliente.

Então se você utilizar o computador para remoer informações e usar a sua mente para realizar atividades que um algoritmo ainda não consiga fazer, você terá dois benefícios: o primeiro é que sua cabeça estará descansada para tarefas mais criativas, podendo performar melhor, e o segundo é que estará mais bem treinada para ser ainda mais engenhosa da próxima vez.

O começo, como qualquer novidade, pode parecer assustador. Como um bom atleta de montanha, persista até chegar ao topo. Acredite: a vista é realmente mais bonita lá de cima.

E, neste momento, estou com vagas abertas para que investidores venham comigo na única assinatura do Brasil tem a inteligência artificial e os dados trabalhando pelo seu dinheiro. Você pode entrar por este link aqui, que sairá do ar em pouco tempo (ABRA AQUI O VÍDEO COM O SEU CONVITE).

Prova Indomit Pedra do Baú, em São Paulo. Eu, claro, tenho um smart watch para me ajudar.

Um abraço,

Leonardo Pontes

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