As 5 melhores ações para 2022!

3 de janeiro de 2022
Neste primeiro relatório especial da Inversa de 2022, você confere a nossa visão de como começar o ano na frente e não perder dinheiro!

As 5 melhores ações para 2022!

Por Nícolas Merola, CNPI e Rodrigo Natali

 

No início de cada ano, é muito comum que as corretoras e as casas de análises divulguem suas novas carteiras de ações para o ano. 

O problema é que, na prática, ao longo do ano, todas essas carteiras publicadas sofrem influência e estão expostas a ruídos, de efeitos imprevisíveis em sua concepção. Ou seja, o resultado desse exercício teórico é sempre questionável e, mesmo se der certo, é fruto do acaso. 

Ações são pedaços de empresas que estão em constante mudança, devido às suas próprias dinâmicas internas, pelos concorrentes, da macroeconomia interna e externa. Até mesmo um portfólio considerado de longo prazo exige revisões constantes, afinal, a realidade muda e com ela o valor percebido de qualquer ativo financeiro. 

Dessa forma, sugerimos 5 ações ou atitudes, que você deve tomar para sair na frente daqueles que estão te mandando uma tabela com o gabarito dos investimentos: 

1. Não escolha as empresas que vai se manter investido(a) no ano, no início do ano.

Empresas são organismos em constante mudança, por isso é imprudente a criação de um portfólio sem acompanhamento. É o mesmo que falar que é correto “comprar e esquecer”, método perigoso propagado nas mídias sem o seu devido cuidado.

Portanto, a decisão das ações das empresas onde você deseja ser sócio, não deve ser tomada apenas no início do ano, mas sempre!

2.   Entenda o ativo, mas principalmente o passivo.

Entender o ativo é importante, e vou falar mais sobre isso nos próximos tópicos, mas antemão, deve-se entender o seu passivo, isso é, compreender as suas necessidades financeiras

Com isso, quero dizer que: não se coloque em uma situação na qual se desfazer de um investimento por falta de planejamento financeiro seja uma obrigação. Se você tem um objetivo ou, principalmente, um compromisso para aquele montante, não o invista em ativos de risco como a Bolsa, independentemente se ele estiver caro ou barato, atrativo ou não. 

3.    Para investir no longo prazo: compre bons negócios, com boas pessoas.

Muitos dos investidores não se dão ao trabalho de entender o negócio das empresas em que investem. É essencial  entender como determinada companhia gera valor. Crie um conhecimento completo sobre a empresa.

Além disso, quando disse que as empresas são organismos vivos, me refiro ao fator pessoas. As pessoas fazem com que as implementações corretas aconteçam e que as incorretas não aconteçam. Uma decisão certa pode mudar o destino da empresa e consequentemente do seu investimento. Por isso, entender quem são os envolvidos é tão importante quanto entender sobre o negócio.

4.     Para investimentos de curto prazo: erre rápido e persista no acerto.

Uma das formas mais simples de criar um ambiente vencedor quando fizer pequenos investimentos, em teses de curto prazo ou distorções de mercado, é tornando a sua operação convexa.

Isso significa que se você ganhar, ganhe bastante, se perder, perca pouco. Repita isso algumas vezes e, mesmo que acerte apenas metade, ainda lucrará. Apesar de parecer intuitivo no papel, isso exige um grau de disciplina que poucos têm. 

5.    Neste ano, fique de olho no mais imponderável do cenário, o político!

Na ausência de grandes rupturas, o que é mais comum no Brasil do que em outros lugares do mundo, o cenário econômico merece o protagonismo. Isso pode valer inclusive no Brasil, em momentos de continuidade de mandato. Mas sabemos que num mundo dividido como o que vivemos, as emoções podem, em determinadas situações, emergir “à flor da pele" levando o investidor que não se preparou a tomar medidas extremas: exemplo, "se determinado candidato ganhar as eleições eu vou embora do país".

Em horas de tensão, o importante é entender como sua carteira se beneficia em cada cenário, e ajustá-la conforme a realidade for se apresentando.

Talvez sejam necessárias poucas mudanças, ou talvez mais. Mas ao final, a lição é que a gestão de um portfólio é algo vivo, entretanto, agir com base nessas dicas, talvez seja uma vantagem para sair na frente daqueles que acreditam serem capazes, hoje, de preverem as melhores do ano.

Não vão conseguir.

Conheça o responsável por esta edição:

Nícolas Merola

Ações e Fundos de Investimento

Formado em Engenharia Civil pela UVA (Universidade Veiga de Almeida - RJ) em 2017 e com MBA pelo IBEC/INPG em 2018. Nícolas começou a estudar sobre investimentos ainda no início de sua faculdade, quando se apaixonou pelo assunto. Depois de atuar por mais de três anos no mercado de renda variável, de forma autônoma, se juntou em 2019 ao time de especialistas da Inversa Publicações.

Conheça o responsável por esta edição:

Rodrigo Natali

Diretor de Estratégia

Rodrigo Natali tem graduação e MBA pela FGV. É especialista em câmbio e macroeconomia, tem 25 anos de experiência no mercado financeiro, tendo passado por diversas instituições nacionais e internacionais, onde exerceu a profissão de trader e gestor de fundos de investimento multimercado.

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Analista de Valores Mobiliários responsável (Resolução CVM n.º 20/2021): Nícolas Merola - CNPI Nº: EM-2240